segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

AFINIDADES ELECTIVAS - JULIÃO SARMENTO COLECCIONADOR


A actividade de coleccionador do artista plástico Julião Sarmento foi agora partilhada no Museu da Electricidade, em Lisboa, onde o artista colocou à disposição do público parte da sua colecção de obras de arte integrando trabalhos de artistas nacionais e estrangeiros. No entanto o que é efectivamente  marcante na colecção Sarmento são as ligações aos artistas que com ele têm partilhado o percurso de vida: é o caso das obras de Fernando Calhau, Rui Chafes, Juan Muñoz, John Baldessari, Lawrence Weiner, Rita McBride, Ernesto Neto, Cristina Iglésias, Michael Biberstain, Jorge Molder e Albano Silva Pereira. 
Por outro lado, também artistas com os quais Sarmento não privou, contrariamente aos anteriores, integram a sua colecção, como é o caso de Robert Morris, Bruce Nauman, Joseph Beuys e Andy Warhol.
Assim, a colecção Sarmento não é uma colecção de coleccionador, é uma colecção de artista, na medida em que, através dela, tanto temos acesso às transformações da arte do período que lhe corresponde, como também temos uma visão em espelho do artista sobre as suas opções estéticas, obsessões, interesses e visões sobre a arte, em cada momento,  reflectindo a própria obra do autor, vertido em recolector.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA 1969 - NOVO QUARTEL DA G.N.R.

Prosseguem em bom ritmo as obras de construção do novo quartel da G.N.R., que se situa à entrada do campo da feira desta vila, igualmente em construção.
O imóvel, cujo projecto nos foi dado apreciar, beneficiará grandemente o aspecto arquitectónico desta vila, tão carecido de edifícios de determinado porte.

In Diário de Coimbra - 20/Fevereiro/1969

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA 1989 - CP ENCERRA SECÇÃO DE DESPACHOS NAS ESTAÇÕES DA BARCA DA AMIEIRA E ALVEGA-ORTIGA

Continuando a sua política de encerramento de estações e cancelamento de serviços, decidiu agora a administração da CP proceder ao fecho da secção de despachos nas estações de Alvega-Ortiga e Barca da Amieira, que serviam o concelho de Mação.
As empresas deste concelho que sejam forçadas a utilizar o caminho-de-ferro para transporte dos produtos decorrentes das suas actividades terão agora que recorrer às estações de Abrantes, Alferrarede ou  Castelo Branco, a dezenas de quilómetros de Mação, onerando de modo substancial os seus custos de produção.
Quando se constata que a desertificação das zonas interiores do País é uma realidade incontroversa, pese, embora, Lisboa fazer esforços em contrariar essa tendência, a questão tem que forçosamente se colocar: que fazem os portugueses em regiões onde as estradas são estreitas, abundantes em curvas e de mau piso; os comboios (onde os há) são poucos e lentos; os transportes rodoviários são escassos, caros e quase paralisam ao fins-de-semana e feriados; o insucesso escolar persiste; a saúde tenta-se recuperar no litoral - Lisboa, Porto ou Coimbra?
Quem terá desejos de investir na parte do País tão longe dos padrões daquela Europa que está tão próxima?

In Diário de Coimbra - 18/Fevereiro/1989

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA 1968 - FALECIMENTO

Faleceu nesta vila o sr. Joaquim Adriano Lopes, comerciante em Lisboa e pessoa bastante conhecida em Mação.
O extinto era sogro do sr. dr. Emanuel Belo Catarino, vereador na Câmara Municipal de Mação e farmacêutico nesta localidade.
O funeral, com grande acompanhamento, realizou-se esta tarde para o cemitério local.

