Nesta altura do ano, todos os anos, se vocifera quanto ao que cada família gasta em livros escolares. Este ano refere-se 200 euros por filho, para um casal de três filhos lá se vai um ordenado. As vítimas vão arranjando soluções, troca e bolsa de livros, algumas autarquias também dão uma ajuda. Mas o problema vem subsistindo, o que na actual situação de crise generalizada é dramático, o elevado preço dos livros torna incomportável a sua aquisição. Imagina-se quão poderoso é o lóbi das editoras de livros escolares, a quem este governo tão reformista não é capaz de deitar a mão, e é pena, porque a baixa de preço dos compêndios seria uma grande ajuda para as famílias.
Sonha como se vivesses para sempre. Vive como se fosses morrer hoje. (James Dean)
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
MEMÓRIA 1970 - NAO SE REALIZOU A REUNIÃO DO SINDICATO DO PESSOAL DOS LANIFÍCIOS
Por motivos surgidos à última hora, não foi possível efectuar-se a anunciada reunião para estudo e debate do projecto do novo contracto colectivo de trabalho, levada a cabo pelo Sindicato do Pessoal da Indústria de Lanifícios. e que estava a ser aguardada com muito interesse pelos trabalhadores daquela indústria.
In Diário de Coimbra - 13/Setembro/1970
In Diário de Coimbra - 13/Setembro/1970
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
PRECIPITAÇÃO
É verdade que passados orçamentos não auguram nada de bom para futuro Orçamento de Estado/2014, mas andar por aí a afirmar que votará contra aquele documento, desconhecendo completamente o seu conteúdo, é de uma precipitação total e António José Seguro, líder do principal partido político da oposição, não devia fazê-lo, se nada de interessante tem para dizer, neste caso, melhor seria lembrar-se que o silêncio é de ouro.
MEMÓRIA 1972 - QUANTO CUSTOU O FINAL DE ETAPA DA VOLTA A PORTUGAL EM ENVENDOS
Como é do conhecimento geral, Envendos, pequena freguesia do concelho de Mação, foi final de etapa - muito discutida - da última Volta a Portugal em bicicleta.
Talvez seja curioso saber-se em quanto importou aquela curta paragem dos ciclistas e seus acompanhantes em terras deste concelho.
Para tanto socorremo-nos do mensário interparoquial «Voz da Minha Terra», do qual, com a devida vénia, transcrevemos parte de uma entrevista concedida pelo presidente da comissão organizadora da etapa.
In Diário de Coimbra - 12/Setembro/1972
Talvez seja curioso saber-se em quanto importou aquela curta paragem dos ciclistas e seus acompanhantes em terras deste concelho.
Para tanto socorremo-nos do mensário interparoquial «Voz da Minha Terra», do qual, com a devida vénia, transcrevemos parte de uma entrevista concedida pelo presidente da comissão organizadora da etapa.
«VMT» - Como surgiu a ideia de fazer em Envendos uma final de etapa? «PCOE» - Olhe se quer que lhe diga em pormenor não sei bem. Mas posso dizer que custa 50 contos para a organização, mais a obrigatoriedade de um carro publicitário que vai custar 20 contos e uma meta que custa 10 contos. Ao todo 80 contos.»
«VMT» - Também é certo que 80 contos parecem-me muito dinheiro para Envendos que tem também as suas dificuldades financeiras? «PCOE» - Já temos cerca de 65 contos. A Câmara deu-nos 20 contos, uma firma de Envendos dá 30 contos, isto é, paga a meta e insere na Volta um carro publicitário, a Câmara de Vila de Rei presenteou-nos com 6 contos e o sr. Manuel Rufino entregou-nos 8 contos. Temos outra ofertas e outras irão chegando.»In Diário de Coimbra - 12/Setembro/1972
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
36 ANOS DE PODER LARANJA - 1977/2013 - ORGANISMOS OFICIAIS
Na sede do concelho já existiram dependências da Junta Autónoma das Estradas e da Hidráulica do Tejo, escolas primárias em todas as freguesias e em muitos lugares do concelho, Zona Agrária de Mação. Agora o Tribunal Judicial e o Serviço de Finanças têm morte anunciada e a continuidade da loja dos CTT é problemática.
