sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1969 - PLANO DE ACTIVIDADES PARA O ANO DE 1969

Aprovado pelo Conselho Municipal o «Plano de Actividades» para o ano em curso, apresentado pela Câmara Municipal de Mação, prevendo-se o investimento global de 7.805.000$00 em melhoramentos públicos, sendo que para «electrificações» são atribuídas as seguintes verbas: 
Electrificação de Aldeia de Eiras e Amêndoa: 100.000$00
idem Cardigos, Vales e Carrascal:                  700.000$00
idem Chão de Codes:                                     300.000$00
idem Chão de Lopes:                                      200.000$00
idem Vale de Vacas e Cimo do Vale:              200.000$00
idem Roda:                                                     100.000$00
idem Aboboreira, Carregueira e Serra:            150.000$00

In Diário de Coimbra - 15/Janeiro/1969

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

ADEUS RESERVATÓRIO DE ÁGUA DO CALVÁRIO


Ontem foi levada a cabo, com a ajuda de uma potente máquina, a  demolição do depósito de águas localizado no Calvário, cuja existência remonta há muitas dezenas de anos. No seu lugar será erigido um novo reservatório, naturalmente apetrechado com os mais modernos processos tecnológicos, em ligação com o recente projecto que visa remodelar o abastecimento de água ao concelho. Para memória dos vindouros, aqui fica a imagem daquele equipamento que serviu a população durante muitas décadas.

Foto do blog Notícias do Concelho de Mação

JOSÉ PEDRO CORTES / ONE'S OWN ARENA


José Pedro Cortes nasceu no Porto em 1976, estudou em Inglaterra no Kent  Institute of Art and Design e regressou a Lisboa para fazer na Fundação Gulbenkian o programa de "Criatividade e Criação Artística" (Fotografia).  
As imagens de José Pedro Cortes são habitadas por elementos de diferentes genealogias . Pessoas, casas, paisagem, acidentes urbanísticos, tudo encontra um lugar nas suas fotografias  e a estratégia, o foco, o tema alteram-se a cada imagem.
A fotografia não é para Cortes uma linguagem imediata, mas um instrumento de aproximação e de relação, ou seja, constitui uma possibilidade de chegar ao mundo e de se relacionar com ele.
"O meu processo - o tempo que passo com as pessoas - é o segredo que as imagens contêm para existirem e para se acreditar nelas. Como se chega lá, às imagens, é apenas uma questão de moralidade. E não falo de moralidade de grupo, da justiça e compreensão mútua, ou neste caso, da correcção do fotógrafo face ao fotografado, falo da moralidade de um indivíduo. Como é que ajo quando tenho uma pessoa à frente; onde estão os meus limites, que imagens é que verdadeiramente quero. E quanto mais tempo passa, mais esta luta é grande e mais chego à conclusão que acabo sempre a lutar comigo." explica J.P.Cortes.
.Cortes está representado nas colecções do BES Art, Fundação PLMJ e Centro Português de Fotografia.
A colecção José Pedro Cortes - One's Own Arena mostra-se no Museu da Electricidade, em Lisboa.

Com a colaboração de Nuno Crespo

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1987 - QUANDO TUDO ACABA BEM

Como afirmou um dos elementos da mesa, tudo está bem quando acaba bem. Era a justificação para as palmas, a euforia, os votos de louvor, em que a Assembleia Geral foi fértil.
E se das contas do biénio de 1985/986 resulta um saldo de 536.026$90, e se a Filarmónica União Maçaense organizou as Festas de Verão de 1986, que foram consideradas as melhores de sempre, e se a Banda, como agrupamento musical, atravessa um momento alto da sua existência, e se a colectividade tem uma dinâmica como nunca teve; tudo bem: é como no futebol, quando a equipa está a ganhar os seus adeptos puxam por ela, quando a equipa está a perder e precisa dos incitamentos do seu público, à sua volta faz-se o silêncio, cortado de tempos a tempos por assobios de desagrado.
Há já alguns anos que Agostinho Pereira Carreira é o presidente da FUM (Filarmónica União Maçaense), e com um grupo de elementos activos e dinâmicos, que constituem o corpo directivo, conseguiu transformar numa  colectividade viva e actuante uma associação musical que vivia, periodicamente, longos anos de letargia.
Agora a FUM pode vir para a rua tocar com a «prata da casa», afirmou Agostinho Carreira a dado passo da Assembleia Geral, que tinha por finalidade a «apresentação de contas do biénio 1985/86 e a eleição dos corpos gerentes para 1987 e 1988», e isto significava que uma grande parte dos músicos é fruto da Escola de Música que aquela colectividade fundou há já alguns anos.
Como disse o presidente da direcção, para dar início à ordem de trabalhos, no balanço das actividades desenvolvidas nos últimos dois anos, a FUM tem que ser viva para ser conhecida e por isso vai criar uma orquestra típica e um grupo de teatro.
As contas, minuciosamente lidas pelo director José Costa, e cujo saldo transitado para este ano é superior a meio milhar de contos, foram aprovadas por aclamação.
Seguiu-se a eleição dos corpos gerentes, tendo sido reconduzidos na globalidade os dirigentes cujos mandatos cessaram em 31 de Dezembro último.
Assim, à Assembleia Geral preside Preciosa Marques; à Direcção, Agostinho Pereira Carreira e ao Conselho Fiscal, António da Silva Catarino.
No período destinado à apresentação de propostas suplementares, os votos de louvor sugiram em profusão
e visaram premiar os serviços prestados à Filarmónica por alguns associados. E em clima de grande euforia, Preciosa Marques encerrou os trabalhos de uma Assembleia Geral bastante concorrida e que deveria servir de exemplo a algumas colectividades maçaenses, cujas assembleias decorrem sempre em «família» porque, ou os sócios se alheiam, ou os dirigentes promovem as sessões com o conhecimento apenas dos amigos.

