Se há coisa que não falta em Mação, nem nunca faltou, são as passadeiras para peões, o que falta e tem faltado sempre, é educação cívica da parte dos condutores, mas, muito especialmente, das condutoras. É urgente que a GNR desenvolva uma campanha de sensibilização dirigida aos automobilistas, a fim de evitar males maiores. Queixem-se depois, quando um dia, um grupo de crianças for apanhado numa passadeira.
Sonha como se vivesses para sempre. Vive como se fosses morrer hoje. (James Dean)
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
MEMÓRIA 1984 - DISTRIBUIÇÃO DE ELECTRICIDADE NO CONCELHO PASSOU A PERTENCER À EDP
No dia 1 do mês corrente verificou-se a integração na EDP dos serviços de distribuição de energia eléctrica, que já há alguns anos tinham sido transferidos da Câmara Municipal de Mação para a FMR.
In Diário de Coimbra - 24/Outubro/1984
Agora que este concelho passou a pertencer a esse colosso da produção, distribuição e venda de electricidade, que é a EDP, aguarda-se que melhore o abastecimento, terminando de vez cortes de energia eléctrica que tantos prejuízos originam às actividades económicas do concelho e que se torne mais fácil a instalação da electricidade, porque até aqui só por «cunhas» o requerente conseguia ter electricidade em casa com rapidez: o processo burocrático andava mais ou menos depressa, mas a ligação à rede geral é que se tornava difícil e morosa, havendo sempre um grão de areia que emperrava o processo.
Veremos o que se passará agora sob a égide da EDP.In Diário de Coimbra - 24/Outubro/1984
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
A GUERRA DE 1914-18 FOI HÁ CEM ANOS

Uma cerimónia bonita, frente ao monumento aos mortos da Grande Guerra, esta da comemoração da Grande Guerra de 1914-1918, com homenagem aos mortos em combate. Entidades oficiais, militares, uma centena de pessoas ou pouco mais, discursos, música, descerramento de uma placa comemorativa, reduzidos aplausos e, no final, à portuguesa, um beberete, com os inevitáveis "penetras". A participação popular não foi grande, mas, como vai a vida por aqui, seria impossível juntar mais gente.MEMÓRIA 1972 - COMEÇOU A CAÇA
Apesar do tempo não ter estado de feição, caiu chuva em abundância no passado domingo, os caçadores - mais de meio milhar neste concelho - regressaram satisfeitos, pois, pelo menos, coelhos foram abatidos em quantidade.
In Diário de Coimbra - 20/Outubro/1972
sábado, 18 de outubro de 2014
MEMÓRIA 1977 - ESCOLAS PREPARATÓRIA E SECUNDÁRIA
Ainda não começaram as aulas, nem sequer se imagina quando principiarão, dos cursos preparatório e secundário ministrados nesta vila.
In Diário de Coimbra - 18/Outubro/1977
Não há horários afixados e, tanto quanto se sabe, é reduzido o número de professores nomeados.
In Diário de Coimbra - 18/Outubro/1977
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
MEMÓRIA 1973 - VINDIMAS
Estão terminadas as vindimas. Parece que este ano, de um modo geral, há mais abundância de uvas, prevendo-se, consequentemente, uma maior produção de vinho
Alegrem-se pois os amigos de Baco, porque talvez o vinho desça ara níveis, de preço e qualidade, dos bos tempos em que o vinho dava de comer a um milhão de portugueses.
In Diário do Ribatejo - 17/Outubro/1973
Alegrem-se pois os amigos de Baco, porque talvez o vinho desça ara níveis, de preço e qualidade, dos bos tempos em que o vinho dava de comer a um milhão de portugueses.
In Diário do Ribatejo - 17/Outubro/1973
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
MEMÓRIA 1976 - COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO
Promovidas pela Câmara Municipal realizaram-se nesta vila, no passado dia 5, alguns actos inseridos nas comemorações do 5 de Outubro.