Fonte: memória
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
36 ANOS DE PODER LARANJA - 1977/2013 - POPULAÇÃO
Não fugindo ao fatalismo que persegue parte do país, com mais incidência no Portugal profundo, o interior, Mação assistiu a uma queda brutal dos seus habitantes, muito mais acentuada em termos percentuais, enfatize-se, que nos concelhos periféricos. Num concelho em que não existem condições para permanecer, leia-se empregos, não se pode esperar outra coisa. Eis a evolução negativa dos residentes nas últimas décadas:
1960 - 19045 habitantes
1981 - 12234 habitantes
2001 - 8442 habitantes
2011 - 7338 habitantes
Fonte INE
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
MEMÓRIA 1970 - REUNIÃO SINDICAL
Hoje, dia 5, terá lugar uma reunião promovida pelo Sindicato Nacional do Pessoal da Indústria de Lanifícios para estudo e debate do projecto do novo contrato colectivo de trabalho que muito proximamente vai ser presente às entidades competentes para discussão e eventual aprovação.
In Diário de Coimbra - 6/Setembro/1970
In Diário de Coimbra - 6/Setembro/1970
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
36 ANOS DE PODER LARANJA - 1977/2013
O dr. Diamantino Pereira Leitão, eleito em Dezembro de 1976 como independente nas listas do PSD, deu início em Janeiro do ano seguinte ao longo consulado social-democrata que, em 2013, trinta e seis anos depois, ainda sobrevive e sempre a governar em maioria absoluta. Nestas quase quatro décadas de poder laranja o concelho foi sendo dotado de equipamentos que o poderiam ter conduzido a uma posição de relevo, no mínimo ao nível dos concelhos periféricos, mas que, como se constata, esses grandes investimentos não resultaram em factores de desenvolvimento. Do rol desses novos equipamentos fazem parte o tribunal judicial; a escola secundária; o centro de saúde; o campo de futebol renovado e onde foram criadas condições para a prática do desporto-rei a um nível elevado; piscinas cobertas, não inferiores em qualidade às dos mais desenvolvidos aglomerados urbanos; um centro cultural de excelência, com um único e importante senão ter sido construído numa cave, vá-se lá saber porquê; uma rede de lares e centros de dia disseminados através do território concelhio que dão resposta capaz aos problemas do envelhecimento, característica relevante no concelho. Uma zona industrial que, se funcionasse em pleno, poderia transformar-se num motor de desenvolvimento e progresso. Ainda uma embrionária zona industrial em Cardigos. Nestas quase quatro décadas assistiu-se ao arranque do IP6, mais tarde transformado em A23, que breve ficou ao alcance do concelho. Tudo isto, em grande parte, feito à custa de dinheiros do Estado e da União Europeia. Não se mexeu, lamentavelmente, naquilo que não está à vista e, portanto, não dá votos, o saneamento e o abastecimento de água, que continuam bastante deficientes. O concelho de Mação está equipado para se poder transformar num centro urbano de nível médio. Faltaram-lhe políticos capazes de aproveitar as suas potencialidades. Existe, porém, o lado negro da narrativa. Nestas últimas quatro décadas o concelho, paulatinamente, tem vindo a perder vitalidade, aliás a actual imagem do dia-a-dia bem o retrata, começando pela brutal queda de residentes. Aumentou a "pobreza" ou falta de recursos de parte da população, consequência dos frequentes e devastadores fogos que consumiram a sua floresta. O aforro das suas gentes concentrava-se em pinhais e eucaliptais, quando era necessário dinheiro para uma despesa inesperada ou um investimento, um corte de árvores resolvia a situação. Agora vive-se das reformas, normalmente baixas. Uma população em que o dinheiro não abunda evita consumir ou consome pouco, sofre o pequeno comércio, que enfrenta ainda a concorrência das grandes áreas comerciais