In Diário do Ribatejo - 16/Fevereiro/1968

domingo, 14 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA 1975 - NOVOS CORPOS GERENTES DO C.A.T. DA FÁBRICA MIRRADO

São os seguintes os associados  que compõem os corpos gerentes do Cento de Alegria no Trabalho da Fábrica  Mirrado, eleitos recentemente, e cuja posse lhes foi conferida há dias:
Assembleia Geral - António Simões d'Almeida, presidente; Saúl da Conceição Fernandes, 1º. secretário e António Luís de Matos Lourenço, 2º. secretário.
Direcção - José Sobreira Mendes , presidente; Nuno Patrício Condeixa, secretário; Manuel Joaquim Saramago Mota, tesoureiro; Luís da Conceição Fernandes e Manuel Estrela de Matos, vogais e Joaquim Leitão Cleto Cravino e José Agostinho da Silva Mendes, vogais suplentes.
Conselho Fiscal - Álvaro de Oliveira, vogal; Miguel José Figueira de Jesus, relator e Luís Monteiro Serralheiro e António Belo Martins, vogais suplentes.

In Diário do Ribatejo - 14/Fevereiro/1975

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O CÉU CAI DE LORENZA MAZZETTO


"O Céu Cai" é a narrativa da terrível realidade de uma criança que enfrenta os últimos anos do fascismo italiano, alheia e presente ao que se passa à sua volta. Começa com um exercício de redacção escolar no qual intervêm, em poética confusão, o Duce,  Baby (a irmãzinha da heroína), Deus, o Menino Jesus e um urso de pêlo amarelo. De qual gostará mais a criança? A partir das primeiras linhas  sentimo-nos rodeados de um ambiente poético, realista, de perturbadora duplicidade: e esse ambiente entranha-se-nos no espírito, ao ponto de não nos julgarmos espectadores, mas protagonistas de uma história fértil de significações líricas e trágicas. Impossível esquecer as esmagadoras páginas finais de "O Céu Cai", de um realismo puríssimo, obtido pelos meios mais simples. 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA 1989 - SESSÃO DE ESCLARECIMENTO SOBRE O IRS

A Direcção-Geral das Contribuições e Impostos vai promover uma sessão de esclarecimento no âmbito do Imposto sobre o Rendimento - pessoas singulares (IRS) - pessoas colectivas (IRC), a primeira a efectuar sobre este tema no concelho de Mação. 
A sessão será levada a efeito amanhã, com início às 9h30m e decorrerá nas instalações do Cine-Teatro desta vila. 
A exposição dos temas a tratar, bem como a animação da reunião, estará a cargo de técnicos qualificados da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos

In Diário de Coimbra - 10/Fevereiro/1989.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA 1979 - CONCURSO DE DIAPOSITIVOS

Marcado inicialmente para o mês de Dezembro, conforme havíamos noticiado, por dificuldades surgidas à última da hora, foi adiado para o mês corrente o concurso de diapositivos promovido pelo mensário regional «Mação Democrático».
Do regulamento respigamos os passos mais importantes:
O concurso cobre os seguintes temas: «A vida das vidas do campo» e «Mação, a terra e a sua gente», sendo vinte o mínimo de diapositivos a apresentar.
Os diapositivos devem ser remetidos para o nosso colega «Mação Democrático», nesta vila, sob registo, até 19 do corrente.
A exibição pública terá lugar no Cine-Teatro de Mação, às 21 horas, de 27 do mês em curso.
Aos trabalhos classificados nos primeiros lugares serão atribuídos prémios pecuniários de 2.000$00 ou 3.000$00, para os vencedores, consoante os temas, bem como material fotográfico, gravuras originais do artista Cipriano Dourado, que integra o júri, e ainda assinaturas do «Mação Democrático».

