quarta-feira, 4 de setembro de 2013

FESTIVAL DO ARROZ


Prestes a terminar é manifesta a surpresa que o seu sucesso  concitou em muitos,  forasteiros em especial. Tive oportunidade de trocar algumas impressões breves com industriais de restauração que mostraram o seu espanto com a procura de pratos à base de arroz por  muitos dos seus clientes, um grande número ocasionais, entendem, mesmo, que o festival foi um êxito. Não deixei de degustar algumas das especialidades oferecidas e quero dizer-vos que apreciei bastante o arroz de bacalhau e gostei, francamente, do arroz de bucho. Aproveitem e provem alguns dos arrozes oferecidos, o festival acaba a 8 deste mês.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

MEMÓRIA 1968 - INCÊNDIO EM ALDEIA DE EIRAS (MAÇÃO)

De noite esta vila foi alarmada pelos toques estridentes das sereias alertando os bombeiros voluntários para um incêndio que lavrava, com certa intensidade, na vizinha Aldeia de Eiras.
Nessa zona encontrava-se em exercícios uma companhia de caçadores-para quedistas, que colaborou com os bombeiros no ataque ao incêndio que foi prontamente extinto.
São, contudo, de certa monta os prejuízos.

In Diário de Coimbra - 3/Setembro/1968 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A FESTA DA ALDEIA DO PEREIRO


Não imagino qual o montante do subsídio atribuído pelo Município local à comissão de festas de Nossa Senhora da Saúde, no Pereiro. Por  vultoso que seja ficará muito aquém do que pagaria à mais barata agência para promover uma campanha publicitária do concelho de Mação através de meios audio-visuais. O que a comissão de festas do Pereiro conseguiu, por meio das várias reportagens televisivas da TVI, SIC e RTP,   custaria muito dinheiro, uma verba demasiado elevada para as posses da Câmara de Mação. A publicidade foi de tal modo apelativa que conseguiu trazer ao Pereiro   autocarros com visitantes interessados em apreciar as ruas enfeitadas da aldeia. Se tivermos um pouco de bairrismo devemos estar gratos ao povo do Pereiro que, um ano mais, pôs de pé uma festa que foi notícia em todo o país e, quiçá, por esse mundo fora.
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domingo, 1 de setembro de 2013

MEMÓRIA 1977 - ASSEMBLEIA MUNICIPAL

No passado dia 25, reuniu-se a Assembleia Municipal para a apreciação de um chamado Plano de Emergência, que mais não é de que um rol de pequenas obras a realizar (algumas já realizadas) em diversas localidades do concelho que atinge, segundo palavras do presidente da Câmara, a quantia aproximada de mil contos.
O Plano foi objecto de críticas dos elementos socialistas da Assembleia que invocavam o argumento das obras discriminadas resultarem em pura perda, dado tratar-se de reparações provisórias que, em pouco tempo, estarão na situação inicial
Para a bancada socialista o município deveria procura fazer obras de fundo, reduzindo drasticamente o número de obras a realizar.
O socialistas criticaram ainda o facto da sede do concelho se encontrar num estado de grande abandono, citando como exemplo a situação do Jardim Municipal.
O presidente do município que é maioritariamente PSD, procurou justificar todas as questões levantadas pelos membros da Assembleia Municipal.

In Diário de Coimbra - 1/Setembro/1977

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

INCÊNDIOS DE AGOSTO


Tenho uma grande admiração pelos bombeiros que, quase sempre, em situações muito complicadas lutam em favor das populações. O mais dramático nos  fogos que estão ocorrendo foi a morte de cinco bombeiros. A morte de alguém é sempre difícil de enfrentar, mas a morte trágica destes jovens bombeiros causa em todos nós uma imensa dor. Saberemos, a seu tempo, como serão reconhecidas pelo Estado as famílias dos bombeiros falecidos em acção. Não basta sentidas (de ocasião) palavras de condolências. Os fogos de verão são  uma calamidade que todos os anos castiga o país, é uma tragédia  quase inevitável que apenas poderá ser minimizada, porque, é bom que o reconheçamos, também na China, na Austrália, na Espanha, em França e, agora mesmo, nos Estados Unidos da América, os fogos acontecem
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MEMÓRIA 1980 - LURDES PNTASSILGO ORIENTA COLÓQUIO EM MAÇÃO

Hoje, pelas 21.30 horas, no salão dos Bombeiros Voluntários da vila de Mação, realiza-se um colóquio, seguido de debate, em que será oradora Maria de Lurdes Pintassilgo.
O tema a tratar será «Desenvolvimento e Justiça Social».

