sábado, 17 de outubro de 2015

MEMÓRIA 1973 - ELEITAS AS MESAS ADMINISTRATIVAS E DA ASSEMBLEIA GERAL DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA

Realizou-se no Hospital da Misericórdia desta vila a assembleia geral para eleição dos corpos directivos da Santa Casa da Misericórdia de Mação, acto que teve a presença de um número bastante razoável de Irmãos.
Os elementos escolhidos, na sua maioria quase por unanimidade, e que vão gerir os destinos da Misericórdia no triénio de 1973/76, são os seguintes:
Mesa da Assembleia Geral - presidente: Manuel Simões Saldanha;  secretários: Manuel Dias Gigante e Manuel Ferreira de Matos.
Mesa Administrativa - provedor: António Dias; secretário: Carlos Ezequiel Tibúrcio; vogais: António da Silva Catarino, Manuel Leitão Pereira e Manuel Martins Vitorino e tesoureiro: Henrique Pires Tibúrcio.
A encerrar a sessão, o presidente da assembleia geral, Manuel Simões Saldanha, dirigiu algumas palavras de agradecimento à mesa cessante, que tinha como provedor o prof. Joaquim Pereira Baço, com uma menção especial pelo trabalho desenvolvido pelo secretário, prof. Manuel João Pomba, na organização e êxito, tanto popular como financeiro, do cortejo de oferendas promovido em 1971.

In Diário do Ribatejo - 17/Outubro/1973

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

MEMÓRIA 1988 - OBRAS NA BARRAGEM DO VERGANCINHO FUTURA PRAIA FLUVIAL DE CARDIGOS

Na passada semana realizou-se a reunião ordinária de Setembro da Assembleia Municipal de Mação, adiada para o mês em curso, por motivo de coincidir com a reunião pública da Câmara Municipal.
Antes da ordem do dia o Partido Socialista anunciou a retirada da confiança política ao vogal Rogério Portela, que se havia desvinculado do partido.
Foi aprovada uma proposta do executivo camarário para  a Assembleia  autorizar a execução pela autarquia, utilizando os seus equipamentos e pessoal, das obras da barragem do Vergancinho, futura praia fluvial, na freguesia de Cardigos. Este o primeiro ponto da ordem de trabalhos.
Como ponto seguinte, foi apreciado o pedido de resignação do vogal António Diogo Aleixo, eleito nas listas da APU, que  por motivos profissionais saíu de Mação. A Mesa mostrando um total desconhecimento da legislação, submeteu este pedido à Assembleia, em vez de ter chamado imediatamente o candidato seguinte na lista daquela coligação, engº. técn. agrário Carlos Filipe.
A terminar a ordem de trabalhos, em assuntos de interesse local, foi anunciado pelo presidente do município, Elvino Pereira, que tinha sido concedida a isenção de taxas e licenças  para obras que visassem a recuperação de prédios degradados. Aproveitou para informar que existe  a possibilidade da implantação de um parque industrial em Mação, utilizando os fundos do PEDIP, tendo para o efeito já sido apresentada uma ficha de intenção no organismo competente

In Diário de Coimbra - 15/Outubro/1988 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

MEMÓRIA 1969 - OFENSIVA AOS CABELUDOS EM MAÇÃO

O director do colégio local, no primeiro dia de aulas, percorreu as diversas classes e «convidou» todos os alunos cujas cabeleiras, no seu entender, estavam demasiado grandes, a saírem imediatamente e a procurarem barbeiros para as porem no tamanho considerado convencional, pois só nessas condições seriam admitidos nas aulas.
Esta medida atingiu mais de duas dezenas de rapazes e, naturalmente, alegrou muito os barbeiros locais...