que se vieram instalando nas urbes periféricas. A pouca indústria existente não entendeu os ventos da mudança e sucumbiu, a que sobreviveu não aguentou a crise que o país atravessa e deu a alma ao criador. Agricultura nunca existiu, só de subsistência. A China acabou com os tempos da resina, resineiros e resineira da Ortiga. A juntar a este trágico quadro a chamada "reforma do estado", que mais não é que extinção de postos de trabalho, também por aqui se fez sentir. Finalmente a perda de importância do concelho originou a machadada final com o encerramento de empresas cuja continuidade aqui não se justificava. De nada valeu a A23 e o caminho de ferro, óptimas vias de comunicação, aqui tão perto. Revendo o passado sente-se que faltou o político capaz de fazer valer o enorme potencial do património deste concelho. Agora, em período de grande e prolongada crise, que tomou tudo e todos, não há volta a dar, não serão precisos muitos anos para nos transformarmos numa saudade daquilo que poderíamos ter sido..
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
FESTIVAL DO ARROZ
Prestes a terminar é manifesta a surpresa que o seu sucesso concitou em muitos, forasteiros em especial. Tive oportunidade de trocar algumas impressões breves com industriais de restauração que mostraram o seu espanto com a procura de pratos à base de arroz por muitos dos seus clientes, um grande número ocasionais, entendem, mesmo, que o festival foi um êxito. Não deixei de degustar algumas das especialidades oferecidas e quero dizer-vos que apreciei bastante o arroz de bacalhau e gostei, francamente, do arroz de bucho. Aproveitem e provem alguns dos arrozes oferecidos, o festival acaba a 8 deste mês.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
MEMÓRIA 1968 - INCÊNDIO EM ALDEIA DE EIRAS (MAÇÃO)
De noite esta vila foi alarmada pelos toques estridentes das sereias alertando os bombeiros voluntários para um incêndio que lavrava, com certa intensidade, na vizinha Aldeia de Eiras.
Nessa zona encontrava-se em exercícios uma companhia de caçadores-para quedistas, que colaborou com os bombeiros no ataque ao incêndio que foi prontamente extinto.
São, contudo, de certa monta os prejuízos.
In Diário de Coimbra - 3/Setembro/1968
Nessa zona encontrava-se em exercícios uma companhia de caçadores-para quedistas, que colaborou com os bombeiros no ataque ao incêndio que foi prontamente extinto.
São, contudo, de certa monta os prejuízos.
In Diário de Coimbra - 3/Setembro/1968
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
A FESTA DA ALDEIA DO PEREIRO
Não imagino qual o montante do subsídio atribuído pelo Município local à comissão de festas de Nossa Senhora da Saúde, no Pereiro. Por vultoso que seja ficará muito aquém do que pagaria à mais barata agência para promover uma campanha publicitária do concelho de Mação através de meios audio-visuais. O que a comissão de festas do Pereiro conseguiu, por meio das várias reportagens televisivas da TVI, SIC e RTP, custaria muito dinheiro, uma verba demasiado elevada para as posses da Câmara de Mação. A publicidade foi de tal modo apelativa que conseguiu trazer ao Pereiro autocarros com visitantes interessados em apreciar as ruas enfeitadas da aldeia. Se tivermos um pouco de bairrismo devemos estar gratos ao povo do Pereiro que, um ano mais, pôs de pé uma festa que foi notícia em todo o país e, quiçá, por esse mundo fora.
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domingo, 1 de setembro de 2013
MEMÓRIA 1977 - ASSEMBLEIA MUNICIPAL
No passado dia 25, reuniu-se a Assembleia Municipal para a apreciação de um chamado Plano de Emergência, que mais não é de que um rol de pequenas obras a realizar (algumas já realizadas) em diversas localidades do concelho que atinge, segundo palavras do presidente da Câmara, a quantia aproximada de mil contos.
