terça-feira, 13 de setembro de 2016

MEMÓRIA 1970 - E A ÁGUA FALTOU

Inexplicavelmente, e durante o período de mais intenso calor deste Verão, faltou a água durante um prolongado espaço de tempo. Inexplicavelmente, porque existe uma captação nova e existem novos depósitos, o que por si só deveria ser garantia de não se voltar a ficar sem água.
As consequências já se calculam quais foram, tanto mais que a vila esta agora cheia de naturais que aqui vieram  passar as férias junto dos seus familiares, e só as poucas fontes existentes puderam fornecer o precioso líquido para suprir as mais elementares necessidades.

In Diário de Coimbra - 13/Setembro/1970

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

MEMÓRIA 1992 - INCÊNDIOS:UM PROBLEMA COM MUITAS FACES

Em 1991 o concelho de Mação deveria ter sido considerado área de catástrofe. Cerca de dois terços de área florestal foram consumidos por violentos incêndios que destruíram, essencialmente, pinheiros, eucaliptos e oliveiras.
Poupada até ao presente pelos fogos, que já este ano eclodiram com grande intensidade nos vizinhos concelhos de Proença-a-Nova, Sertã e Oleiros, Mação apresenta ainda algumas pequenas manchas de floresta, logo rodeadas de grandes zonas, horrorosas à vista, porque a vegetação resume-se a pequenos troncos calcinados e despidos.
Os últimos grandes incêndios ocorreram em Agosto do ano passado. Um ano decorrido, não foram consideradas quaisquer medidas no sentido de se iniciar a reflorestação das zonas ardidas, até porque, em muitas áreas não há qualquer esperança de recuperação da floresta pelos processos naturais de desenvolvimento.
A tragédia que se abateu sobre o povo de Mação vai reflectir-se por décadas. Aqui, a floresta funcionava como um sistema de aforro: inesperadamente surgia uma despesa excepcional (doença, casamento, compra de habitação) recorria-se a um corte de pinheiros ou eucaliptos e o problema resolvia-se de imediato, porque o preço era compensador e a venda fácil.
Após os grandes incêndios de 1991 o preço das árvores baixou radicalmente e, existe mesmo dificuldade em encontrar compradores. O Estado que, como sempre, usa dois pesos e duas medidas, subsidiou no ano em curso, por via da seca, algumas das zonas do país mais atingidas pelo fenómeno da escassez da chuva, mas não considerou no ano transacto que o concelho de Mação tinha sido marcado por uma grande catástrofe e, como tal, deveria ter sido objecto de um qualquer sistema de apoio.
O que o Estado fez, segundo os proprietários sinistrados, foi muito pouco: abriu durante o último trimestre de 1991, parques de recolha de madeira ardida, em Mação  e Envendos, com o compromisso de a pagar à medida  que os leilões iam sendo efectuados.
Coube aos proprietários sinistrados conseguir financiamentos para proceder ao corte e recolha das árvores ardidas e posterior transporte para os parques de Envendos e Mação.
Contas por alto, referiram que os valores das madeiras queimadas, mais as despesas de corte, recolha e transporte, se aproximaria de um milhão de contos.
As primeiras madeiras ardidas entregues nos parques da responsabilidade da Administração Florestal da Sertã, foram pagas dentro de um prazo tido pelos interessados como razoável, mas essa foi uma pequena parte da madeira entregue.
Quando se esperaria que os responsáveis do sector florestal se interessassem por uma rápida regularização das dívidas aos proprietários, alguns em situação de absoluta ruptura financeira face aos pedidos de empréstimos feitos para enfrentar os problemas da recolha e entrega nos parques, apesar de insistentes reclamações dos prejudicados ao longo dos meses, os pagamentos são, finalmente, marcados para finais do mês de Agosto. Oito meses de espera são uma boa ajuda para os agricultores de Mação!
Mas a "ajuda" não se ficaria por aqui. Os agricultores do concelho de Mação se quiseram receber tiveram que se deslocar à Administração Florestal da Sertã e, como não existe qualquer tipo de transportes públicos entre os dois concelhos, com uma única alternativa: táxi ou boleia.
No entanto, e como noticia a «Gazeta do Interior», de Castelo Branco, e citamos, «...o José Bernardino e a equipa da  Administração Florestal da Sertã estariam em Agosto Setembro em diversas localidades dos concelhos da Sertã, Castelo Branco e Fundão a proceder ao pagamento da madeira queimada»...