Pelas 12 horas, e perante diminuto auditório. o presidente da comissão administrativa do município de Mação falou sobre o significado da data.
À tarde o prof. Carlos Aleixo fez no salão nobre do município uma palestra alusiva às comemorações, finda a qual se realizou uma romagem às campas dos republicanos mais ilustres que repousam no cemitério local.
In Diário de Coimbra - 15/Outubro/1976
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
MEMÓRIA 1974 - COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO
Ocorreu em 5 do corrente mês (sábado), mais um aniversário da proclamação da República.
Pela importância do acontecimento, que constituiu uma viragem decisiva na evolução histórica do nosso país e para que no corrente ano, a tal evento fosse dado o relevo devido, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Mação promoveu as seguintes cerimónias:
De manhã:
A alvorada foi anunciada com o lançamento de morteiros e a Filarmónica União Maçaense percorreu as ruas da vila.
Pelas 7.30 horas, feita a concentração das diversas autoridades concelhias, junto do edifício dos paços do concelho, foi hasteada a bandeira nacional com guarda de honra a cargo de um piqute dos bombeiros.
À tarde:
Às 15 horas a população concentrou-se junto dos paços do concelho, onde se realizou uma sessão patriótica com intervenções de oradores democratas. No decorrer desta sessão, dada a escassez de tempo não permitir a confecção em material com as características normalmente adoptadas de placas toponímicas de diversos arruamentos, largos, pontes, etc., em substituição das existentes, foi dado conhecimento da nova toponímia.
Após a realização desta cerimónia, seguiu-se uma romagem ao cemitério desta vila, onde foi prestada sentida homenagem aos republicanos, democratas e anti-fascistas deste concelho, já falecidos.
Findas estas solenidades, o povo manifesotu os seus sentimentos patrióticos, percorrendo as ruas em cortejo.
À noite:
Realizaram-se festejos populares abrilhantados pela Filarmónica União Maçaense.
In Diário do Ribatejo - 12/Outubro/1974
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
ARROZ DE BUCHO NO FESTIVAL DE GASTRONOMIA
Já experimentei alguns dos pratos oferecidos pelo Festival Arroz e Maranhos que está decorrer, provei um excelente arroz de bacalhau para abrir as hostilidades, dias depois fui para o arroz de bucho. Trata-se, não haja dúvida, de dois pitéus excelentes, raros de encontrar em casas de comedorias fora de Mação, que atestam a competência e saber dos chefes da nossa terra. Recomendo qualquer um destes pratos àqueles gastrónomos que apreciam a comida genuinamente portuguesa.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
MEMÓRIA 1984 - FILARMÓNICA MAÇAENSE ASSINALOU DIA MUNDIAL DA MÚSICA
O "dia mundial da música" não passou despercebido porque a Filarmónica União Maçaense entendeu ser importante que todos os maçaenses tomassem conhecimento que, ao menos uma vez por ano, a música que nos acompanha diariamente e em todo o lado, é festejada em todo o Mundo.
Assim, aquele agrupamento musical, já a caminho dos cem anos, mas agora cada vez mais remoçado, percorreu as ruas da vila enchendo de alegria os ouvidos das pessoas com as suas marchas e originando a curiosidade em saber-se o porquê da Banda na rua
Para a grande maioria das pessoas, desconhecendo a efeméride, foi o melhor modo de se associar à data.
Talvez que para as filarmónicas de todo o país, este dia ficasse gravado a oiro se fosse acompanhado dos apoios que todas solicitam e quase nenhuma consegue obter: oferta de instrumentos musicais, suspensão de todos os encargos que oneram a importação de instrumental, subsídios para a construção de sedes, numa palavra que quem neste país tem responsabilidade de preservar a Cultura, olhasse com mais atenção esses últimos baluartes da divulgação da música que ainda existem por todo o Portugal.
