Com inusitado interesse, o C.A.T. Fábrica Mirrado, realizou um baile num dos salões do cine-teatro local, abrilhantado pela orquestra da Filarmónica União Maçaense.
In Diário de Coimbra - 9/Julho/1968
Sonha como se vivesses para sempre. Vive como se fosses morrer hoje. (James Dean)
Este ano a Feira Mostra foi concebida para dois fins-de-semana. Já lá vai a primeira jornada - 28 e 29 de Junho - em que não se notou movimento de pessoas diferente do habitual ramerrão da vila. A própria feira esteve a meio gás, muitos stands encerrados e alguns restaurantes por abrir. O tempo agreste também não ajudou as noites do certame. Os dois primeiros dias foram essencialmente dedicados ao desporto, tendo como ponto alto a Baja Oleiros-Proença a Nova-Mação. Amanhã terá início a segunda jornada, que se prolongará até domingo dia 6 de Julho. O programa anunciado não difere muito dos anos anteriores e a estrela do cartaz, Ana Moura, só actua no domingo, noite obviamente fraca, em que a maioria das pessoas já abalaram. A Feira Mostra, a festa maior de Mação, é essencialmente, de tão gasto que o seu figurino está, o local de reencontro de muitos maçaenses. Espera-se, a despeito do preço dos combustíveis, do custo das portagens e da crise, que um grande número de "emigrantes" regressem à sua Terra para reverem familiares e amigos, porque quanto a progresso
E António Costa? Reeleito há menos de um ano para presidir aos destinos da capital, se for escolhido para dirigir os destinos do PS, manda o povo de Lisboa às urtigas? Tem feito um bom trabalho na autarquia de Lisboa, a maioria absoluta comprova-o. Deu boas provas como ministro da Justiça e, ao contrário de Seguro, move-se com grande à vontade em todas as situações e é bem aceite pelos media. Mas porquê só agora se candidata?
Há por aí, em montras, portas, vidros, uns "papéis" a convidar o cidadão a assinar um abaixo-assinado contra a extinção do Tribunal, petição, informa o tal aviso ao dispor na Câmara Municipal e juntas de freguesia. Na Câmara o documento estava esgotado, já não havia papéis e possivelmente as fotocopiadoras não tinham toner, mas na Junta de Freguesia a petição estava disponível para quem a queria subscrever e, pasme-se, numa Terra onde não há pessoas não era o único a assinar. Antes assim. Mas agora que o decreto da reforma judicial foi publicado e está no terreno é que surge este pedido. Por aqui os relógios andam atrasados.
O Governo está a usar todos os seus recursos, à semelhança dos arguidos com meios de fortuna, para dilatar o cumprimento do que foi determinado pelo Tribunal Constitucional. Persiste em legislar de forma inconstitucional, o que obriga o TC a não permitir esse tipo de actuação, daí esta atitude de vitima perante a opinião pública. Ninguém ficou surpreendido com os chumbos do TC sobre as matérias em questão, era altamente provável que viesse a acontecer, como realmente sucedeu, só Coelho e os seus galifões não tinham olhos para ver. Os quinze mil milhões de euros que nos foram emprestados como almofada para a saída limpa não podem ser tocados, portanto resta ao Governo subir impostos ou cortar à bruta nas despesas. De Coelho e Portas esperava-se um tipo de comportamento de homens íntegros e respeitáveis e não de arruaceiros. Infelizmente para todos nós, as perspectivas são péssimas. a economia entrou num ritmo negativo, não existe crescimento e muitos indicadores estão a divergir das médias da Europa. Os portugueses já não acreditam nas fantasias que lhes foram impingindo há uns tempos atrás.