sábado, 9 de junho de 2012

AINDA A INVASÃO DE MOTARDS OCORRIDA ONTEM



Os motoqueiros, pacientemente, aguardam que lhes sejam oferecidas lascas da catedral do presunto, que três especialistas, cuidadosamente, vão cortando.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

INVASÃO DE MOTARDS



Esta tarde o centro de Mação foi tomado de assalto por mais de mil motociclistas e pelos seus cavalos de duas rodas  alimentados a gasolina. Tratava-se da 14ª. edição do Portugal de Lés a Lés, prova organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal. Frente ao Largo dos Combatentes estacionaram centenas de motas, das mais diversas marcas e cilindradas, mas muitas mais foram arrefecer os motores no Campo da Feira. Aos motoqueiros a Câmara Municipal ofereceu uma pequena merenda. Tão grande concentração de motocicletas e condutores, com o seu equipamento característico, num espaço determinado e relativamente pequeno, criou  grande animação, tendo chamado muitos mirones àquela zona central da vila. A partir das 17 horas os motards, em pequenos grupos, começaram a arrancar, utilizando apenas as denominadas estradas municipais, em direcção à Covilhã, onde pernoitariam.  Vinham de Tavira e vão terminar a corrida em Boticas, Trás-os- Montes, amanhã.

TELEVISÃO DIGITAL



Há algumas semanas comentei as condições deficientes que a TDT estava a proporcionar aos consumidores locais de televisão. Porém, desde o início do mês que os quatro canais televisivos me têm sido servidos sem interrupções e com uma extraordinária qualidade de imagem, incalculavelmente superior aquela que nos era dada pelo sistema analógico terrestre. Em consciência, entendo, que devo deixar aqui esse registo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

MEMÓRIA - 7 DE JUNHO DE 1962

FOGUETES DE REGOZIJO PELA MORTE DE UMA NINHADA DE LOBOS
Após porfiados esforços, um grupo de caçadores do Caratão, povoação das proximidades desta vila, conseguiu ontem, ao pôr do sol, abater uma loba de enorme corpulência, que trazia alarmada a população daquela zona. Depois de localizado o covil da fera, onde estavam sete lobinhos, os caçadores tentaram abater a fera, que fugiu levando um filhote nos dentes. Perseguida, viu-se obrigada a largá-lo, tendo sido apanhado pelos caçadores, que voltaram à toca a capturar as restantes seis crias. Ao anoitecer, a loba regressou ao covil em busca dos filhos. Prevendo o regresso, os caçadores já estavam de guarda e foi então que um deles, António Maia, com um tiro de zagalote a matou. À noite foram ouvidos uivos do macho vagueando perto da toca. Em sinal de regozijo, os habitantes do Caratão fizeram estralejar enorme quantidade de foguetes.

In Diário Ilustrado - 7/Junho/1962

quarta-feira, 6 de junho de 2012

MEMÓRIA - 6 DE JUNHO DE 1962

NÃO SE COMPREENDE O CASO DA CARREIRA DE CAMIONETAS MAÇÃO - - BARCA DA AMIEIRA
Conforme oportunamente o «Diário Ilustrado» noticiou, foi suspensa pela respectiva empresa concessionária, a carreira de camionagem Mação-Barca da Amieira, que fundamentou essa atitude no mau estado da estrada que liga as duas localidades. Entretanto, por recente despacho ministerial, foi prorrogada até 1967 a concessão de exploração da mesma carreira. Isto não pode deixar de causar espanto, lamentando-se que uma empresa que não explora uma concessão veja prorrogado esse direito de exploração por 5 anos, em prejuízo de outra qualquer empresa que se sujeitaria ao mau estado da via de comunicação e do maior o menor número dos utentes da carreira. Devemos acrescentar que houve épocas em que a estrada esteve em muito piores condições, sem que a ligação fosse suspensa. 

In Diário Ilustrado - 6/Junho/1962 

terça-feira, 5 de junho de 2012

MEMÓRIA - 5 DE JUNHO DE 1973

RESTAURO DA IGREJA MATRIZ DE MAÇÃO

Está em movimento uma iniciativa promovida por um grupo de maçaenses, destinada a angariar fundos para o restauro da Igreja Matriz desta vila. Uma das promoções já efectuadas pela comissão dos naturais da vila, residentes em Lisboa, constou de um jantar-convívio, seguido de fados por alguns cultivadores da canção nacional, que se realizou na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na capital e a que se dignou assistir o sr. D. Agostinho de Moura, bispo de Portalegre e Castelo Branco.