In Diário de Coimbra - 30/Agosto/1980

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O COMBOIO DA BEIRA BAIXA


De Santa Apolónia  ao Entroncamento é um quase silêncio,  pouco conversam os passageiros,  talvez cogitando nos problemas e dificuldades do dia-a-dia. Alcança Vila Franca de Xira, ala que se faz tarde, Castelo Branco está muito longe. O comboio da Beira Baixa acompanha o Tejo que na lezíria é sinuoso entre grandes bancos de areia branca, carregada de sílica, de quartzo e quase nunca lhe estorva a marcha..  Pára em Santarém. Muitos passageiros saem apressados, muitos mais do que aqueles que entram.  Mas a debandada geral vai verificar-se um pouco mais adiante, quando se atingir o Entroncamento, onde há muito os fenómenos acabaram com a morte do correspondente de jornais  que deles dava notícia. Na cidade ferroviária   são tantos os passageiros a sair que o grande veículo articulado resta quase vazio, é hora de desengatar algumas carruagens. Pouca gente entra, alguns  ferroviários terminado o dia. Durante a pequena espera os passageiros não se falam, olham-se apenas, mas mal o comboio arranca em direcção  a Vila Nova da Barquinha, ou talvez apenas Barquinha cidade ou ainda vila, os viajantes soltam a língua e começam a conversar, como se se conhecessem há muito,  agricultura, trabalho, família, futebol,  crise - os políticos é que não a sentem,  tudo vem à baila. É uma vozearia imensa que distrai o mais solitário. À direita, agora, o Tejo desliza manso, o sol reflecte-se nas águas calmas. A conversa propaga-se, há muitas queixas. Surpreende  as distâncias que as pessoas são obrigadas a percorrer diariamente  para trabalhar. Poucos viajantes saem e entram. O  grande êxodo principia no Tramagal e continuará em Abrantes e Alferrarede. A partir da cidade florida o comboio fica  vazio e o falatório diminui. O monstro, que há muito deixou de ser fumegante, avista o velho palacete cor de tijolo e atinge, finalmente Alvega-Ortiga após pouco mais de duas horas de andança, final da nossa viagem. O sol auto governado encaminha-se para o ocaso. Já lá vai o tempo em que   desciam muitos passageiros, agora contam-se pelo dedos de uma só mão, muitas vezes, o velho autocarro partirá vazio para a vila. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

MEMÓRIA 1982 - ESTACIONAMENTO DESORDENADO

É de certo modo anárquico o estacionamento em certas zonas da vila: carros arrumados em cima dos passeios; camiões com atrelados, os chamados veículos longos, a ocupar durante largos períodos de tempo, às vezes dias, a faixa de rodagem de algumas ruas e, por último, o estacionamento em zonas interditas.
Como todos somos gente de brandos costumes, os olhos vão-se fechando a estas infracções, só que por vezes os acidentes acontecem precisamente devido a uma falta de policiamento eficaz.

In Diário de Coimbra - 28/Agosto/1982

terça-feira, 27 de agosto de 2013

MEMÓRIA 1970 - EXÉQUIAS EM MEMÓRIA DO PRESIDENTE SALAZAR

Mandadas celebrar pela Comissão Concelhia da Acção Nacional Popular, realizam-se hoje, dia 27, trigésimo dia sobre a morte do Presidente Salazar, na Igreja Matriz desta vila, solenes exéquias em memória daquele ilustre homem público, que terão início às 18 horas.