O Plano foi objecto de críticas dos elementos socialistas da Assembleia que invocavam o argumento das obras discriminadas resultarem em pura perda, dado tratar-se de reparações provisórias que, em pouco tempo, estarão na situação inicial
Para a bancada socialista o município deveria procura fazer obras de fundo, reduzindo drasticamente o número de obras a realizar.
O socialistas criticaram ainda o facto da sede do concelho se encontrar num estado de grande abandono, citando como exemplo a situação do Jardim Municipal.
O presidente do município que é maioritariamente PSD, procurou justificar todas as questões levantadas pelos membros da Assembleia Municipal.
In Diário de Coimbra - 1/Setembro/1977
Para a bancada socialista o município deveria procura fazer obras de fundo, reduzindo drasticamente o número de obras a realizar.
O socialistas criticaram ainda o facto da sede do concelho se encontrar num estado de grande abandono, citando como exemplo a situação do Jardim Municipal.
O presidente do município que é maioritariamente PSD, procurou justificar todas as questões levantadas pelos membros da Assembleia Municipal.
In Diário de Coimbra - 1/Setembro/1977
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
INCÊNDIOS DE AGOSTO
Tenho uma grande admiração pelos bombeiros que, quase sempre, em situações muito complicadas lutam em favor das populações. O mais dramático nos fogos que estão ocorrendo foi a morte de cinco bombeiros. A morte de alguém é sempre difícil de enfrentar, mas a morte trágica destes jovens bombeiros causa em todos nós uma imensa dor. Saberemos, a seu tempo, como serão reconhecidas pelo Estado as famílias dos bombeiros falecidos em acção. Não basta sentidas (de ocasião) palavras de condolências. Os fogos de verão são uma calamidade que todos os anos castiga o país, é uma tragédia quase inevitável que apenas poderá ser minimizada, porque, é bom que o reconheçamos, também na China, na Austrália, na Espanha, em França e, agora mesmo, nos Estados Unidos da América, os fogos acontecem
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MEMÓRIA 1980 - LURDES PNTASSILGO ORIENTA COLÓQUIO EM MAÇÃO
Hoje, pelas 21.30 horas, no salão dos Bombeiros Voluntários da vila de Mação, realiza-se um colóquio, seguido de debate, em que será oradora Maria de Lurdes Pintassilgo.
O tema a tratar será «Desenvolvimento e Justiça Social».
In Diário de Coimbra - 30/Agosto/1980
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
O COMBOIO DA BEIRA BAIXA
De Santa Apolónia ao Entroncamento é um quase silêncio, pouco conversam os passageiros, talvez cogitando nos problemas e dificuldades do dia-a-dia. Alcança Vila Franca de Xira, ala que se faz tarde, Castelo Branco está muito longe. O comboio da Beira Baixa acompanha o Tejo que na lezíria é sinuoso entre grandes bancos de areia branca, carregada de sílica, de quartzo e quase nunca lhe estorva a marcha.. Pára em Santarém. Muitos passageiros saem apressados, muitos mais do que aqueles que entram. Mas a debandada geral vai verificar-se um pouco mais adiante, quando se atingir o Entroncamento, onde há muito os fenómenos acabaram com a morte do correspondente de jornais que deles dava notícia. Na cidade ferroviária são tantos os passageiros a sair que o grande veículo articulado resta quase vazio, é hora de desengatar algumas carruagens. Pouca gente entra, alguns ferroviários terminado o dia. Durante a pequena espera os passageiros não se falam, olham-se apenas, mas mal o comboio arranca em direcção a Vila Nova da Barquinha, ou talvez apenas Barquinha cidade ou ainda vila, os viajantes soltam a língua e começam