In Domingo - 7/Outubro/1984
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
NÃO DEIXEM MORRER O SOBREIRO
Aquele sobreiro à entrada do "campo da feira" está a definhar. Anuncia-nos a sua morte? A árvore, dizem os arcaicos que por aí ainda andam, terá, seguramente, cem anos. Pelo seu aspecto parece que não estará longe dessa provecta idade. Foi aquela construção, o anfiteatro, nome pomposo para tal redondel, a causadora do mal, obstruíndo a chegada de água às raízes. Não sei se já chamaram alguém conhecedor para tentar salvar o sobreiro. Se não chamaram, chamem, não entreguem a sobrevivência da árvore a curiosos. Por favor, não deixem morrer o sobreiro.
domingo, 5 de outubro de 2014
MEMÓRIA 1971 - TELE-ESCOLA
Inicia este ano as suas actividades na sede do concelho um posto de Tele-Escola, destinado ao ensino do ciclo preparatório.
Depois de Cardigos e São José das Matas, é a vez de Mação usufruir as possibilidades do ensino audio-visual, que vai permitir às crianças das classes pobres a obtenção do ciclo preparatório em condições assaz económicas.
In Diário de Coimbra - 5/Outubro/1971
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
MEMÓRIA 1972 - O RELÓGIO DA TORRE ESTÁ PARADO
Há já algumas semanas que se encontra parado o relógio da torre situada na praça Gago Coutinho, único relógio público desta vila.
O maçaense sente a falta, não talvez das horas indicadas pelo mostrador, a compra de um relógio é agora possível a toda a gente, mas do bater dos quartos, das meias e das horas, som amigo no escoar dos dias e das noites.
In Diário de Coimbra - 3/Outubro/1972
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
MEMÓRIA 1973 - AVIONETA DA BASE AÉREA DE TANCOS AFUNDA-SE NO TEJO
Quando em voo de treino sobrevoava o rio Tejo no local onde se situa a estação de caminho de ferro de Alvega-Ortiga, neste concelho, uma avioneta da base aérea de Tancos embateu, por causas ainda desconhecidas, nos cabos telefónicos que cruzam aquele rio, tendo-se, de imediato, precipitado em local profundo do Tejo.
O piloto conseguiu salvar-se, saindo através de uma janela que estava acidentalmente aberta, pelo que, felizmente, não há quaisquer danos pessoais a lamentar.
Ao local, além de enorme quantidade de pessoas, acorreu pessoal e diverso material da base aérea de Tancos, que vão agora tentar safar a avioneta das águas do Tejo, o que se torna bastante difícil devido à profundidade em que a mesma se encontra.
In Diário do Ribatejo - 2/Outubro/1973
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
GALERIA MUNICIPAL
Começo por fazer uma crítica à Galeria Municipal, inaugurada recentemente, tem demasiada luz, aquelas janelas necessitam de vidros que não permitam a passagem de tanta luminosidade. Abriu com uma exposição de pintura de artistas locais ou ligados a Mação, em homenagem ao pintor José d'Alexandre. Estão representados, entre outros, os artistas plásticos António Colaço, António Paisana e Mário Tropa, saliento estes porque me parece que são os que apresentam trabalhos de mais qualidade. O homenageado, o falecido pintor José d'Alexandre, tem em exibição uma série de quadros bem demonstrativos do seu valor.
domingo, 28 de setembro de 2014
MEMÓRIA 1981 - RELATIVAMENTE A 1970 A POPULAÇÃO DIMINUIU
Pelos resultados já conhecidos do Censo de 1981, verifica-se que a população do concelho de Mação diminuiu cerca de 18% relativamente a 1970
Naquele ano, a população era de 14.430 habitantes, ao passo que em 1981 baixou para 11.944 pessoas.
Como consequência da falta de empregos as pessoas têm sido obrigadas a transferir-se, quer para as regiões do litoral, onde há facilidade de obter trabalho, quer para o estrangeiro, daí a desertificação a que estão condenadas as regiões do interior, se de imediato não forem tomadas medidas pelos governantes que obstem a isso.
