quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MEMÓRIA 1967 - A CHAMINÉ DA FÁBRICA EM RUÍNAS

Na Rua da Amieira existe uma fábrica em ruínas, da qual, desafiando o correr dos anos, se mantêm de pé algumas paredes e, para dar características de industrial a uma vila que não é, uma chaminé de tijolos.
Ora essa velha chaminé há muito ameaça ruir e, um dia, um vendaval mais forte a fará cair sobre as casas vizinhas com os consequentes e inevitáveis prejuízos materiais e, quiçá, humanos.
Para se evitar uma tragédia, que mais tarde ou mais cedo poderá acontecer, seria conveniente que quem tem por dever cuidar pela segurança da população mandasse proceder ao derrube da referida chaminé, velha relíquia de passadas glórias industriais.

In Diário de Coimbra - 30/Novembro/1967

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

MEMÓRIA 1972 - O RELÓGIO JÁ TRABALHA

O relógio da torre da praça, que aqui foi alvo de um dos nossos comentários, depois de uma paragem forçada de alguns meses, já recomeçou a trabalhar, o que, diga-se, não é sem tempo.

In Diário de Coimbra - 24/Novembro/1972

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

MEMÓRIA 1985 - NOME DE AVENIDA PARA VICENTE MENDES MIRRADO

Em reunião recente, o executivo camarário decidiu, por unanimidade, atribuir o nome de Vicente Mendes Mirrado à avenida que passa junto da fábrica que criou   no longínquo ano de 1889.
Aquele industrial, nascido em 1858 e falecido em 1917, foi o organizador   da indústria de lanifícios no concelho de Mação, outrora florescente e actualmente reduzida a uma pequena oficina de tecelagem, poucos artesãos de colchas e ao complexo fabril que fundou, a mais importante empresa estritamente do concelho, que ocupa o maior número de trabalhadores, e que continua a ser um factor de desenvolvimento económico de Mação.
Nada mais justa, portanto, a homenagem prestada agora pelo município ao «homem» que tanto pugnou pelo progresso industrial deste concelho, ainda essencialmente agrícola, numa época em que ser industrial era demonstração clara de se possuir um espírito moderno e empreendedor.

In Diário de Coimbra - 21/Novembro/1985

domingo, 20 de novembro de 2016

MEMÓRIA 1982 - COMEÇO DAS AULAS NO ENSINO PREPARATÓRIO E SECUNDÁRIO

Finalmente, e com longo atraso em relação à data anunciada pelo Ministério da Educação, as aulas tiveram início no passado dia 9, nas Escolas Preparatória e Secundária desta vila.
Conforme foi dado conhecimento à população, os horários das aulas repartem-se por dois períodos, as turmas da manhã, com aulas a principiar às 8 horas, e as turmas da tarde com o início das aulas marcado para as 10 horas, o que não deixa de ser bizarro se as aulas são efectivamente de tarde.

In Diário de Coimbra - 20/Novembro/1982

sábado, 19 de novembro de 2016

MEMÓRIA 1983 - ESCOLA PREPARATÓRIA

O que está a afligir de  modo doloroso uma grande parte da  população é o facto da Escola Secundária de Mação, e Novembro está a chegar ao meio, ainda não ter principiado a funcionar.
Entretanto, com 153 alunos matriculados a Escola Preparatória de Mação entrou em funcionamento a 10 de Outubro, dentro do prazo que o ministro Seabra tinha previsto para a abertura das aulas.

In Diário de Coimbra - 19/Novembro/1983


terça-feira, 8 de novembro de 2016

MEMÓRIA 1988 - FEIRA DOS SANTOS: UM ÊXITO QUE VEM DE LONGE

Um belo dia de sol convidava a fazer uma visita à Feira dos Santos, uma das mais prestigiadas da região e que, anualmente, atrai alguns milhares de pessoas a esta vila.
Este ano não veio o circo, sempre uma grande atracção para a pequenada, mas estavam presentes carros de choque, para agrado de miúdos, e desagrado dos pais, e prazer de alguns graúdos.
É a zona dos cereais a mais visitada, especialmente pelos citadinos, e este ano confirmou-se esse interesse, que de feira para feira se vem acentuando.
A Feira dos Santos é o local próprio para se fecharem negócios de pinheiros e eucaliptos e é também quando se recebem os valores da venda das resinas que foram colhidas no decorrer do ano.
Mau grado a concorrência que lhes é movida pelos feirantes, os comerciantes locais mostraram-se satisfeitos com o volume de negócios efectuado.