In Diário do Ribatejo - 27/Agosto/1970

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

MEMÓRIA 1970 - ELEIÇÃO DA MESA DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA

Depois de diversas contrariedades conseguiu-se, finalmente, constituir o elenco directivo que há-de gerir a Misericórdia local no próximo triénio.
Oportunamente tínhamos noticiado nestas colunas a formação de uma Mesa Administrativa que aguardava apenas aprovação superior para dar início ao seu mandato. Aconteceu que essa autorização não foi conseguida para alguns dos escolhidos, motivando novas tentativas para se conseguir aquelas pessoas dispostas a enfrentar uma dura e laboriosa tarefa, pois que, como também já informámos, o Hospital da Misericórdia encontra-se encerrado há algumas semanas por falta de pessoal clínico e de enfermagem.
Resta acrescentar que no próximo dia 30 do corrente, se realizará em segunda assembleia geral, a votação da única lista proposta a sufrágio, tendo como provedor o sr. prof. Joaquim Pereira Baço e presidente da assembleia geral o sr. Manuel Simões Saldanha.

In Diário de Coimbra - 26/Agosto/1970

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

MEMÓRIA 1970 - DESASTRE EM MAÇÃO

Quando uma camioneta pertencente à Câmara Municipal de Mação se deslocava de Envendos para esta vila, em local ainda próximo da sede de freguesia daquele nome, por causas ainda não suficientemente esclarecidas, mas a que não se deve deixar de associar a pouca largura da estrada e o aparecimento de um automóvel em sentido contrário, saíu da estrada, embateu com o rodado dianteiro num pilar existente na berma, tendo-se voltado de seguida.
Lamentavelmente há a lamentar a morte de Tibúrcio Teixeira, de 31 anos, solteiro, natural desta vila, um dos cinco serventuários municipais que a camioneta transportava, o qual apesar de prontamente transportado ao Hospital de Abrantes, o hospital local encontra-se encerrado há algumas semanas, ali chegou sem vida.

In Diário do Ribatejo - 22/Agosto/1970

terça-feira, 20 de agosto de 2013

MEMÓRIA 1982 - CRISE DIRECTIVA NA DESPORTIVA DE MAÇÃO

Não foi possível ainda conseguir-se sócios com disponibilidade para formarem o novo elenco directivo da Associação Desportiva de Mação.
Após duas assembleias gerais, a primeira ordinária levada a efeito em 29 de Julho e a segunda extraordinária, realizada no passado dia 13, ambas com reduzida concorrência de associados, não apareceram as pessoas dispostas a arcarem com o trabalho e a pouca glória que as pequenas colectividades oferecem.
Da ordem de trabalhos daquelas assembleias fazia parte, igualmente, a aprovação das contas do exercício do ano findo as quais por falta de parecer do conselho fiscal não puderam ser sancionadas pelos sócios.
É sobremaneira estranho que não se consigam pessoas para dirigir o clube, sabendo-se que a situação financeira é francamente boa.
Em vista do desinteresse demonstrado pela maioria dos sócios não foi marcada nenhuma assembleia para tentativa da resolução da crise.

In Diário de Coimbra - 20/Agosto/1982

sábado, 17 de agosto de 2013

MEMÓRIA 1969 - DR. FERNANDO DE SOUSA E SILVA

Para cumprir os deveres militares, acaba de abandonar esta vila o sr. dr. Fernando de Sousa e Silva, que durante alguns meses ocupou o cargo de notário neste concelho.
Pelo seu trato e simpatia deixou aquele alto funcionário um amigo em cada pessoa com quem conviveu.

In Diário de Coimbra - 17/Agosto/1969

domingo, 11 de agosto de 2013

MEMÓRIA 1977- EM FUNCIONAMENTO A PISCINA LOCAL

Depois de ter estado encerrada nos últimos dois anos, por carência de água, recomeçou a funcionar com elevada concorrência, a piscina municipal, único refúgio nestes dias caniculares da população  mais jovem.