In Diário de Coimbra - 12/Outubro/1969

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A ILHA DOS JACINTOS CORTADOS DE GONZALO TORRENTE BALLESTER


Tudo decorre em redor do amor não correspondido de um professor de literatura numa universidade de Nova Iorque, por Ariadne, estudante de origem grega, namorada de um professor de história (Claire), que lançou a polémica no seio universitário, ao afirmar, numa obra de publicação recente, que Napoleão Bonaparte nunca existiu. O Narrador, utilizando, talvez, o fio de Ariadne, (da mitologia grega), transporta-nos, em viagens sucessivas, do tempo actual à época da Revolução Francesa. O passado e o presente, o sonho e a realidade, em constante interligação. O namorado de Ariadne, o impotente Claire, é representado no passado por Ascanio Aldobrandini, Governador de Górgona, a ilha dos jacintos cortados, feroz perseguidor dos adúlteros. Gonzalo Torrente Ballester (1910-1999) deixa-nos um romance difícil, de qualidade superior no que se refere à excelência da prosa bem como à qualidade da trama.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

MEMÓRIA 1972 - RUA A SINALIZAR

O automobilista que vem pela rua Luís de Camões, ao entrar na rua da Amieira tem prioridade sobre todos os veículos que vêm de cima, isto é, que surgem da Praça Gago Coutinho. Ora como a rua Luís de Camões é uma transversal em que ninguém repara, têm acontecido alguns desastres, visto que quem circula naquela rua entra na da Amieira sem tomar qualquer precaução, pelo que nos parece muito conveniente a colocação de um sinal de «stop» na rua que tem o nome do nosso épico.

In Diário de Coimbra - 5/Outubro/1972

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

ESPAÇO RESERVADO ÀS CANDIDATURAS - LEGISLATIVAS 2015


MEMÓRIA 1973 - MOVIMENTO DE FUNCIONÁRIOS

- O dr. José Matos Pereira tomou posse do lugar de especialista em obstetrícia e pediatria no Centro de Saúde de Mação.
- Depois de uma curta estadia na Secção de Finanças de Vila Nova de Ourém, retomou a chefia de idêntica repartição nesta vila, o snr. Vítor David de Sousa.
- Foi transferido para Fornos de Algodres o dr. Rui Portugal, notário interino nesta vila.

In Diário do Ribatejo - 2/Outubro/1973

terça-feira, 29 de setembro de 2015

MEMÓRIA 1991 - EXPOSIÇÃO DE CHARÕES E ACHAROADOS PATENTE NO MUSEU MUNICIPAL

O Museu Municipal Dr. João Calado Rodrigues apresenta até ao fim do mês de Outubro uma exposição de charões e acharoados portugueses de autoria do artista inglês Adrian Phillimore.
Socorremo-nos de um texto de Wenceslau de Morais, inserto na obra «Dai-Nippon», editada em Lisboa em 1923, para tomarmos contacto com essa maravilhosa arte japonesa.
«Conheceis a delícia dos charões. Um trabalho maravilhoso, com o traço e o mimo da pintura, com o esmalte e a transparência da faiança, que não é nada do que já vimos, que não tem similar na arte ocidental; trabalho deslumbrante, exclusivo do Extremo-Oriente, e particularmente do Japão, que neste ramo excedeu muito em primores a sua vizinha continental. O charão, ou laca, vindo esta última designação do nome do verniz empregado, é a primeira indústria ornamental criada no Japão. A sua origem é lendária. Num templo da velha capital do império,  existem caixas de charão, contendo livros sagrados que se atribuem ao século III da nossa era. Outro livro do ano 380 menciona as lacas vermelhas e as lacas de oiro. Um outro livro, de 410, refere-se às lacas mosqueadas com finas palhetas de oiro, que são as lacas de hoje conhecidas por aventurinas. Finalmente uma letrada, Mura-Saki-Shikibu, fala em 480 de uma nova espécie de charão com incrustações de madrepérola.»
Recomenda-se, vivamente, uma visita a esta exposição patente no nosso Museu Municipal.