In Diário de Coimbra -9/Fevereiro/1979




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ANTÓNIO PAIZANA ARTISTA PLÁSTICO DE MAÇÃO


António Paizana nasceu em Mação no ano de 1941. Enquanto aluno do curso de Direito na Universidade de Coimbra nos anos 60, aproveita para frequentar, sob  direcção do mestre Valdemar da Costa,  o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, de que é aliás sócio fundador. Já anteriormente havia iniciado  estudos de pintura no atelier de Álvaro Duarte de Almeida. 
Termina a licenciatura em Direito, mas já na Universidade de Lisboa, para onde se havia  transferido, e, ao mesmo tempo, segue um curso de formação artística na Sociedade Nacional de Belas Artes. Mais tarde parte para Bruxelas, para estudar na École Supérieure d'Architecture et des Arts Visuels. De regresso a Lisboa ingressa como docente nos quadros da Escola de Artes Decorativas António Arroio.
Situa o seu trabalho na área da arte óptica e cinética, interessando-se  por experiências em que utiliza um elementarismo geométrico permitindo-lhe explorações no âmbito de uma poética da percepção.
Em 1972, e durante alguns anos, suspende a sua actividade como pintor, aproveitando para reflectir sobre o seu trabalho e sobre os caminhos da pintura.
Em 1980 abandona a grande metrópole passando a  viver em  Beja. A transferência para o Alentejo origina um novo percurso e permite aprofundá-lo através do interesse por formas e figura arcaizantes.
Tem obras na Câmara Municipal de Beja e Biblioteca Municipal da mesma cidade e está representado na capela gótica da Pousada de São Francisco, em Beja.
Participou em variadas exposições colectivas efectuadas  em Lisboa, Vila do Conde, Coimbra, Abrantes, Évora e Beja. Expôs fora do país em em Barcelona e Lyon
Raramente e apenas em exposições colectivas, António Paizana mostrou os seus trabalhos em Mação. É chegado o tempo do Programador da galeria do Centro Cultural Elvino Vieira se lembrar da existência deste notável artista plástico de Mação e organizar uma exposição dos  trabalhos de António Paizana. 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA 1975 - ELEITA A COMISSÃO CONCELHIA DE GESTÃO DO ENSINO PRIMÁRIO

Através de consulta eleitoral, a que concorreram todos os professores exercendo o seu múnus neste concelho foi recentemente escolhida a Comissão de Gestão do Ensino Primário, que ficou constituída do seguinte modo:
Secção Administrativa  - Manuel João Pomba Marques, delegado e José Heitor Parente, adjunto.
Secção Pedagógica - Aníbal Dinis Murta, delegado e Preciosa da Silva Marques, adjunta.

In Diário do Ribatejo - 4/Fevereiro/1975

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

RODOVIÁRIA DO TEJO ACABA A CARREIRA DE ORTIGA-GARE


Recentemente a Rodoviária do Tejo (RT)  extinguiu a carreira de camionagem que passava por Ortiga-Gare, por volta das 18h20m,  para receber os passageiros que,  vindos de Lisboa no comboio regional da tarde, se destinavam a Mação  e Chão de Codes. Há muito se suspeitava que a carreira fosse cancelada, mais mês menos mês, face ao reduzido número de viajantes que utilizavam o autocarro, o que resultava em prejuízos elevados para a RT. A partir de agora torna-se  difícil e oneroso visitar  Mação. Paulatinamente Mação vai-se transformando numa terra fantasma e, o que é mais lamentável,  não se vislumbra nenhuma entidade a remar contra a maré.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA 1974 - NOVOS CORPOS GERENTES DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS

Já tomaram posse os elementos que vão gerir os destinos desta associação humanitária no ano corrente, tendo-se verificado apenas algumas modificações no elenco directivo do ano transacto, que passaram a ser os seguintes:
Assembleia Geral: Presidente dr. António Paisana Joaquim; Secretários Manuel Simões Saldanha e Elvino Vieira da Silva Pereira.
Comissão Revisora de Contas: António Dias, prof. Joaquim Pereira Baço e João Serra.
Direcção: Presidente Manuel Gaudêncio Agostinho Dias Correia; Secretários Manuel João Marques Conde e Manuel João Sequeira Estrela: Vogais Amilcar Marques Carias, José de Matos Costa e Isidro Lopes Godinho.

In Diário do Ribatejo - 1/Fevereiro/1974

GOSTEI DE ANDAR POR AQUI - 86

Memória do regicídio, Terreiro do Paço, Lisboa, Estremadura, Portugal

domingo, 31 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1973 - O VICE-PRESIDENTE DO MUNICÍPIO FOI HOMENAGEADO

Por ter terminado o seu terceiro mandato como vice-presidente da Câmara Municipal, o município prestou homenagem ao prof. Joaquim Baço, a qual teve lugar na sala de sessões com a assistência de muito público.