In Diário de Coimbra - 8/Setembro/1992

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

MEMÓRIA 1977 - MISERICÓRDIA DE MAÇÃO

Conforme noticiámos, efectuou-se oportunamente uma Assembleia dos irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Mação a que compareceram não mais de duas dezenas de pessoas, e destinada à eleição da Mesa Administrativa.
Dado que por um dos irmãos, foi levantada a dúvida se oficialmente não estaria já a Misericórdia extinta pelo Estado, por consequência da legislação em vigor, ficou acordado irem efectuar-se diligências no sentido de se apurar a situação legal da Santa Casa da Misericórdia, para se decidir se haverá ainda lugar à eleição de novos dirigentes.
Entretanto, e num acto de boa vontade, alguns irmãos ofereceram-se para constituir a eventual administração a eleger.

In Diário de Coimbra - 1/Setembro/1977 

domingo, 28 de agosto de 2016

MEMÓRIA 1982 - CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS EM MAÇÃO

Se bem que a tónica do desenvolvimento para este concelho se deva localizar no sector da indústria, que gera muito emprego, e não no dos serviços, é sempre de aplaudir a criação de estabelecimentos que, para além de criarem postos de trabalho, vêm facilitar a vida da população, evitando deslocações a outras localidades, como é o caso da Caixa Geral de Depósitos, pois variadíssimos assuntos só podiam ser tratados nas suas dependências.
Brevemente, numa das zonas mais centrais da vila, a Praça Gago Coutinho,  o estabelecimento bancário do Estado abrirá portas para servir os maçaenses.

In Diário de Coimbra - 28/Agosto/1982

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

MEMÓRIA 1987 - REGULAMENTO DO TRÂNSITO GERA CRÍTICAS

O novo regulamento orientador do trânsito na vila de Mação, em vigor desde finais de Julho passado, ainda que a título provisório, segundo avisava a Câmara Municipal em anúncios afixados profusamente, tem gerado muitas criticas da população, o que obrigou os responsáveis a retirar alguns dos sinais, precisamente aqueles que pretendiam alterar profundamente o trânsito na vila.
A população  pensa que há sinais a mais - não há avenida, largo, rua, travessa ou beco que não tenha sido contemplada com uma placa de sinalização de trânsito - e estacionamento a menos.
Mação, que infelizmente para as suas actividades económicas, não é atravessada por uma rodovia que torne obrigatória a passagem pela vila, até mesmo os habitantes das freguesias não necessitam  passar pela sede do concelho, quando  se deslocam a qualquer das cidades vizinhas, não  parece justificar um regulamento de trânsito tão rigoroso.

In Diário de Coimbra - 24/Agosto/1987

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

MEMÓRIA 1972 - EXTENSA ZONA DE PINHEIROS DESTRUÍDA EM MAÇÃO

Um pavoroso incêndio acaba de destruir extensa zona de pinheiros causando prejuízos, ainda não determinados, mas que rondarão os quatro mil contos.
O sinistro que durou mais de vinte e quatro horas e que ainda não se pode considerar extinto totalmente, teve início num queimadouro feito por uma mulher de idade, que não tomou as devidas precauções e, imediatamente, se propagou a pinhais contíguos, que, mercê da enorme quantidade de mato e caruma que continham, foram fáceis pastos das chamas.
No combate ao incêndio, que apresentou várias frentes, desde o lugar do Pereiro até Chão  de Lopes, nas freguesias de Mação e Amêndoa, respectivamente, empenharam-se os bombeiros voluntários de Mação, Proença-a-Nova, Sertã, Sardoal e Abrantes, elementos da G.N.R. e Serviços Florestais, cerca de 300 militares e ainda centenas de populares.
A população do  pequeno lugar  do Vale de Amêndoa, ameaçada pelas chamas, foi obrigada a abandonar os seus lares, retirando-se com os haveres que lhe foi possível levar.
Se bem que, remotamente, os lugares de Pereiro, Castelo, Aldeia de Eiras, Chão de Codes e Chão de Lopes, estiveram sob a ameaça do fogo.
Este foi, sem dúvida, o maior incêndio que grassou neste concelho.