Nas freguesias da Aboboreira e Amêndoa, o decréscimo da população em 11 anos, rondou quase os 25%! Assinale-se que são zonas onde a actividade comercial e industrial é quase nula, a agricultura é de subsistência e a única riqueza existente era o pinhal, mas os grandes incêndios do ano transacto e do Verão agora a findar, reduziram a nada..
In Diário de Coimbra - 28/Setembro/1981
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
NADA SERÁ COMO DANTES
As eleições primárias que o Partido Socialista vai realizar no próximo domingo, dia 28, podem considerar-se, desde já, um enorme sucesso pelo facto de se terem inscrito para votar mais de 150.000 simpatizantes. A ideia de eleições directas, que na França e em Itália são actos vulgares, foi proposta, já em 2011, por Francisco Assis quando concorreu em oposição a António José Seguro, ao cargo de secretário-geral dos socialistas. Assis viu, então, a sua proposta ser chumbada. Este sistema de eleições, segundo o seu proponente, tinha a grande vantagem de abrir os debates à sociedade, em vez de se confinarem apenas aos militantes. Nesta pugna, aberta por António Costa, António José Seguro tomou mão da ideia de Francisco Assis ao abrir o acto eleitoral, estatutariamente só permitido a militantes com a quotização em dia e com mais de seis meses de inscrição, a simpatizantes. Até ao momento, como afirma o responsável pelo acto eleitoral, Jorge Coelho, as eleições primárias "são uma grande vitória do PS" e "um enorme sucesso ao nível da cidadania". Mas ainda é cedo para se lançarem muitos mais foguetes, há que esperar pelo dia 28 de Setembro, é necessário saber quantos desses simpatizantes votaram e, muito importante, conhecer como decorreu o acto eleitoral, porque já se começa a falar na existência de "sindicatos de votos" e "simpatizantes arregimentados". Um dos principais conselheiros de Matteo Renzi, Primeiro Ministro italiano, conduzido ao poder através de primárias, afirmou que "são uma ferramenta poderosa", mas que "devem ser usadas com cautela". Se nas eleições do próximo domingo acontecerem algumas situações menos claras, onde quer que seja, haverá realmente que pensar se valerá a pena abrir o partido à sociedade civil. Se, pelo contrário, for um sucesso como se espera e deseja, BE, CDS, PCP e PSD terão que ponderar no uso deste novo sistema em Portugal.
O ESCLARECIMENTO DE PASSOS COELHO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Esta manhã, na Assembleia da República, o Primeiro Ministro, finalmente, esclareceu que o valor recebido do Conselho Português para a Cooperação e não da Tecniforma, foi o reembolso de despesas que efectuou em serviço daquela ONG, tais como, custos de viagens, hotéis, refeições, etc. Uma semana para prestar este esclarecimento, tendo antes passado a bola para a Assembleia da República e a Procuradoria Geral da República, causa alguma estranheza. Alguém pode aceitar que haja a mínima confusão entre o reembolso de despesas que efectuou
e o pagamento de vencimentos ou prestações semelhantes, quando se fala numa verba que ronda os 150 mil euros. A desconfiança ficou instalada mesmo que Coelho esteja inocente. A nebulosa prosseguirá a menos que o Primeiro Ministro explique tudo tintim por tintim.
MEMÓRIA 1972 -O CENTRO DE SAÚDE VAI ABRIR AS SUAS PORTAS
Em 2 de Outubro próximo abre a suas portas o Centro de Saúde deste concelho, instalado em dependências do Hospital da Misericórdia desta vila que, para o efeito, cedeu ao Ministério da Saúde um dos seus pavilhões, agora completamente remodelado por obras de adaptação aos serviços a prestar. É director do Centro de Saúde o dr. Abílio Monteiro Rosa, cumulativamente delegado de saúde, e ao corpo clínico pertencem os médicos drs. José Manuel de Matos Pereira e Gabriel Estanislau João da Silva.
In Diário do Ribatejo - 26/Setembro/1972
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
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