In Diário de Coimbra - 31/Janeiro/1973

sábado, 30 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1991 - EXECUTIVO CAMARÁRIO EXPRESSA VOTOS DE PESAR

Na sua última reunião, o executivo camarário deliberou expressar um voto de pesar pelo recente falecimento, em Coimbra, do pai do vereador socialista António Simões d'Almeida.
Igualmente, por unanimidade, deliberou manifestar profundo pesar pela morte do padre António da Silva Matias, pároco das freguesias de Mação e Ortiga, que faleceu após um curto período de doença.

In Diário de Coimbra - 30/Janeiro/1991

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1974 - CAMPEONATO DISTRITAL DA II CATEGORIA

Em último  jogo do distrital, defrontaram-se no campo de jogos municipal, as equipas das Casas do Povo de Mação e do Sardoal.
A equipa local despediu-se da prova com uma rotunda vitória pela marca de 6-1.
Mercê de várias circunstâncias, ainda não foi este ano que o grupo de futebol desta vila conseguiu uma classificação que se coadune com a importância da terra que representa, efectivamente o sexto lugar é uma classificação  demasiado modesta em confronto com as classificações obtidas  por equipas de modestas freguesias desta região.

In Diário do Ribatejo - 29/Janeiro/1972

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1991 - GOLFO PÉRSICO NÃO AGITA MAÇÃO

Aparentemente os acontecimentos do Golfo Pérsico não motivaram as pessoas no sentido de se abastecerem de produtos alimentares de longa duração, o que, com é do conhecimento geral, tem acontecido nos grandes centros populacionais.
Aliás, nem mesmo nos postos de abastecimento de combustíveis, se tem verificado uma afluência excessiva.

In Diário de Coimbra - 28/Janeiro/1991

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

LUÍS SOARES NA GALERIA DO CCEP


Na minha juventude os  cafés tinham mesas com  tampos em mármore branco, verdadeiro, não como essa coisa que por aí há que não  passa de reles imitação. O Infante, um dos rapazes que  connosco se sentava à mesa do Café Oceano, nesses saudosos dias de Verão na Figueira da Foz, desenhava,  a lápis,  nos imaculados tampos,  uma mulher nua, mas que maravilha de desenho, corpo, rosto ou busto, voltado,  ora para a esquerda  ora para a direita,   a mesma mulher,  desenhos perfeitos, mas sempre iguais, variava o lado. Não surpreende que tivesse atingido a perfeição.  O artista moçambicano Luís Soares, agora com exposição na Galeria do  Centro Cultural Elvino Vieira (CCEV), trouxe-me à memória o meu amigo Infante, apresenta dezenas de serigrafias,  todas  iguais,  varia apenas o rosto, uma ou duas caras, viradas  para a esquerda ou para a direita, altera  o  enquadramento. Pouco variada a colecção de azulejos, rostos e só rostos, até no azulejo da caravela, o único dissonante,  a proa é um rosto.  As esculturas são interessantes, pessoas com rosto .Impressivas as  tapeçarias,  sem fugir à obsessão do artista - os rostos. Encerra este sábado a exposição. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1987 - POUCA GENTE NA FEIRA ANUAL DE JANEIRO

Realizou-se a feira anual de Janeiro, com reduzida afluência de público, apesar do dia se ter apresentado soalheiro e com a temperatura mais agradável do que a dos dias precedentes.
Ainda que no calendário das feiras, esta tivesse alguma importância, as pessoas têm-se vindo a desinteressar, não acorrendo à sede do concelho por ocasião deste antiquíssimo tipo de comerciar, pelo que alguns comerciantes locais sugerem que o município empreenda uma campanha no sentido de reanimar as feiras de Mação.

In Diário de Coimbra - 26/Janeiro/1987 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

MEMÓRIA 1978 - ESTRADA NACIONAL 3

No plano de obras para o ano em curso da J.A.E encontra-se incluído o troço da estrada nacional 3 que irá ligar esta vila a Gardete e cujo começo dos trabalhos está previsto para o terceiro trimestre do ano corrente e a conclusão em fins de 1980.
A construção desta estrada insere-se no plano de melhoria das ligações da Beira Baixa com a capital.
Há já muitos anos que a população deste concelho aguarda a construção desta rodovia, esperançada que com a sua implantação as condições económicas do concelho melhorarão miraculosamente, esquecendo que há muitas vilas servidas por importantes estradas nacionais e onde o progresso económico, e não este apenas, ainda não chegou, porque para isso lhes faltam os capitais e os homens com espírito inovador.