In Diário de Coimbra - 29/Setembro/1991

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

MEMÓRIA 1983 - ASSEMBLEIA MUNICIPAL ENVIOU ACTA AO MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA

O envio da acta da sessão da passada quarta-feira ao Ministério da Administração Interna,  foi a resposta da Assembleia Municipal à consulta que o Governo, ao abrigo da autorização legislativa para alterar o regime das autarquias locais decidiu efectuar aos órgãos do poder local.
Lida a acta da sessão anterior, e antes do período da ordem do dia, o dr. Vítor Alexandre, (independente nas listas do PS), voltando a um tema que lhe é caro, apresentou uma proposta, que viria a ser aprovada por unanimidade, para que seja solicitado ao ministro da Justiça que se disponha a receber  uma comissão representando as tendências político-partidárias da Assembleia Municipal e que inclua o  presidente do executivo, para lhe transmitir «a justa ambição da população do concelho de Mação no sentido  de serem construídas novas instalações judiciais».
O dr. Vítor Alexandre após tecer alguns considerandos sobre as condições precárias em que vem funcionando o Tribunal Judicial de Mação, propõe que nas novas instalações possam funcionar, para além do tribunal, as Conservatórias do Registo Civil e Predial, bem como o Cartório Notarial.
Ainda o dr. Vítor Alexandre apresentou uma outra proposta, igualmente aprovada por maioria, relacionada com as Termas da Ladeira de Envendos e as Termas da Fadagosa, cujas potencialidades terapêuticas são reconhecidas cientificamente, mas ambas com instalações e infraestruturas muito deficientes. A proposta contemplava a electrificação das Termas da Fadagosa, alcatroamento das estradas de acesso aos dois estabelecimentos termais, dinamização e promoção das termas por parte dos proprietários dos dois estabelecimentos, estudos para se avaliar da possibilidade de exploração de novas fontes e,  por último, que a Câmara Municipal, enquanto tal não fosse efectuado pela Rodoviária Nacional, organize, utilizando os autocarros de sua propriedade, carreiras para as termas.
Quer o presidente da Assembleia Municipal, engº. Abílio da Matta (AD), quer o presidente da Câmara Municipal, Elvino Pereira (AD), prestaram esclarecimentos sobre as diligências já efectuadas no sentido de melhorar as infraestruturas dos referidos estabelecimentos termais. Elvino Pereira afirmou que se encontra pronto o projecto da estrada que serviria a estação de engarrafamento das Termas da Ladeira de Envendos, encomendado pela Junta Autónoma de Estradas,  mas que ainda não foi entregue pela empresa contratada porque aquele organismo não está em condições de proceder ao seu pagamento.
Foi ainda o dr. Vítor Alexandre quem apresentou  a moção mais polémica de uma sessão que decorreu, quase sempre, num tom calmo, justificando-a pelo facto do concelho de Mação se encontrar nas proximidades do Campo Militar de Santa Margarida, onde se encontra instalada uma brigada da NATO, «o concelho de Mação jamais seja utilizado para estacionamento ou trânsito de armas nucleares», refere a moção. O engº. Abílio da Matta principiou a sua intervenção usando linguagem futebolística «a melhor defesa é o ataque», para mostrar o seu desacordo à moção do PS e, à volta desta frase, demonstrou ser favorável ao armazenamento  de armas nucleares. Seguiram-se intervenções de todas as bancadas. Um deputado da AD, de que não se cita o nome,   veio falar em centrais nucleares, naturalmente por equívoco...
A decisão seria tomada quando Francisco Sequeira (AD) ergueu a voz para se afirmar a favor de tudo o que contribua para a consolidação da paz e, como tal, ser a favor da moção. Efectuada a votaçao apuraram-se 12 votos a favor, 3 contra e 13 abstenções. Moção aprovada.
Logo a seguir a bancada da Aliança Democrática, aproveitando a maré, apresentou uma moção de repúdio pelo abate do Jumbo sul-coreano pela força aérea soviética. Diogo Aleixo (APU) procurou demonstrar que o sucedido é de interpretação  algo duvidosa, mas Francisco Sequeira viu  a sua moção ser aprovada com larga soma de votos favoráveis.
É ainda a AD, por intermédio do engº. técnico-agrário António de Matos Oliveira e Francisco Sequeira, que faz aprovar uma proposta no sentido de ser solicitado ao Governo legislação  que ponha fim ao modo indiscriminado como se estão a efectuar as perfurações artesianas.
O dr. Jorge Aleixo (APU) veria derrotada a sua moção para que a Assembleia Municipal instalasse o Conselho Municipal. O engº. Abílio da Matta falou da dificuldade que no passado se encontrou para constituir o conselho, «muitos organismos só muito tarde indicaram os seus representantes», afirmou e o dr. António Reis (PS) aproveitou para falar na sobreposição e dispersão dos órgãos democráticos para justificar a não criação do Conselho Municipal.
A terminar o período antes da ordem do dia, Rogério Portela (PS) alertou a Assembleia para o modo como em alguns cemitérios - Carvoeiro e Envendos - os restos mortais são tratados pelo funcionários municipais.
O ponto único da ordem de trabalhos «Parecer sobre o sentido e alcance da revisão e inovação legislativa referente às autarquias» não era um tema de agrado dos vogais que logo demonstraram nele não se movimentarem à vontade.
O dr. António Reis estranhou que a Câmara não tivesse apresentado uma proposta à Assembleia Municipal.
Aliás no entender do antigo deputado socialista a elaboração de leis referentes às autarquias deve pertencer à Assembleia da República. Gilberto Moleiro (PS) aproveitou a oportunidade para apresentar algumas sugestões para legislação relacionada com as juntas de freguesia
A intervenção mais longa pertenceu ao presidente da autarquia, Elvino  Pereira, que afirmou «municípios como o nosso devem ser compensados pelos custos da interioridade», acrescentando «com os juros às taxas actuais não é possível fazerem-se obras», para referir ainda «a construção de estradas em concelhos montanhosos é muito mais dispendiosa do que em zonas de planície, há que considerar esse factor na atribuição de verbas». Finalizou a sua extensa alocução, ouvida atentamente por todas as bancadas da Assembleia, dizendo «os mandatos devem passar para um período de quatro anos, em menos tempo não é possível planear e executar».
Encerrou o debate o dr. António Reis, vendo aprovada a sua proposta de envio ao Governo da acta desta sessão da Assembleia Municipal.