In Diário de Coimbra - 8/Novembro/1988

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

MEMÓRIA 1973 - 9 DE NOVEMBRO TELEFONES AUTOMÁTICOS

É já no próximo dia 9 que serão postos em funcionamento os telefones automáticos em Mação, abrangendo ainda as freguesias de Ortiga e Penhascoso.
Há já alguns meses que as freguesias de Carvoeiro e Envendos tinham sido automatizadas. Por consequência, com excepção das freguesias de Aboboreira, Amêndoa e Cardigos, será possível falar-se, por ligação directa, com todo o concelho. Será também possível, depois de 9 de Novembro falar-se directamente com todas as redes de Sardoal, Rio de Moinhos e Tramagal.
Está prevista para 1974 a possibilidade da rede de Mação ligar directamente às restantes redes do país.

In Diário do Ribatejo - 7/Novembro/1973

sábado, 5 de novembro de 2016

MEMÓRIA 1977 - FEIRA DOS SANTOS

Um dia de sol brilhante trouxe a esta vila alguns milhares de pessoas para assistirem à Feira dos Santos, a mais importante do concelho e uma das mais concorridas da região.

In Diário do Ribatejo - 5/Novembro/1977

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

MEMÓRIA 1973 - BOATO SOBRE UM PRESUMÍVEL AUMENTO DA GASOLINA ORIGINA ESCASSEZ DE COMBUSTÍVEL

Na passada quarta-feira correu com insistência nesta vila o rumor de que o preço da gasolina seria aumentado a partir das 0 horas de 1 de Novembro. 
Como resultado, houve uma corrida aos postos abastecedores de gasolina e gasóleo para encher depósitos de automóveis e camionetas, tambores, latas, bidões, em suma, toda a espécie de recipientes. Não que o aumento que se murmurava compensasse, com juros, o armazenamento do agora tão falado combustível.
Perante tão abundante procura esgotou-se a gasolina super e o gasóleo, tendo ficado em níveis muito baixos as reservas de gasolina normal.
Com surpresa para muita gente o dia 1 chegou e os preços não foram alterados, como aliás qualquer pessoa de bom senso admitiria, perante  as afirmações recentes proferidas por entidades responsáveis deste sector.

In Diário de Coimbra -4/Novembro/1973

terça-feira, 1 de novembro de 2016

MEMÓRIA 1977 - FEIRA DOS SANTOS

Hoje tem lugar a tradicional Feira dos Santos que apesar de ano para ano ter vindo a decair, ainda é a mais importante do concelho e, mesmo, da região, fazendo deslocar a esta vila milhares de pessoas.

In Diário de Coimbra - 1/Novembro/1977

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

MEMÓRIA 1972 - LARGO TRANSFORMADO EM CAMPO DE FUTEBOL

Causa estranheza que a G.N.R. ainda não tenha «intervido» nos animados desafios de futebol que quase diariamente se desenrolam no largo dos Combatentes da Grande Guerra, e em que são protagonistas alguns homenzinhos prontos a entrar para o serviço militar.
É estranho porque as animadas pugnas se desenrolam mesmo no centro da vila, paredes meias com a Câmara Municipal, em que as balizas são muitas das vezes os vidros das janelas dos edifícios situados naquele largo.
Venha o árbitro, neste caso a G.N.R. para marcar o desafio em local mais próprio para as práticas futebolísticas.