In Diário de Coimbra - 11/Agosto/1977

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

SOL, CÉU AZUL E UMA SOMBRA


Basta para sermos felizes durante uns dias. E consolar o espírito com a leitura de Moby Dick, de Herman Melville, Madame Bovary, de Gustave Flaubert e Luz de Agosto, de William Faulkner, três romances que, como afirmam os grandes críticos literários, são de leitura obrigatória. Boas férias para todos!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

OS CANDIDATOS DO PSD DE MAÇÃO


Ao ter conhecimento dos nomes de alguns cidadãos que vão participar nas listas do PSD/Mação às autárquicas de Setembro, fiquei com a sensação de "déjà vue". Efectivamente um candidato à presidência novo, até na idade,  pediria a companhia de gente com novas ideias, sem hábitos enraizados e não de candidatos já gastos, muitos deles até vindos da "idade da pedra". Não existe gente nova nos ficheiros do PSD ou então os velhos, que continuam agarrados ao poder, não se deixam substituir. É simplesmente uma constatação, nada mais. 

domingo, 28 de julho de 2013

MEMÓRIA 1972 - PISCINAS MUNICIPAIS

Foram abertas ao público, no último domingo, as duas piscinas municipais, uma para adultos e outra para crianças.
As piscinas que se encontram em fase de acabamento, estão enquadradas numa bela zona verde, e delas avista-se um panorama bastante interessante, o que as torna muito curiosas em comparação com outras existentes no país.
Para fomentar a prática da natação, encontra-se aberta na secretaria da Câmara Municipal a inscrição para um curso gratuito daquela modalidade desportiva, destinada a crianças de ambos os sexos.

In Diário de Coimbra - 28/Julho/1972


sábado, 27 de julho de 2013

MEMÓRIA 1968 - CALOR

Também neste concelho a presente vaga de calor se tem feito sentir de forma assaz violenta. Calcule-se que à meia noite ainda se verificam temperaturas à volta dos 32 graus.
Felizmente, numa zona abundantemente povoada de pinhal, ainda não se registou qualquer foco de incêndio, mal que, normalmente, costuma andar de braço dado com as grandes ondas de calor.

In Diário de Coimbra - 27/Julho/1968

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A ESCOLHA DO PS PARA A ASSEMBLEIA MUNICIPAL


Já são conhecidos os cabeças de lista do Partido Socialista aos três órgãos autárquicos nas eleições anunciadas para o próximo mês de Setembro. Inesperadamente surgem algumas surpresas.  A  maior regista-se com a escolha do Prof. José Maia como candidato à presidência da Assembleia Municipal que, se bem nos recordamos,   sempre fez parte das listas apresentadas pelo  PCP. Sabe-se que este ano voltou a ser convidado para integrar a lista dos comunistas, como cabeça de lista à Câmara Municipal. Recusou. O Prof. José Maia desenvolveu no concelho, durante dezenas de anos, um trabalho valioso no campo desportivo junto das camadas jovens, para além do que fez no seu mester de  professor. Esse trabalho foi reconhecido a nível autárquico, coisa rara, sendo por tal motivo atribuído o seu nome ao pavilhão desportivo do Calvário. Tem ainda estado ligado à  área das colectividades de recreio. Em tempos, Paulo Portas afirmou em relação à candidatura de Fernando Nobre à presidência da Assembleia da República, "não é a pessoa adequada para o cargo", tal sentença  aplica-se no caso do Prof. Maia  como uma luva.   Daí não ter sido pacífica a inclusão do seu nome  na lista dos socialistas maçaenses, gerando a sua escolha muitos anti-corpos entre os eleitores rosas.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