In Diário de Coimbra - 5/Junho/1973



segunda-feira, 4 de junho de 2012

MEMÓRIA - 4 DE JUNHO DE 1974

COMISSÃO DEMOCRÁTICA

A Comissão Democrática de Mação, enviou-nos, com pedido de publicação, e através do nosso correspondente, o seguinte comunicado:
«Para mais completo esclarecimento da opinião pública do Concelho de Mação, quanto às finalidades da assembleia popular convocada para o próximo dia 2 de Junho, informa-se:
1 - A C.D.M. tem objectivos exclusivamente políticos, não estando em causa aspectos de ordem pessoal envolvendo qualquer dos membros da Câmara Municipal de Mação.
2 - A C.D.M. propõe a dissolução total da Câmara Municipal de Mação e não apenas destituir o seu presidente, cujas qualidades morais não são contestadas.
3 - A Comissão Administrativa terá como principal actividade o indispensável saneamento das instituições do concelho, sendo evidente que essas funções não devem ser exercidas pela Câmara Municipal estabelecida durante o regime fascista - o que seria grave ofensa não só aos princípios democráticos mas também ao mais elementar bom senso.
4 - A C.D.M. entende que é atraiçoar o espírito da revolução de 25 de Abril e enganar o povo perfilhar-se outra atitude que não seja o saneamento imediato e resoluto das instituições através de uma Comissão Administrativa para a Câmara Municipal.
Mação, 31 de Maio de 1974
SECRETARIADO GERAL»

In Diário do Ribatejo - 4/Junho/1974

sábado, 2 de junho de 2012

MEMÓRIA - 2 DE JUNHO DE 1975

O EXTERNATO D. PEDRO V VAI ENCERRAR

Corre com insistência que no final deste ano lectivo encerrará o Externato D. Pedro V. A este encerramento não deve ser estranho o conflito gerado ultimamente entre os alunos e a direcção, que teve por base um caderno reivindicativo que parcialmente acabou por ser satisfeito. Pese todas as sua deficiências , originadas por uma direcção anacrónica e ditatorial, o Externato D. Pedro V exerceu durante longos anos um papel importante na vida deste concelho, permitindo que milhares de rapazes e raparigas tivessem acesso à educação em condições relativamente económicas, o que à maioria não seria viável se se tivessem de deslocar para outros concelhos. No caso de se concretizar o encerramento do Externato D. Pedro V é  fundamental a intervenção do M.E.C. no sentido de o nacionalizar ou transformá-lo num estabelecimento oficial de ensino.

In Diário de Coimbra - 2/6/1975 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

REENCONTRO DE AMIGOS

Já  não nos víamos há um bom par de anos. Aconteceu agora no Restaurante Avenida, onde, cumprindo um quase ritual diário, estava a almoçar. Apreciei reencontrá-lo. Gostamos sempre de rever os amigos. Encontro rápido, a troca habitual de palavras quando o desencontro é prolongado. Vinha com companhia. Prossegui o almoço e, não sei porquê, veio-me à memória um filme de  há já muitos anos, em que ambos éramos vereadores, em campos opostos, claro, ele em regime de permanência, com responsabilidades, eu, sem pelouros, como aliás é habitual. Nesses quatro anos na Câmara Municipal tive  oportunidade de apreciar  estar em presença de um político rigoroso, exigente, competente, educado (raro na oposição maioritária), novo nas ideias e com grande vontade de desenvolver o concelho. Decidi terminar a minha participação política, quando o mandato de vereador chegou ao seu termo. O meu amigo prosseguiu. Eleito vereador na legislatura seguinte, ascendeu ao lugar de presidente da Câmara, por impedimento do presidente Elvino Pereira, problemas de saúde a isso o obrigaram. E o engº. António Manuel de Matos Oliveira foi capaz de  desempenhar  as funções da presidência com grande competência. Criou muitos anti-corpos porque atreveu-se a mexer em vários  interesses e vícios instalados. Cargo transitório até ao regresso do presidente Elvino Pereira. Nas eleições seguintes, face aos desejos de Elvino Vieira da Silva Pereira (Pombo) não continuar, para surpresa de muita gente, a escolha do candidato do PSD recaiu sobre um desconhecido no concelho, nascido em Angola, que se agarrou a um avoengo para se afirmar. Os resultados estão à vista. A somar a tantas perdas, Mação desperdiçou mais uma oportunidade.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