In Diário do Ribatejo - 31/Outubro/1972

domingo, 30 de outubro de 2016

MEMÓRIA 1985 - ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

São três as forças políticas concorrentes ao próximo acto eleitoral, a efectuar em 15 de Dezembro próximo, no círculo de Mação.
A coligação APU propõe para a Câmara Municipal o engº técnico agrário Carlos Filipe e para a Assembleia Municipal António Diogo Aleixo. Quanto ao PS, o dr. António Manuel Martins da Silva e o dr. António Reis, candidatam-se à presidência do município e à presidência da Assembleia Municipal, respectivamente. Finalmente o PSD recandidata à Câmara, Elvino Silva Pereira, e para número um da Assembleia Municipal apresenta a recandidatura do engº. Abílio Mata.
Quer a APU, quer o PPD/PSD, apresentam listas para as assembleias das oito freguesias que compõem o concelho. O PS entregou listas de candidaturas para cinco freguesias, não se candidatando nas freguesias de Amêndoa, Cardigos e Carvoeiro.
O CDS decidiu não apresentar listas para qualquer dos órgãos autárquicos concelhios.
Quanto ao PRD, apesar da forte votação conseguida no concelho nas eleições para a Assembleia da República, de 6 do corrente, não se conhece a existência de quaisquer estruturas locais, pelo que também não concorre.

In Diário de Coimbra - 30/Outubro/1985

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

MEMÓRIA 1972 - FILARMÓNICA UNIÃO MAÇAENSE

Este centenário agrupamento musical atravessa profunda crise, aliás comum a todos estes tipos de associações, e para a qual não se vislumbram soluções radicais.
Na raiz da crise da Filarmónica União Maçaense (F.U.M.), os seus directores, meia dúzia de apaixonados carolas, colocam as condições mais que precárias da sua sede: um amplo armazém, sem luz eléctrica, com o pavimento a cair de velho, mesmo assim cedido graciosamente pelo presidente da filarmónica.
Ora a F.U.M. ainda tem muitos amigos que, recentemente, se reuniram em amplo debate com os seus directores para estudarem as possibilidades de sobrevivência da velhinha colectividade.
Dessa reunião nasceu  uma comissão de amigos da F.U.M. que se propõe angariar fundos para acorrer às sua mais prementes necessidades.

In Diário de Coimbra - 20/Outubro/1972

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

MEMÓRIA 1980 - RESULTADO DAS ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Foram bastante concorridas nesta localidade, as recentes eleições para a Assembleia da República, efectuadas no passado dia 5 do corrente, já que a percentagem de votantes atingiu quase 84%, para 10196 eleitores inscritos.
Os resultados, por partidos ou coligações, foram os seguintes:
AD - 5149 votos
FRS - 2104 votos
APU - 496 votos
POUS-PST - 124 votos
PT - 116 votos
UDP - 72 votos
PDC-MIRN/PDP-FN - 70 votos
PCPT-MRPP - 67 votos
PSR - 9 votos
Foram escrutinados 60 votos em branco e 234 nulos.
A Aliança Democrática venceu em 7 freguesias e a Frente Republicana e Socialista conseguiu a vitória na freguesia da Ortiga.

In Diário de Coimbra - 17/Outubro/1980

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ANTÓNIO GUTERRES QUASE SECRETÁRIO-GERAL DA ONU


António Guterres venceu a votação dos membros do Conselho de Segurança da ONU para novo secretário-geral da instituição, não tendo recebido nenhum veto do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque. Recebeu treze  votos de encorajamento e dois sem opinião. Os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e  Rússia,
atribuíram-lhe quatro votos de encorajamento e um sem opinião.O presidente do Conselho de Segurança afirmou que o Organismo espera recomendar "por aclamação" o nome de António Guterres para secretário-geral já amanhã, quinta-feira.

domingo, 2 de outubro de 2016

MEMÓRIA 1973 - CAOS NO TRÂNSITO

Começa a estar caótico o trânsito nesta vila.
São as bicicletas motorizadas de escape aberto e a atravessarem, em grande velocidade, as ruas de Mação, pondo em perigo não só a vida dos próprios condutores, como ainda a dos peões.
São os automóveis estacionados de qualquer maneira e a percorrem as ruas da vila para além de velocidades permitidas.
Torna-se urgente que as autoridades cuidem destes abusos, antes que os desastres principiem a suceder.