MEMÓRIA 1971 - MOTONÁUTICA EM MAÇÃO

Conforme noticiámos, com o patrocínio da Secretaria de Estado da Informação e Turismo e da Câmara Municipal de Mação, iniciam-se hoje na Barragem de Belver-Ortiga as provas de motonáutica - classe SE - a contar para o Campeonato Nacional e o I Grande Prémio de Motonáutica - Câmara Municipal de Mação.
Participam nas provas todas as classes de sport e corrida previstas no regulamento da UIM com motor fora de borda e ainda a classe de turismo prevista e definida no regulamento geral das provas da Federação Portuguesa de Motonáutica.
A inscrição para aquelas provas é gratuita é pode ser efectuada perante o júri até uma hora antes do seu início.
Os prémios são os seguintes: 6º. Campeonato Nacional - classe SE, troféu aos três primeiros classificados e nas restantes provas, prémios ao primeiro e segundo classificados de cada classe e recordações regionais aos restantes concorrentes.
O júri técnico é constituído pelos srs. Armando Duarte Miranda, Óscar Guimarães, José Ribeiro Teles, Renato Santos e Carlos Silva.
Hoje, à noite, haverá um festival em honra dos concorrentes em que participarão o Rancho do Pego e o conjunto «Níger» de Torres Novas.

In Diário do Ribatejo - 24/Julho/1971

terça-feira, 23 de julho de 2013

MEMÓRIA 1969 - EXAMES

Mercê do recente despacho ministerial que baixou para 12 valores o limite para dispensa, houve grande alegria entre os estudantes desta vila, que realizaram o exame do primeiro ciclo do liceu. Efectivamente aconteceu o que em linguagem popular se apelida de «bodo», parece que não dispensou apenas quem não quis fazer um mínimo nesse sentido.
Já quanto ao segundo ciclo, a despeito do limite de dispensa ser o mesmo, as coisas não se passaram do mesmo modo, estando agora a maioria dos alunos do colégio desta vila a contas com as necessárias provas orais.

In Diário de Coimbra - 23/Julho/1969

segunda-feira, 22 de julho de 2013

MEMÓRIA 1970 - FEIRA DE JULHO

O forte calor que nos últimos dias  se fez sentir nesta zona, deve ter sido o principal motivo da feira anual de Julho ter tido uma tão reduzida participação de público.
Efectivamente a feira, realizada no último domingo, se bem que seja sempre das mais fracas que aqui se realizam à roda do ano, esteve muito aquém das expectativas, quer em público, quer mesmo em feirantes.