a conversar, como se se conhecessem há muito, agricultura, trabalho, família, futebol, crise - os políticos é que não a sentem, tudo vem à baila. É uma vozearia imensa que distrai o mais solitário. À direita, agora, o Tejo desliza manso, o sol reflecte-se nas águas calmas. A conversa propaga-se, há muitas queixas. Surpreende as distâncias que as pessoas são obrigadas a percorrer diariamente para trabalhar. Poucos viajantes saem e entram. O grande êxodo principia no Tramagal e continuará em Abrantes e Alferrarede. A partir da cidade florida o comboio fica vazio e o falatório diminui. O monstro, que há muito deixou de ser fumegante, avista o velho palacete cor de tijolo e atinge, finalmente Alvega-Ortiga após pouco mais de duas horas de andança, final da nossa viagem. O sol auto governado encaminha-se para o ocaso. Já lá vai o tempo em que desciam muitos passageiros, agora contam-se pelo dedos de uma só mão, muitas vezes, o velho autocarro partirá vazio para a vila.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
MEMÓRIA 1982 - ESTACIONAMENTO DESORDENADO
É de certo modo anárquico o estacionamento em certas zonas da vila: carros arrumados em cima dos passeios; camiões com atrelados, os chamados veículos longos, a ocupar durante largos períodos de tempo, às vezes dias, a faixa de rodagem de algumas ruas e, por último, o estacionamento em zonas interditas.
Como todos somos gente de brandos costumes, os olhos vão-se fechando a estas infracções, só que por vezes os acidentes acontecem precisamente devido a uma falta de policiamento eficaz.
In Diário de Coimbra - 28/Agosto/1982
terça-feira, 27 de agosto de 2013
MEMÓRIA 1970 - EXÉQUIAS EM MEMÓRIA DO PRESIDENTE SALAZAR
Mandadas celebrar pela Comissão Concelhia da Acção Nacional Popular, realizam-se hoje, dia 27, trigésimo dia sobre a morte do Presidente Salazar, na Igreja Matriz desta vila, solenes exéquias em memória daquele ilustre homem público, que terão início às 18 horas.
In Diário do Ribatejo - 27/Agosto/1970
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
MEMÓRIA 1970 - ELEIÇÃO DA MESA DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA
Depois de diversas contrariedades conseguiu-se, finalmente, constituir o elenco directivo que há-de gerir a Misericórdia local no próximo triénio.
Oportunamente tínhamos noticiado nestas colunas a formação de uma Mesa Administrativa que aguardava apenas aprovação superior para dar início ao seu mandato. Aconteceu que essa autorização não foi conseguida para alguns dos escolhidos, motivando novas tentativas para se conseguir aquelas pessoas dispostas a enfrentar uma dura e laboriosa tarefa, pois que, como também já informámos, o Hospital da Misericórdia encontra-se encerrado há algumas semanas por falta de pessoal clínico e de enfermagem.
Resta acrescentar que no próximo dia 30 do corrente, se realizará em segunda assembleia geral, a votação da única lista proposta a sufrágio, tendo como provedor o sr. prof. Joaquim Pereira Baço e presidente da assembleia geral o sr. Manuel Simões Saldanha.
In Diário de Coimbra - 26/Agosto/1970
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
MEMÓRIA 1970 - DESASTRE EM MAÇÃO
Quando uma camioneta pertencente à Câmara Municipal de Mação se deslocava de Envendos para esta vila, em local ainda próximo da sede de freguesia daquele nome, por causas ainda não suficientemente esclarecidas, mas a que não se deve deixar de associar a pouca largura da estrada e o aparecimento de um automóvel em sentido contrário, saíu da estrada, embateu com o rodado dianteiro num pilar existente na berma, tendo-se voltado de seguida.