In Diário de Coimbra - 12/Janeiro/1987

domingo, 10 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1976 - FALTA DE ÁGUA

Face a um acentuado decréscimo nas nascentes de água que abastecem esta vila, a Câmara Municipal em aviso posto agora a circular, informa a população que diariamente, fará um corte no fornecimento de água que se estende das 21.30 horas às 8 horas do dia imediato.
Aliás este sistema já estava a ser seguido, quase diariamente, há bastantes semanas.
Apela ainda a Câmara Municipal aos munícipes no sentido de pouparem a água, evitando gastos inúteis.
Depois de um ano de intensa estiagem, que infelizmente ainda se prolonga, a população começa a sentir os efeitos de falta de chuva. Aliás, praticamente todo o Verão, as piscinas municipais não funcionaram por dificuldades de abastecimento deste precioso líquido.

In Diário de Coimbra - 10/Janeiro/1976

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1987 - ASSEMBLEIA MUNICIPAL APROVOU PLANO E ORÇAMENTO

Só muito para além da hora marcada foi possível conseguir-se quórum para que a Assembleia Municipal reunisse em sessão ordinária. A este propósito o dr. João Miguel Antunes, vogal do PS, criticou asperamente os membros do PSD que,  numa sessão de tamanho interesse para o concelho - a reunião apontava como ponto um da ordem de trabalhos a «Apreciação e aprovação do plano de actividades e orçamento para o ano económico de 1987» - não tomaram em conta as suas responsabilidades para com o seu eleitorado e faltaram.
A Mesa, perante a ausência do presidente e de um dos secretários, foi composta por Paulo Rito, que como secretário da Assembleia Municipal assumiu a presidência e ainda Francisco Sequeira, do PSD e dr. João Miguel Antunes, do PS, como vogais.
Antes da ordem do dia , Rogério Portela, do PS, usou da palavra para se referir a diversos assuntos da freguesia de Envendos. A Assembleia havia, entretanto, tomado conhecimento de uma carta da Associação Nacional de Municípios.
O PS apresentou uma proposta de voto de congratulação pela brilhante carreira médica do prof. João Alberto Batista Patrício, natural desta vila, a quem recentemente foram impostas insígnias doutorais pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
O recente falecimento de José Cardoso, da freguesia do Carvoeiro, que às actividades autárquicas dedicou muito do seu tempo, motivou que a APU propusesse a aprovação de um voto de pesar.
A Assembleia Municipal decidiu, por unanimidade, aprovar os dois votos propostos.
A apreciação do plano de actividades e orçamento originou que a oposição formulasse perguntas, reparos e críticas. Como vem sendo hábito,os representantes da maioria observaram um silêncio total, como se os temas em discussão não lhes dissessem respeito.
Pelos socialistas, o dr. António Reis, começou por referir que seria vantajoso que os documentos trazidos a aprovação apresentassem quadros que permitissem efectuar comparações relativamente aos valores de 1986. Inquiriu ainda da aplicação a dar às verbas do FEDER inscritas no orçamento.
Seguiu-se Rogério Portela, que teceu algumas considerações relacionadas com o  lixo e saneamento.
Para a bancada do PS o plano de actividades não passa de um documento vago e impreciso, que não vincula o executivo a qualquer obra em concreto, na medida em que não se determina a execução de obras ou actividades nos variados capítulos do plano, que vão da educação ao turismo. Os socialistas considerando que as receitas previstas para 1987 atingem 326.000 contos, o que representa um aumento de 60% em relação ao ano anterior, entendem que o executivo se deveria lançar em obras mais ambiciosas, e referem mesmo a construção de um pavilhão para os serviços industrias da Câmara Municipal ou de um bloco habitacional de rendas controladas.
O representante da APU, António Diogo Aleixo, dirigiu algumas críticas aos documentos em discussão e solicitou diversos esclarecimentos.
Para o presidente do Município, Elvino Pereira, é preferível continuar no ritmo de melhoramentos que se vêm efectuando por todo o concelho do que inscrever obras no plano que jamais se concretizarão. Leu uma relação de obras que vão ser levadas a efeito em 1987, quer hidráulicas, quer de saneamento básico, quer de viação rural. Referiu que as carências no campo da habitação não são grandes e que supõe que com dificuldade se alugariam ou venderiam os fogos que, eventualmente, a Autarquia construísse.
Confirmou o que o dr. António Reis havia afirmado, as verbas inscritas no OGE e que cabem ao concelho contemplam apenas o Lar da Terceira Idade da Misericórdia de Mação e a construção de uma estrada que ligará o norte do concelho a Proença-a-Nova.
Encerrados os debates, procedeu-se à votação, sendo ambos os documentos aprovados com os votos do PSD e a abstenção dos representantes do PS e da APU.
A finalizar os trabalhos, e nos assuntos de interesse local, foi referido o problema surgido a muitos maçaenses no exame para a obtenção da carta de caçador e as dificuldades que  deparam, quando analfabetos, na realização dessa prova.