In Diário de Coimbra - 22/Julho/1978

domingo, 21 de julho de 2013

MEMÓRIA 1983 - DEPUTADOS PS ABANDONAM ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Numa tarde de bastante calor realizou-se a sessão ordinária da Assembleia Municipal, que englobava temas bastante quentes e que, no seu decorrer, veio a suscitar fases que levaram as bancadas da oposição quase ao rubro.
Antes da ordem do dia foram passados em revista alguns assuntos de interesse para o concelho, nomeadamente os trabalhos da Comissão para a Defesa da Floresta, que por proposta da APU tinha sido criada no âmbito  da Assembleia Municipal.
A Assembleia tomou conhecimento de uma carta de um funcionário da Secção de Mação dos Serviços Florestais, em que se afirmava a sua extinção prática, com a transferência de quase todo o pessoal e material para a cidade de Abrantes, restando no núcleo local apenas uma secretária e uma cadeira.
Aliás a extinção ou não extinção do Núcleo de Mação dos Serviços Florestais, tinha sido um assunto bastante polémico na anterior sessão da Assembleia Municipal: enquanto as bancadas da oposição (PS e APU) afirmavam que os serviços estavam extintos, a bancada da maioria sustentava o contrário. Tema de muito interesse para todos os deputados, considerando a importância que o pinho e o eucalipto têm na economia do concelho.
Enfim, ainda não foi desta vez que a Assembleia Municipal veio a saber em definitivo qual a situação do Núcleo, até porque a Câmara Municipal, como lhe tinha sido solicitado, não inquiriu aos serviços centrais qual a posição do Núcleo.
Entrando-se na ordem do dia, foi sem sobressaltos que foi votada por unanimidade a «alteração à postura sobre a conservação das coisas e lugares públicos», actualizando  as taxas para  valores mais consentâneos com os preços desta época de inflação.
A temperatura começou a subir quando se entrou na apreciação do ponto dois da ordem de trabalhos: «alteração do quadro de pessoal da Câmara Municipal», tendo-se inscrito para o debate vários deputados do PS e o único elemento da APU presente. A maioria, uma vez que a proposta partia da Aliança Democrática, guardar-se-ia, talvez, para as réplicas, uma vez que nenhum dos seus elementos se inscreveu na discussão.
A bancada socialista pretendeu saber qual  situação financeira da Câmara, montante das receitas, valor dos encargos resultantes da admissão de novo pessoal, questões a que o presidente do Município não respondeu, ou respondeu de modo vago. A Assembleia também ficou a saber, por inquirição da bancada socialista, que a admissão dos trabalhadores não é feita por concurso público, mas por escolha do executivo.
O deputado Diogo Aleixo, da APU, perguntou ao presidente, Elvino Pereira, se a actual Câmara iria passar um cheque em branco a futuros executivos, dado  que a proposta em apreciação prevê  que os lugares agora propostos não vão ser todos  preenchidos de imediato, e sê-lo-ão por futuros executivos. Estranhou ainda que o novo quadro do pessoal abrangesse quase tantos motoristas quantas as viaturas da Câmara. Finalmente manifestou o seu desacordo quanto ao número de trabalhadores propostos para a secção de viaturas e obras que, no seu entender, não está em proporção com o pessoal do Serviço Técnico de Obras.
Foi então que surgiu na Mesa um requerimento da AD para que se passasse de imediato à votação da proposta.
Não satisfeita com a atitude da Mesa dado que havia ainda deputados socialistas que aguardavam a sua vez de intervir no debate e aos quais, deste modo, era cortada a palavra, a maioria da bancada do PS decidiu abandonar a sala das sessões, não intervindo na votação que, entretanto, se realizou, sendo o novo quadro do pessoal aprovado por maioria.
Entrou-se de seguida na discussão do ponto imediato dos trabalhos: «alteração das tarifas de água». A APU apresentou uma proposta alternativa, que como era de supor foi derrotada. O debate foi frouxo, uma vez que os deputados do PS que tinham já retomado os seus lugares não intervieram na discussão e era patente que a atitude tomada pelos socialistas, aquando da apreciação do quadro de pessoal, tinha criado um certo mal estar em toda a Assembleia.
As novas tarifas votadas pela maioria AD são as seguintes: estabelecimentos industriais -  17$50 por metro cúbico; consumidores domésticos - 1 a 5  12$50; de 6 a 15  17$50; de 16 a 30  30$00; de 31 a 50  50$00; de 51 a 100   85$00; mais de 100  85$00, preços referidos a metro cúbico.
O último ponto da ordem dos trabalhos: «apreciação do projecto-tipo para servir de base à criação da Comissão Regional de Turismo» foi tratado rapidamente, tendo o deputado da AD, Francisco Sequeira, afirmado que seria mais vantajoso para o concelho a integração na  chamada Região Turística  do Pinhal em fase de organização.
A Assembleia decidiu apenas tomar conhecimento do projecto sem mais quaisquer considerações.

In Diário de Coimbra - 21/Julho/1983 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

PINTURA DE SILVA DELGADO


No auditório do Centro Cultural Elvino Pereira encontra-se patente uma exposição de pintura de Silva Delgado, um autodidacta quase, como se auto-denomina. São  óleos e predominam as paisagens nas quais o propósito de extrair dos objectos a própria estrutura geométrica são evidentes. Estamos perante um artista em quem  a influência cubista se mantém viva. Daí as paisagens de forma geometrizada. O artista insiste, a meu ver em demasia, em temas muito semelhantes.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

MEMÓRIA 1980 - DESPORTIVA DE MAÇÃO TEM NOVOS DIRIGENTES

Realizou-se, recentemente, uma assembleia geral extraordinária para eleição dos corpos gerentes da Associação Desportiva de Mação, para o biénio 1980/81.
Foi eleita a única lista apresentada a sufrágio e que tem o dr. Abílio Monteiro Rosa como presidente da Assembleia Geral, António S. Almeida como presidente da Direcção e engº. Abílio Aparício da Matta como presidente do Conselho Fiscal.

In Diário de Coimbra - 18/Julho/1980