In Diário de Coimbra - 22/Agosto/1972

terça-feira, 2 de agosto de 2016

MEMÓRIA 1991 - TRÊS ARTISTAS EM MAÇÃO

O Museu Municipal Dr. João Calado Rodrigues tem patente numa das suas salas, uma exposição de pintura e cerâmica dos artistas Luís Dias, Pé-Leve e Raquel Alcariota. Esta mostra de arte estará aberta até ao fim do mês corrente.
Luís Dias, que é natural da freguesia do Carvoeiro, deste concelho, expõe pintura, especialmente acrílicos sobre tela. Este artista encontra-se representado nos Museus Tavares Proença Júnior, de Castelo Branco e Dr. João Calado Rodrigues.
Pé-Leve, artista de  Lisboa,  apresenta alguns trabalhos de pintura, um modo de visualizar variadas localidades portuguesas. Expõe individualmente desde 1988.
Raquel Alcariota,  alentejana de Cercal do Alentejo, mostra alguns trabalhos de cerâmica, com formas e cores muito originais. Desde 1987 que expõe individualmente.

In Diário de Coimbra - 2/Agosto/1991

sexta-feira, 29 de julho de 2016

MEMÓRIA 1988 - PROFUSÃO DE SINAIS DE TRÂNSITO

A nível da sinalização de trânsito é, concerteza, esta vila a  das melhores apetrechadas do distrito de Santarém.
Não há largo, rua,  travessa ou beco, que não tenha sido contemplada com uma placa sinalizadora. No entanto, apesar da profusão de sinais, os problemas continuam, porque os veículos estacionam em locais interditos ou sobre os passeios, dificultando a passagem de viaturas e peões. Cabe aqui um papel importante à GNR: fiscalizar e evitar os atropelos à lei.

In O Ribatejo - 29/Julho/1988

terça-feira, 26 de julho de 2016

MEMÓRIA 1991 - EXPOSIÇÃO ITINERANTE DE ARTE RUPESTRE

No Museu Municipal Dr. João Calado Rodrigues encontra-se patente até 31 do mês em curso, uma exposição de arte rupestre.
Esta exposição que é organizada pela «Cooperativa Archeologica de Orme dell'Uomo» e Museu Municipal Dr. João Calado Rodrigues, com o apoio da Câmara Municipal desta vila, foi já apresentada em Lisboa, no Museu Leite de Vasconcelos, sendo, seguidamente, exibida em diversas cidades do norte do país.
Na inauguração estiveram presentes o presidente do município, Elvino Pereira, vereadores, magistrados e algumas outras entidades oficiais.
O acto deu lugar a uma pequena intervenção da conservadora do Museu Municipal, Dra. Amélia Pereira Bubner, que agradeceu a presença das várias entidades, o apoio recebido da Câmara Municipal para a organização da exposição e ainda se referiu aos monumentos existentes no concelho e em todo o vale do Tejo. De seguida falou a Dra. Mila Simões de Abreu, presidente da «Cooperativa Archelogica de Orme dell'Uomo», que, numa interessante dissertação traçou uma ampla panorâmica sobre a arte rupestre de Valcamónica, Itália.
Segundo referiu a Dra. Mila de Abreu, arqueóloga portuguesa a trabalhar na Itália, o Valcamónica é hoje um dos mais importantes sítios arqueológicos da Itália. Inserido, desde 1979, na prestigiosa lista do património mundial da UNESCO, é todos os anos visitado por mais de 150.000 pessoas provenientes de todas as partes do mundo. No coração das altas montanhas dos Alpes, a uma centena de quilómetros de Milão, na Lombardia, o paciente trabalho de gerações de arqueólogos trouxe à luz do sol, os testemunhos gravados nas rochas de uma civilização e de um povo - os Camunos - há muito esquecido. Hoje em dia, graças a um vastíssimo trabalho de escavação, fotografia e desenho, realizado por numerosos  especialistas, são conhecidas cerca de 200.000 gravuras pré-históricas. São pequenos pedaços de história que nos ajudam a responder a algumas perguntas sobre o passado humano e que, por isso mesmo, levantam muitas outras questões. Quem eram os Camunos? Como viviam? Que deuses adoravam? Porque fizeram tantas gravuras rupestres? Qual o seu significado?
Curiosamente está patente nesta exposição um quadro mostrando a primeira página do Diário de Coimbra nº. 122, de 25 de Setembro de 1930, tendo como director José de Sousa Varela. A Dra. Mila de Abreu teve ocasião de se referir na sua dissertação ao Diário de Coimbra, afirmando ter encontrado o referido exemplar os arquivos de Valcamónica.  E porquê o aparecimento do Diário de Coimbra nesta exposição? Justamente porque em Setembro de 1930, decorreu em Portugal,  nas cidades de Coimbra, Porto e Lisboa, o XV Congresso Internacional de Antropologia, que contou com a presença de Giovani Marro, director do Instituto de Antropologia de Turim, o qual apresentou pela primeira vez ao mundo científico estes vestígios, numa comunicação intitulada «La scoperta de inscisioni rupestri preistoriche in Valcamónica».
Ora, precisamente, a primeira página do referido nº. 122 deste Jornal, é quase integralmente dedicada, com artigos e entrevistas, ao referido Congresso de Antropologia.