MEMÓRIA - 31 DE MAIO DE 1970

ACIDENTE DE VIAÇÃO

Causou sentida emoção o desastre ocorrido na estrada Gavião-Mação, já muito perto desta vila, em que pereceram, consumidos pelas chamas, um inspector do nosso colega «Jornal de Notícias» e sua esposa. O incêndio seguiu-se a um brutal choque de frente entre o automóvel conduzido por aquele infeliz inspector e uma camioneta carregada de tijolos. As culpas do desastre ainda não estão apuradas, mas não será de pôr de parte as facilidades que os condutores geralmente concedem nas estradas de pouco ou nenhum movimento, como é o caso da estrada de Belver, que faz a ligação entre a Beira Central e o Alto Alentejo. A estrada de Belver, pelo seu perfil sinuoso e difícil, é habitualmente escolhida para percurso da Volta a Portugal em Automóvel e Rali dos TAP.

In Diário de Coimbra - 31/Maio/1970

terça-feira, 29 de maio de 2012

A SURPRESA DA SARDINHEIRA



A sardinheira surpreendeu-me com as sua belas flores em tons violeta-roxo. Da noite para o dia as flores desabrocharam. Nem a prolongada sede a que, por vezes, a sujeito,  impediu de cumprir o seu ciclo de vida. E quanto apreciam aquelas flores simpáticas as borboletas em constante rodopio ao seu redor.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A DECADÊNCIA DE UMA VILA X

 

Mação. Rua Monsenhor Álvares de Moura, antiga Rua Nova, nºs. 4, 4A, 6 e 6A,residência que foi do último presidente da Câmara antes do 25 de Abril.

sábado, 26 de maio de 2012

TAÇA DE PORTUGAL PARA A ACADÉMICA



Não tenho dúvidas que uma grande fatia do país futebolístico, abstraindo, claro está, os sportinguistas, gostou que a Académica de Coimbra conquistasse a Taça de Portugal, setenta e três anos depois de ter vencido o primeiro troféu, frente ao Benfica, no Campo das Salésias, em Lisboa,  por 4-3. Essa mítica equipa de 1939 era composta por estudantes da Universidade de Coimbra. Em 1969, ano do luto académico, na penúltima presença da Briosa numa final da Taça de Portugal,   também o time era composto por universitários. A Académica até 1974 foi conseguindo  que a sua equipa principal de futebol fosse composta por estudantes, maioritariamente frequentando cursos universitários. Também jogaram,  em diversas épocas, estudantes do Magistério Primário, lembro-me do internacional Bentes, e da Escola de Regentes Agrícolas, o Jorge Santos recordo, escolas actualmente consideradas institutos  superiores. Com a transformação do futebol numa indústria que movimenta milhões, a Académica para se conseguir manter entre os maiores do nosso futebol, o que nem sempre aconteceu, foi forçada a abandonar essa tradição e a recorrer aos mercados. Actualmente, creio, a Académica não tem no seu plantel, na  primeira linha, um único estudante universitário. A Académica hoje é um clube de parcos recursos, pouco acarinhada pela sua cidade e pela sua região e, até mesmo, por grande parte dos estudantes. Com esta vitória, na segunda competição mais importante do futebol pátrio e a presença, na próxima época, na Taça Europa, algo irá mudar talvez, esperemos para ver.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

FESTIVAL EUROVISÃO DA CANÇÃO 2012



Assistimos, ontem, à segunda semi-final do evento, e, um ano mais, Portugal não se juntou aos 10 finalistas escolhidos. E justamente, porque a canção com que concorremos era efectivamente fraca, bem aquém das de muitos daqueles países que mal conhecemos. Questiono-me, face aos resultados que, ano após ano, vamos obtendo no Festival Eurovisão da Canção se valerá a pena investirmos tanto dinheiro para nos apresentarmos em tal certame. E já andamos nesse corropio e sem frutos visíveis, desde 1956, ano do primeiro Festival que teve como vencedor a Suiça.

MEMÓRIA - 25 DE MAIO DE 1971

ENERGIA ELÉCTRICA

Já por várias vezes temos chamado a atenção neste jornal para as frequentes interrupções no fornecimento da energia eléctrica, que causam inconvenientes de toda a ordem, como até mesmo nas lides domésticas pois cada vez mais a electricidade é utilizada nos trabalhos caseiros. Ultimamente, à queda da chuva sucede, muitas vezes, o corte da electricidade As causas desta anomalia não cabe ao jornal apontá-las, mas tão-somente chamar a atenção dos responsáveis, pedindo um pouco mais de cuidado para as condições em que o fornecimento da energia eléctrica se está processando.