In Diário do Ribatejo - 2/Outubro/1973

terça-feira, 13 de setembro de 2016

MEMÓRIA 1970 - E A ÁGUA FALTOU

Inexplicavelmente, e durante o período de mais intenso calor deste Verão, faltou a água durante um prolongado espaço de tempo. Inexplicavelmente, porque existe uma captação nova e existem novos depósitos, o que por si só deveria ser garantia de não se voltar a ficar sem água.
As consequências já se calculam quais foram, tanto mais que a vila esta agora cheia de naturais que aqui vieram  passar as férias junto dos seus familiares, e só as poucas fontes existentes puderam fornecer o precioso líquido para suprir as mais elementares necessidades.

In Diário de Coimbra - 13/Setembro/1970

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

MEMÓRIA 1992 - INCÊNDIOS:UM PROBLEMA COM MUITAS FACES

Em 1991 o concelho de Mação deveria ter sido considerado área de catástrofe. Cerca de dois terços de área florestal foram consumidos por violentos incêndios que destruíram, essencialmente, pinheiros, eucaliptos e oliveiras.
Poupada até ao presente pelos fogos, que já este ano eclodiram com grande intensidade nos vizinhos concelhos de Proença-a-Nova, Sertã e Oleiros, Mação apresenta ainda algumas pequenas manchas de floresta, logo rodeadas de grandes zonas, horrorosas à vista, porque a vegetação resume-se a pequenos troncos calcinados e despidos.
Os últimos grandes incêndios ocorreram em Agosto do ano passado. Um ano decorrido, não foram consideradas quaisquer medidas no sentido de se iniciar a reflorestação das zonas ardidas, até porque, em muitas áreas não há qualquer esperança de recuperação da floresta pelos processos naturais de desenvolvimento.
A tragédia que se abateu sobre o povo de Mação vai reflectir-se por décadas. Aqui, a floresta funcionava como um sistema de aforro: inesperadamente surgia uma despesa excepcional (doença, casamento, compra de habitação) recorria-se a um corte de pinheiros ou eucaliptos e o problema resolvia-se de imediato, porque o preço era compensador e a venda fácil.
Após os grandes incêndios de 1991 o preço das árvores baixou radicalmente e, existe mesmo dificuldade em encontrar compradores. O Estado que, como sempre, usa dois pesos e duas medidas, subsidiou no ano em curso, por via da seca, algumas das zonas do país mais atingidas pelo fenómeno da escassez da chuva, mas não considerou no ano transacto que o concelho de Mação tinha sido marcado por uma grande catástrofe e, como tal, deveria ter sido objecto de um qualquer sistema de apoio.
O que o Estado fez, segundo os proprietários sinistrados, foi muito pouco: abriu durante o último trimestre de 1991, parques de recolha de madeira ardida, em Mação  e Envendos, com o compromisso de a pagar à medida  que os leilões iam sendo efectuados.
Coube aos proprietários sinistrados conseguir financiamentos para proceder ao corte e recolha das árvores ardidas e posterior transporte para os parques de Envendos e Mação.
Contas por alto, referiram que os valores das madeiras queimadas, mais as despesas de corte, recolha e transporte, se aproximaria de um milhão de contos.
As primeiras madeiras ardidas entregues nos parques da responsabilidade da Administração Florestal da Sertã, foram pagas dentro de um prazo tido pelos interessados como razoável, mas essa foi uma pequena parte da madeira entregue.
Quando se esperaria que os responsáveis do sector florestal se interessassem por uma rápida regularização das dívidas aos proprietários, alguns em situação de absoluta ruptura financeira face aos pedidos de empréstimos feitos para enfrentar os problemas da recolha e entrega nos parques, apesar de insistentes reclamações dos prejudicados ao longo dos meses, os pagamentos são, finalmente, marcados para finais do mês de Agosto. Oito meses de espera são uma boa ajuda para os agricultores de Mação!
Mas a "ajuda" não se ficaria por aqui. Os agricultores do concelho de Mação se quiseram receber tiveram que se deslocar à Administração Florestal da Sertã e, como não existe qualquer tipo de transportes públicos entre os dois concelhos, com uma única alternativa: táxi ou boleia.
No entanto, e como noticia a «Gazeta do Interior», de Castelo Branco, e citamos, «...o José Bernardino e a equipa da  Administração Florestal da Sertã estariam em Agosto Setembro em diversas localidades dos concelhos da Sertã, Castelo Branco e Fundão a proceder ao pagamento da madeira queimada»...