In Diário de Coimbra - 8/Janeiro/1987



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1970 - VIDA COMERCIAL

Abriu, recentemente, na rua Pina Falcão um estabelecimento de sapataria, de apresentação moderna, que vem enriquecer o pequeno parque comercial desta vila.

In Diário de Coimbra - 7/Janeiro/1970

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

MEMÓRIA 1973 - EM ANDAMENTO O PLANO DE URBANIZAÇÃO

Os proprietários e locatários de alguns prédios e estabelecimentos sitos na Rua Padre António Pereira de Figueiredo, acabam de ser notificados pela Câmara Municipal desta vila para informarem aquela autarquia do valor que atribuem aos seus imóveis e estabelecimentos, a fim dos mesmos serem adquiridos para demolição.
A razão deste pedido filia-se no facto dos prédios em causa, que se situam em frente dos Paços do Concelho,  na zona central da vila, estarem abrangidos por um plano de urbanização, com mais de vinte anos, que prevê a abertura de uma alameda que, partindo precisamente daquele local, vai ligar com a estrada nacional 3, junto à ponte do Ribeiro.
Num dos edifícios, agora em risco de demolição, tinham começado há algumas semanas as obras para a instalação de um conhecido estabelecimento bancário e cuja implantação naquele lugar tanta tinta fez correr nesta vila.

In Diário de Coimbra - 30/Dezembro/1973

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

MEMÓRIA 1974 - SERVIÇO NACIONAL DE EMPREGO

Com o fim de facilitar uma maior facilidade de contactos aqueles que necessitam de emprego  ou às entidades patronais que têm carência de mão de obra, o Serviço Nacional de Emprego passa a deslocar semanalmente, à segunda-feira, uma equipa de funcionários que estará à disposição dos interessados numa das salas da Câmara Municipal de Mação, dentro do horário normal de expediente.

In Diário do Ribatejo - 25/Dezembro/1974

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

MEMÓRIA 1973 - A ASSISTÊNCIA MÉDICA DA PREVIDÊNCIA

Que tenhamos conhecimento não há nenhum serviço de interesse público que, para conceder férias ao seu pessoal, encerre os serviços, menosprezando os direitos dos respectivos utentes.
E é isto, precisamente, o que se verifica no posto médico da Previdência Social. Sem a mínima consideração pelos direitos dos beneficiários, a Caixa de Previdência do Distrito de Santarém, suprimiu, pura e simplesmente, a consulta do horário das 14 às 16 horas, porque o respectivo clínico entrou em gozo de licença, obrigando os doentes a utilizarem os serviços doutro clínico, se houver vagas, apenas às 18 horas.
Se aos beneficiários e familiares residentes em Mação este atraso de algumas horas poderá não fazer diferença, o mesmo já não sucede com os residentes nas diversas freguesias do concelho, que para utilizarem aquela consulta perdem a possibilidade de se servirem dos transportes públicos para regressarem às suas terras de origem.
À Caixa de Previdência do Distrito de Santarém não devem merecer os beneficiários mais um pouco de atenção?