In Diário do Ribatejo - 25/Maio/1971

quinta-feira, 24 de maio de 2012

MEMÓRIA - 24 DE MAIO DE 1970

CONFRATERNIZAÇÃO DE CAÇADORES

Reuniram-se num almoço de confraternização, todos os caçadores que participaram nas diversas batidas às raposas, efectuadas neste concelho, e nas quais se abateram vinte e quatro daqueles bichos.

In Diário de Coimbra - 24/Maio/1970

quarta-feira, 23 de maio de 2012

MEMÓRIA - 23 DE MAIO DE 1971

CINEMA

Hoje, domingo, às 21.30 horas, "Cabriola" (maiores de 6 anos).

In Diário de Coimbra - 23/Maio/1971

segunda-feira, 21 de maio de 2012

MEMÓRIA - 21 DE MAIO DE 1972

MAIS UM PARTIDO MÉDICO A CONCURSO

Por transferência para esta vila do seu titular, encontra-se aberto concurso pelo período de trinta dias para o provimento do lugar de médico do partido de Cardigos, com residência obrigatória naquela freguesia e a que corresponde uma gratificação mensal de 2.600$00. Lembramos que ainda se encontra vago o partido médico do Penhascoso, cujo concurso se encerrou há dias.

In Diário de Coimbra - 21/Maio/1972

domingo, 20 de maio de 2012

MEMÓRIA - 20 DE MAIO DE 1988

OBRAS DE CIPRIANO DOURADO EXPOSTAS EM MAÇÃO

Encontra-se patente no Salão anexo à Piscina Municipal, uma Exposição denominada "3º. Salão Maçaense de Arte", que apresenta um conjunto  de obras de pintura, desenho, gravura, serigrafia e escultura, entre as quais, e como nome mais prestigiado, alguns trabalhos do falecido artista, Cipriano Dourado, natural da freguesia do Penhascoso, deste concelho. A mostra integra-se nas comemorações do 45º. aniversário do Museu Municipal Dr. João Calado Rodrigues e estará aberta até dia 5 de Junho próximo.

In O Ribatejo - 20/Maio/1988

sexta-feira, 18 de maio de 2012

ARTE URBANA X

Praça da Figueira. Lisboa. 2011. Autor não identificado. Painel fotográfico em contraste com a imagem real.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

MEMÓRIA -. 17 DE MAIO DE 1971

MOTONÁUTICA

Já está programada para o próximo mês de Julho a disputa de uma sensacional prova de motonáutica a que concorrerão os melhores especialistas portugueses, tendo como cenário a albufeira da barragem de Belver, sita na freguesia da Ortiga, deste concelho. Esta sensacional corrida de barcos motorizados que tem o patrocínio da Câmara Municipal de Mação, trará decerto, a esta zona milhares de entusiastas dos desportos náuticos e terá a virtude de chamar a atenção para a potencialidades turísticas que oferece a zona do Tejo na freguesia da Ortiga. Oportunamente divulgaremos mais pormenores sobre este certame desportivo.

In Diário do Ribatejo - 17/Maio/1971

FEIRA DO LIVRO



Durante o ano guardo na memória o nome de alguns livros que  reservo para adquirir na Feira do Livro, aproveitando os habituais descontos que  aquela iniciativa   proporciona, livros que normalmente são de leitura obrigatória e, por isso, intemporais, livros que integram o património mundial da literatura. Não sou muito dado à leitura de trabalhos de novos  autores ou autores desconhecidos. Abri uma excepção para Gonçalo M. Tavares e a sua muito saudada pela crítica   Viagem à Índia.  Visitei a Feira do Livro em vésperas de encerramento,  um sábado demasiado quente para a época. Muitos visitantes, inúmeros pais com  filhos pequenos, excelente sinal. Este ano uma Feira mais reduzida. Salientavam-se os "colossos" da edição, Babel, Leya e Porto Editora. Alguns escritores a autografarem os seus livros, mas nenhum daqueles que obriga a formar fila. Apesar da crise, muitas pessoas empunhavam sacos contendo  livros, os livreiros não se poderiam queixar. Fui pesquisando nas várias barracas, tentando descortinar os títulos arquivados na memória. Apenas encontrei Moby Dick, um romance monumental  escrito pelo americano Herman Melville, são mais de 600 páginas de escrita, tenho leitura para muito tempo. Os livros que não descobri  continuarão guardados nos esconsos da memória até à próxima  Feira. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE

Contrariamente ao que muito boa gente pensa, a mudança para a nova tecnologia de teledifusão terrestre em sinal digital é uma imposição da União Europeia, que determinou que este novo sistema fosse obrigatoriamente introduzido até 2012. Não é, portanto, um desejo de qualquer dos nossos governos, o actual ou o anterior. Em finais do passado mês de Abril procedeu-se ao desligamento na zona interior do País para substituição da televisão analógica terrestre, estava, finalmente, concluído o processo. O denominado sistema TDT permite a utilização mais eficiente do espectro rádio eléctrico. A Portugal Telecom é  a empresa encarregada de proceder à instalação das infra-estruturas que permitem  a recepção da televisão digital. Os consumidores televisivos foram forçados a adquirir, um tipo de power box, para aplicar àqueles televisores incapazes de aceder ao digital. Sem surpresas, já há muito estava  previsto, a recepção do sinal de televisão  na nossa zona está a ocorrer com grandes deficiências, pelo menos, tanto quanto se julga saber, a partir das 20 horas até às 11 horas do dia seguinte, não existe sinal, isto é, os televisores deixam de  funcionar. Apesar das muitas reclamações feitas à ANACOM, a entidade responsável,  a situação continua a manter-se, com evidente prejuízo para uma grande parte da população. Perante a incapacidade de resolver o problema, não será despiciendo colocar a dúvida se não se estão a empurrar os prejudicados para aderirem à televisão por satélite, como se conhece, explorada por duas grandes empresas da área das telecomunicações.

terça-feira, 15 de maio de 2012

UM ANO

Há já um ano neste contínuo correr de dias e de noites. Um ano que não deixa saudades. Um ano marcado por uma crise profunda que afecta todos ou quase todos os portugueses e que tem muitos responsáveis, tanto internamente  como  externamente. Desde logo a fraca  qualidade dos políticos que nos têm vindo a governar, preocupados  mais em defender os  interesses próprios e de quem lhes está próximo do que gerirem de maneira adequada as políticas do País. A  irresponsabilidade e o sentimento de que gozam de permanente impunidade tem lhes permitido governar de forma absolutamente desastrosa. Puseram-nos à beira da bancarrota, se é que não estamos mesmo em bancarrota. Culpam agora os portugueses de quererem viver acima das suas possibilidades, de gastarem demais, de recorrerem ao crédito descontroladamente, mas esquecem-se que, quando aderimos à então CEE, nos prometeram  o nível de vida dos europeus. Espantosamente, sem um grito de revolta,  os portugueses vão suportando os continuados esbulhos,  as consecutivas mentiras, as promessas não cumpridas,  a voz grossa para os pequenos e as doces palavras para os grandes.  Até quando? E no nosso pequeno mundo, que é o concelho de Mação, tudo vai de mal a pior. O Centro de Saúde reduz  o horário de atendimento, o Tribunal Judicial, seguramente, extinguir-se-á, há rumores sobre a transferência do Serviço  de Finanças para um concelho próximo e o consequente fecho, cobram-se portagens na A23, encerram empresas das poucas que vão existindo,  procede-se a despedimentos, há salários em atraso, anuncia-se a fusão de freguesias, a população mingua, até a TDT não funciona. Mação é uma vila  sem movimento, sem vida, sem pessoas. E, no horizonte, não há esperança, por mais pequena que seja, para Portugal, para os portugueses e  para os maçaenses. Doze meses horríveis.

MEMÓRIA - 15 DE MAIO DE 1971

ENCONTRO SINDICAL DO PESSOAL DOS LANIFÍCIOS

Conforme noticiámos efectuou-se no passado sábado uma reunião promovida pela direcção do Sindicato Nacional do Pessoal da Indústria de Lanifícios do Distrito de Lisboa, que abrange igualmente os distritos de Santarém, Setúbal e Portalegre, com os seus associados da região de Mação. À reunião, orientada pelo sr. Manuel Correia Lopes, presidente da direcção daquele Sindicato, assistiram cerca de uma centena de trabalhadores da indústria de lanifícios, a quem foram dados esclarecimentos sobre as negociações para aprovação do novo contrato colectivo de trabalho. Por fim, e por escolha de todos os trabalhadores presentes, foram eleitos os seis novos delegados do Sindicato dos Lanifícios para a região de Mação.

In Diário do Ribatejo - 15/Maio/1971