Lamentavelmente há a lamentar a morte de Tibúrcio Teixeira, de 31 anos, solteiro, natural desta vila, um dos cinco serventuários municipais que a camioneta transportava, o qual apesar de prontamente transportado ao Hospital de Abrantes, o hospital local encontra-se encerrado há algumas semanas, ali chegou sem vida.
In Diário do Ribatejo - 22/Agosto/1970
terça-feira, 20 de agosto de 2013
MEMÓRIA 1982 - CRISE DIRECTIVA NA DESPORTIVA DE MAÇÃO
Não foi possível ainda conseguir-se sócios com disponibilidade para formarem o novo elenco directivo da Associação Desportiva de Mação.
Após duas assembleias gerais, a primeira ordinária levada a efeito em 29 de Julho e a segunda extraordinária, realizada no passado dia 13, ambas com reduzida concorrência de associados, não apareceram as pessoas dispostas a arcarem com o trabalho e a pouca glória que as pequenas colectividades oferecem.
Da ordem de trabalhos daquelas assembleias fazia parte, igualmente, a aprovação das contas do exercício do ano findo as quais por falta de parecer do conselho fiscal não puderam ser sancionadas pelos sócios.
É sobremaneira estranho que não se consigam pessoas para dirigir o clube, sabendo-se que a situação financeira é francamente boa.
Em vista do desinteresse demonstrado pela maioria dos sócios não foi marcada nenhuma assembleia para tentativa da resolução da crise.
In Diário de Coimbra - 20/Agosto/1982
sábado, 17 de agosto de 2013
MEMÓRIA 1969 - DR. FERNANDO DE SOUSA E SILVA
Para cumprir os deveres militares, acaba de abandonar esta vila o sr. dr. Fernando de Sousa e Silva, que durante alguns meses ocupou o cargo de notário neste concelho.
Pelo seu trato e simpatia deixou aquele alto funcionário um amigo em cada pessoa com quem conviveu.
In Diário de Coimbra - 17/Agosto/1969
domingo, 11 de agosto de 2013
MEMÓRIA 1977- EM FUNCIONAMENTO A PISCINA LOCAL
Depois de ter estado encerrada nos últimos dois anos, por carência de água, recomeçou a funcionar com elevada concorrência, a piscina municipal, único refúgio nestes dias caniculares da população mais jovem.
In Diário de Coimbra - 11/Agosto/1977
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
SOL, CÉU AZUL E UMA SOMBRA
Basta para sermos felizes durante uns dias. E consolar o espírito com a leitura de Moby Dick, de Herman Melville, Madame Bovary, de Gustave Flaubert e Luz de Agosto, de William Faulkner, três romances que, como afirmam os grandes críticos literários, são de leitura obrigatória. Boas férias para todos!
quarta-feira, 31 de julho de 2013
OS CANDIDATOS DO PSD DE MAÇÃO
Ao ter conhecimento dos nomes de alguns cidadãos que vão participar nas listas do PSD/Mação às autárquicas de Setembro, fiquei com a sensação de "déjà vue". Efectivamente um candidato à presidência novo, até na idade, pediria a companhia de gente com novas ideias, sem hábitos enraizados e não de candidatos já gastos, muitos deles até vindos da "idade da pedra". Não existe gente nova nos ficheiros do PSD ou então os velhos, que continuam agarrados ao poder, não se deixam substituir. É simplesmente uma constatação, nada mais.
domingo, 28 de julho de 2013
MEMÓRIA 1972 - PISCINAS MUNICIPAIS
Foram abertas ao público, no último domingo, as duas piscinas municipais, uma para adultos e outra para crianças.
As piscinas que se encontram em fase de acabamento, estão enquadradas numa bela zona verde, e delas avista-se um panorama bastante interessante, o que as torna muito curiosas em comparação com outras existentes no país.
Para fomentar a prática da natação, encontra-se aberta na secretaria da Câmara Municipal a inscrição para um curso gratuito daquela modalidade desportiva, destinada a crianças de ambos os sexos.
In Diário de Coimbra - 28/Julho/1972
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