In Diário de Coimbra - 18/Setembro/1983

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

MEMÓRIA 1976 - FESTAS POPULARES

Regularmente, em todos os fins de semana de Agosto e do mês corrente, têm vindo a efectuar-se festas populares nas diversas povoações do concelho.
Assim, este fim-de-semana houve festejos em Aldeia de Eiras, Carregueira e Penhascoso.
Para os próximos dias 17, 18 e 19 já estão anunciadas as festas populares no  Casal da Barba Pouca, povoação próxima desta vila e que encerrarão o ciclo de festejos no concelho.

In Diário de Coimbra - 16/Setembro/1976

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

QUANTO CUSTAM AS MESAS DE VOTO


Até ao próximo dia 17 de Setembro terão de  ser  escolhidos os membros que irão compor  as mesas de voto. Num país em crise, em que, afirma quem nos governa,  não há dinheiro para mandar cantar um cego, quem participar numa mesa de voto tem direito às seguintes regalias:

                       «» Folga do próprio dia das eleições, sem perda do salário.
                       «» Folga no dia seguinte às eleições, sem perda de salário.
                       «» Remuneração de cinquenta euros pelo trabalho efectuado no dia das eleições.(*)

Num país que está de tanga, como é o nosso caso, não deveriam os partidos políticos indicar militantes para desempenharem funções nas mesas de voto, absolutamente pro bono? Como já se reparou, os cortes em despesas abrangem tudo, menos no que à política diz respeito.

(*) - Custo no total à volta de três milhões de euros.

sábado, 12 de setembro de 2015

MEMÓRIA 1972 - FESTIVAL DE NATAÇÃO

Na Piscina Municipal efectuou-se um festival de natação que serviu para apresentar os pequenos nadadores das escolas de natação desta vila.
O festival, a que assistiu muito público, teve como número principal um encontro de natação entre miúdos e miúdas das escolas de natação de Abrantes e Mação.

In Diário de Coimbra - 12/Setembro/1972