In Diário do Ribatejo - 22/Dezembro/1973

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

MEMÓRIA 1974 - POSSE DAS COMISSÕES ADMINISTRATIVAS DAS FREGUESIAS DO CONCELHO

No salão nobre da Câmara Municipal tomaram posse as comissões administrativas das várias freguesias do concelho, eleitas por fórmulas democráticas, e que são compostas do seguinte modo:
Freguesia de Mação: António da Silva Catarino, presidente; José António dos Santos e José Rodrigues Júnior, vogais.
Freguesia de Aboboreira: António Mendes, presidente; Manuel Marques Cordeiro e Alberto Simão Faustino, vogais.
Freguesia de Amêndoa: Ricardo Silva, presidente; António Silva Pires e Luís Martins Tavares, vogais.
Freguesia de Cardigos: Preciosa Cardoso Mateus, presidente; António Mateus e Manuel Silva, vogais.
Freguesia de Carvoeiro: José Cardoso, presidente; Joaquim Agudo e Manuel Branqueiro Canas, vogais.
Freguesia de Envendos: Guilherme Lopes Sabino presidente; David Manso e Joaquim Lopes Cardoso, vogais.
Freguesia de Ortiga: Abílio Matos Heitor, presidente; António Matos Vicente e Augusto Lopes, vogais.
Freguesia de Penhascoso: António Silva Marques, presidente; Manuel Alves Brízida e Laurindo Machado, vogais.

In Diário de Coimbra - 18/Dezembro/1974

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

MEMÓRIA 1993 - ELVINO VIEIRA REELEITO PRESIDENTE

O grande vencedor das autárquicas foi o PSD que reelegeu Elvino Pereira para a presidência da Câmara, venceu a eleição para a Assembleia Municipal e ganhou todas as freguesias do concelho, seis das quais por maioria.
O PS recuperou das perdas das eleições de 1989, subindo espectacularmente a sua votação, mercê da qual elegeu dois vereadores e cinco vogais para a Assembleia Municipal.
O grande perdedor foi o CDS/PP que sofreu uma grande descida na votação. Dos 1589 votos obtidos nas penúltimas eleições baixou drasticamente para 833, o que originou a perda do seu vereador.
Face às votações, a Câmara será composta por três elementos do PSD e dois do PS. Relativamente à Assembleia Municipal, nela terão assento pelo PSD oito elementos directamente, mais oito vogais por inerência, cinco do PS e dois do CDS/PP.
A percentagem de votantes foi de 70,77 %, a que não será estranho o valioso contributo prestado pelo dia maravilhoso, cheio de sol, convidando os eleitores a sair de casa.

In Diário de Coimbra - 17/Dezembro/1993

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

NA ROMÉNIA (1)

Uma meteórica passagem pela Roménia, com uma brevíssima estadia na sua bela capital Bucareste, vai-me permitir alinhavar algumas destas pequenas crónicas, em que procurarei narrar aquilo que, por tão evidente, não pode escapar à visão de um viandante apressado.
Não escreverei hoje sobre as gentes e os aspectos monumentais da Roménia, até porque estes não tive oportunidade de  apreciar em minúcia.
Focarei apenas factos que se relacionam mais com o aspecto económico e que, no fundo, são os que mais interessam e mais curiosidade despertam a todos aqueles que vivem para aquém da chamada Cortina de Ferro.

Para quem conhece uma boa parte da Europa, fácil e rapidamente constatará que em nenhum país europeu, a condição de vida do trabalhador é de tanta penúria como na Roménia: os salários muito baixos e os bens de primeira necessidade muito caros.
É evidente que não tive possibilidade, quer por carência de tempo, quer por falta de contacto prolongado com os cidadãos romenos, de fazer um inquérito aos preços e às condições de vida.
No entanto,  por exemplo, posso dizer que um fato de homem custa cerca de 1.200 leus(a). O director do hotel onde estive alojado ganhava, mensalmente, 1.200 leus.
Devo dizer, porém, que há menos diferenças salariais de que, por exemplo, no nosso país. Um empregado de escritório pode ganhar 250 leus, o seu chefe auferirá 320 leus e o seu director 400 leus. A desproporção salarial é muito menor do que em Portugal. Mas a verdade é que aqueles  três, com tais  ordenados, morrem de fome.