In Diário de Coimbra - 8/Setembro/1992

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

MEMÓRIA 1977 - MISERICÓRDIA DE MAÇÃO

Conforme noticiámos, efectuou-se oportunamente uma Assembleia dos irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Mação a que compareceram não mais de duas dezenas de pessoas, e destinada à eleição da Mesa Administrativa.
Dado que por um dos irmãos, foi levantada a dúvida se oficialmente não estaria já a Misericórdia extinta pelo Estado, por consequência da legislação em vigor, ficou acordado irem efectuar-se diligências no sentido de se apurar a situação legal da Santa Casa da Misericórdia, para se decidir se haverá ainda lugar à eleição de novos dirigentes.
Entretanto, e num acto de boa vontade, alguns irmãos ofereceram-se para constituir a eventual administração a eleger.

In Diário de Coimbra - 1/Setembro/1977 

domingo, 28 de agosto de 2016

MEMÓRIA 1982 - CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS EM MAÇÃO

Se bem que a tónica do desenvolvimento para este concelho se deva localizar no sector da indústria, que gera muito emprego, e não no dos serviços, é sempre de aplaudir a criação de estabelecimentos que, para além de criarem postos de trabalho, vêm facilitar a vida da população, evitando deslocações a outras localidades, como é o caso da Caixa Geral de Depósitos, pois variadíssimos assuntos só podiam ser tratados nas suas dependências.
Brevemente, numa das zonas mais centrais da vila, a Praça Gago Coutinho,  o estabelecimento bancário do Estado abrirá portas para servir os maçaenses.

In Diário de Coimbra - 28/Agosto/1982

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

MEMÓRIA 1987 - REGULAMENTO DO TRÂNSITO GERA CRÍTICAS

O novo regulamento orientador do trânsito na vila de Mação, em vigor desde finais de Julho passado, ainda que a título provisório, segundo avisava a Câmara Municipal em anúncios afixados profusamente, tem gerado muitas criticas da população, o que obrigou os responsáveis a retirar alguns dos sinais, precisamente aqueles que pretendiam alterar profundamente o trânsito na vila.
A população  pensa que há sinais a mais - não há avenida, largo, rua, travessa ou beco que não tenha sido contemplada com uma placa de sinalização de trânsito - e estacionamento a menos.
Mação, que infelizmente para as suas actividades económicas, não é atravessada por uma rodovia que torne obrigatória a passagem pela vila, até mesmo os habitantes das freguesias não necessitam  passar pela sede do concelho, quando  se deslocam a qualquer das cidades vizinhas, não  parece justificar um regulamento de trânsito tão rigoroso.

In Diário de Coimbra - 24/Agosto/1987

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

MEMÓRIA 1972 - EXTENSA ZONA DE PINHEIROS DESTRUÍDA EM MAÇÃO

Um pavoroso incêndio acaba de destruir extensa zona de pinheiros causando prejuízos, ainda não determinados, mas que rondarão os quatro mil contos.
O sinistro que durou mais de vinte e quatro horas e que ainda não se pode considerar extinto totalmente, teve início num queimadouro feito por uma mulher de idade, que não tomou as devidas precauções e, imediatamente, se propagou a pinhais contíguos, que, mercê da enorme quantidade de mato e caruma que continham, foram fáceis pastos das chamas.
No combate ao incêndio, que apresentou várias frentes, desde o lugar do Pereiro até Chão  de Lopes, nas freguesias de Mação e Amêndoa, respectivamente, empenharam-se os bombeiros voluntários de Mação, Proença-a-Nova, Sertã, Sardoal e Abrantes, elementos da G.N.R. e Serviços Florestais, cerca de 300 militares e ainda centenas de populares.
A população do  pequeno lugar  do Vale de Amêndoa, ameaçada pelas chamas, foi obrigada a abandonar os seus lares, retirando-se com os haveres que lhe foi possível levar.
Se bem que, remotamente, os lugares de Pereiro, Castelo, Aldeia de Eiras, Chão de Codes e Chão de Lopes, estiveram sob a ameaça do fogo.
Este foi, sem dúvida, o maior incêndio que grassou neste concelho.

In Diário de Coimbra - 22/Agosto/1972