In Diário de Coimbra - 25/Janeiro/1978

domingo, 24 de janeiro de 2016

PROF. MARCELO REBELO DE SOUSA ELEITO


A abstenção atingiu 51,2%. Atendendo ao elevado número de eleitores que faltaram  ao acto eleitoral, pode considerar-se o presidente eleito  "presidente de todos os portugueses"?

MEMÓRIA 1970 - FEIRA DE JANEIRO

Como todos os anos, ao terceiro domingo de Janeiro, realizou-se a tradicional feira que dá o título a esta notícia.
Os compradores, devido às péssimas condições do tempo, chovia abundantemente, apareceram em número reduzido, o mesmo já se não poderá dizer dos vendedores que surgiram em quantidade considerável.
Foi, contudo, pequeno o montante as transacções efectuadas.

In Diário de Coimbra - 24/Janeiro/1970

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

AS PRÓXIMAS PRESIDENCIAIS

Nunca um tão grande número de candidatos concorreu a  eleições para presidente da República. A figura número um da nossa arquitectura política merecia um pouco mais de respeito, evitando a tentação de compararmos   este acto eleitoral a  eleições para uma qualquer junta de freguesia. 
Vitorino Silva (Tino de Rans) colocou as presidenciais 2016 na lama. O atrevimento, não  por ser calceteiro, do Tino de Rans, que já fez quase tudo no palco mediático, causa espanto a quem tem um pouco de bom senso. Portugal não é uma República das Bananas. 
O  facto de Paulo Morais ser um líder na batalha anti-corrupção, não lhe confere pergaminhos para chegar a Belém. O Presidente não pode apenas preocupar-se com a corrupção. 
A Henrique Neto, que foi um importante empresário na indústria de moldes, faltou-lhe um amigo que tivesse a coragem de o dissuadir a meter-se nesta, para si, odisseia, além da idade, quase 80 anos, faltam-lhe competências para Presidente. Estar em Belém  não é a mesma coisa do que dirigir uma empresa industrial. 
O PCP e  o BE, desde sempre, não perdem uma campanha eleitoral à presidência da república. Aproveitam para, durante uns meses,  fazerem propaganda dos respectivos partidos,  sabendo de antemão que não têm qualquer possibilidade de vencer, ou mesmo, passarem à segunda volta. Como já ninguém  se recorda dos nomes dos candidatos destes dois partidos às eleições de 2011, também daqui a um ano pessoa alguma recordará os nomes de Marisa Matias e Edgar Silva. 
Por vaidade e promoção pessoal, Cândido Ferreira e Jorge Sequeira decidiram candidatar-se à presidência da República. Se as suas cabeças funcionarem perfeitamente, nem no mais recôndito lugar do cérebro algo lhes dirá que poderão tornar-se presidentes. 
Maria de Belém Roseira não conseguiu conquistar o apoio de toda a família socialista, a despeito de ter a seu lado homens como Manuel Alegre,  Jorge Coelho e Vera Jardim. Devia ter-se apresentado aos eleitores mais cedo, com Sampaio da Nóvoa há já muitos meses no terreno e o apoio discreto do PS, Maria de Belém surge apenas para estorvar. 
Da imagem de Marcelo não se pode retirar a figura do comentador televisivo Marcelo. Efectivamente quem o via semanalmente na televisão não pode deixar de pensar que é um cata-vento e que frequentemente algumas das suas afirmações suscitavam muitas dúvidas. Vê-lo a fazer comentários, a perorar sobre  os mais variados assuntos, sentenciando sobre o que conhecia e  o que não conhecia e de sopetão transformar-se na figura do presidente da República, custa a aceitar. 
Tem a vantagem de nunca ter sido político, aparenta ser um homem honrado e digno. Fala com ponderação, quando infelizmente os políticos portugueses são uns aldrabões, demonstra algumas ideias claras para o cargo de presidente, entende que o presidente não governa mas pode balizar a governação. Sampaio da Nóvoa dentro deste lote de inapropriados parece o homem perfeito para o lugar.