(a) 1 leu = Esc. 4$75

In Diário do Ribatejo - 15/Dezembro/1971

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

MEMÓRIA 1971 - AS CONSULTAS DA CAIXA DE PREVIDÊNCIA PASSAM A SER EFECTUADAS NO HOSPITAL DA MISERICÓRDIA

O Hospital da Misericórdia cedeu as suas instalações aos serviços médicos da Federação das Caixas de Previdência, par nele se realizarem as consultas médicas diárias.
Igualmente aquela Federação contratou um novo médico, o dr. José Matos Pereira, para os seus serviços locais.
Perante estes dois factos, não há dúvida que os beneficiários passam a ser melhor servidos, na medida em que o Hospital pôs à sua disposição instalações excelentes, bem como passaram a ter um período diário maior para serem atendidos, o que evita os tempos de espera a que estavam, muitas vezes sujeitos, por absoluta carência de tempo do dr. António Patrício, há já longos anos o único médico da Previdência nesta vila.

In Diário de Coimbra - 14/Dezembro/1971

domingo, 13 de dezembro de 2015

MEMÓRIA 1977 - CHUVA IGUAL A CORTES NO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉCTRICA

Como vem sendo habitual quando a chuva fustiga esta região com mais intensidade, é certo que surge de imediato um corte no fornecimento da energia eléctrica.
Foi o que uma vez mais aconteceu, estando, em consequência, privado de energia eléctrica todo o concelho durante cerca de três horas.

In Diário de Coimbra - 13/Dezembro/1977

sábado, 12 de dezembro de 2015

MEMÓRIA 1987 - INAUGURA-SE HOJE O RENOVADO CINE-TEATRO DE MAÇÃO

O Cine-Teatro de Mação é hoje inaugurado pelo secretário de estado da Presidência.
Do programa destacamos os seguintes momentos: pelas 11 horas - realização de uma sessão solene no salão nobre da Câmara Municipal de Mação, segue-se a inauguração e visita do renovado Cine-Teatro. Às 13 horas almoço no salão das piscinas municipais. Pelas 21 horas actuará no Cine-Teatro a Orquestra Filarmónica de Acordeões.
Foi com a ajuda de 10.000 contos ofertados pela Secretaria de Estado da Cultura que a Câmara Municipal
de Mação pôde proceder à completa renovação do imóvel adquirido à Santa Casa da Misericódia de Mação.

In Diário de Coimbra - 12/Dezembro/1987

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

MEMÓRIA 1988 - ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA DA DESPORTIVA DE MAÇÃO

Tem sido desolador o comportamento da ADM (Associação Desportiva de Mação), que se encontra no penúltimo posto do distrital da segunda divisão  zona norte, com o fantasma da terceira divisão à vista. 
Estes factos, agravados com o desagregar da direcção (alguns directores abandonaram os lugares), motivaram que um numeroso grupo de sócios tenha determinado o pedido de realização de uma assembleia geral extraordinária, para debate dos problemas que afectam a ADM.

In O Ribatejo - 8/Dezembro/1988

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MEMÓRIA 1973 - O CASTELO DE MAÇÃO QUER ELECTRICIDADE

Desta aldeia localizada na freguesia de Mação chega-nos o pedido de electricidade, lamentando-se os seus habitantes terem pago o respectivo projecto há muito tempo, mas apenas verificarem que as aldeias vizinhas já estão  a ser electrificadas 
.Acrescentamos que no Castelo se situam alguns pequenos industriais de lanifícios que se dedicam, quase exclusivamente à fabricação de cintas, e que por tal motivo muito viriam a beneficiar com a instalação da energia eléctrica.

In Diário do Ribatejo - 4/Dezembro/1973

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

MISSA DE ANIVERSÁRIO

Há um ano que os teus gestos andam
ausentes da nossa freguesia
Tu que eras destes campos
onde de novo a seara amadurece
donde és hoje?
Que novo nome tens?
Haverá mais singular fim de semana
do que um sábado assim que nunca mais tem fim?
Que ocupação é agora a tua
que tens todo o tempo livre à tua frente?
Que passos te levarão atrás
do arrulhar da pomba em nossos céus?
Que te acontece que não mais fizeste anos
embora a mesa posta continue à tua espera
e lá fora na estrada as amoreiras tenham outra vez florido?

Era assim a voz dele assim é que falava
Dizem agora as giestas desta sua terra
que o viram passar nos caminhos da infância
junto ao primeiro voo das perdizes

No verão em que partiste bem me lembro
pensei coisas profundas
É de novo verão. Cada vez tens menos lugar
neste canto de nós onde anualmente
te havemos piedosamente de desenterrar
Até à morte da morte

Poema de Ruy Belo