In Diário de Coimbra - 26/Julho/1991

quinta-feira, 21 de julho de 2016

MÁRIO TROPA NA GALERIA DO CCEP


Até 30 de Julho está aberta a exposição de Mário Tropa, sob o título "50 anos de pintura", na Galeria do Centro Cultural Elvino Pereira. Mário Tropa com ligações familiares ao Castelo, de Mação, onde reside parte do ano, é licenciado pela Escola Superior de Belas Artes, de Lisboa. Professor de desenho, em Santarém, no período de 1967 a 1990, foi ainda professor de pintura e gravura do curso de artes plásticas da Escola Superior de Arte e Design do Instituto Politécnico de Leiria durante 1990 a 2003. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian nos anos de 1965 a 1967.
No dizer de Armando da Câmara Pereira, no catálogo da exposição, "Mário Tropa caracteriza a estética da sua obra pictórica e gráfica segundo três princípios que passamos a citar: fragmentação; pseudo-narração; ocultação/desocultação do objecto artístico". E continua "a ocultação pode explicar-se pelas referências figurativas (ou icónicas) dos seus desenhos e telas" e acrescenta  "a esta pseudo-narração alia-se a ocultação/desocultação dos seus exímios trabalhos cenográficos que aplica com apurada técnica de velaturas, um "sfumatto" de penumbras inventado por Leonardo da Vinci, no alto Renascimento.".
Trata-se de uma das mais importantes exposições de arte apresentadas na galeria municipal, que ninguém deve perder.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

MEMÓRIA 1988 - SUGESTÃO PARA UMA RÁDIO LOCAL

Mação comporta algumas associações de âmbito não só recreativo mas também cultural: a Associação Cultural e Recreativa da Aboboreira, da freguesia da Aboboreira; os Galitos, da freguesia de Cardigos; a Filarmónica União Maçaense, de Mação; a Liga Regional, da freguesia da  Ortiga e o Grupo de Cantares da Serra, da  Serra, freguesia do Penhascoso.. E ainda, devotadas exclusivamente à cultura, a Associação Cultural de Mação  e o Grupo de Jovens de Mação, ambas de Mação. Como a rádio, além de divertimento é também cultura, não seria possível todas estas colectividades agruparem-se e constituírem uma rádio que abrangesse todo o concelho? "O Ribatejo" deixa no "éter" a questão.

In O Ribatejo - 18/Julho/1988 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

MEMÓRIA 1988 - MAÇÃO ESTÁ A DESERTIFICAR-SE NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Tendo como ponto único «Assuntos de interesse local», reuniu-se recentemente a Assembleia Municipal de Mação.
Para falar sobre o «estado do concelho», usou da palavra o presidente da autarquia, Elvino Pereira, que principiou por mencionar as obras em curso e as previstas, com especial incidência no abastecimento de água e estradas, algumas com subsídios do FEDER.
Da recente visita do Primeiro Ministro Cavaco Silva a Mação, parece resultar, segundo aquele autarca, o aceleramento das diligências para construção do pavilhão gimno-desportivo e a possibilidade de construção da passagem superior na linha de caminho de ferro da Beira Baixa, junto ao apeadeiro da Barragem de Belver/Ortiga.
Continuando na sua intervenção, Elvino Vieira Pereira. explicou estar o concelho a desertificar-se, havendo aldeias em vias de desaparecimento, pelo que, em sua opinião se impõe a elaboração do Plano de Ordenamento do Território para se conhecer onde deverão fazer-se os futuros investimentos. A este propósito referiu-se ao problema alarmante do decréscimo populacional, adiantando que os números do último recenseamento eleitoral, ainda em fase de apuramento, apontam para a descida da barreira dos 10.000 eleitores, o que a confirmar-se será um indicador que em nada beneficia o concelho.
Por fim, e ainda por sugestão  do presidente da autarquia, foram votadas e aprovadas duas propostas, a primeira no sentido do executivo proceder aos preparativos para elaboração do Plano de Ordenamento Municipal e a segunda para a integração do concelho da Mação na zona florestal da Sertã.

In Diário de Coimbra - 15/Julho/1988

domingo, 10 de julho de 2016

MEMÓRIA 1986 - REUNIÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Tendo como ordem de trabalhos a apreciação e aprovação da organização dos serviços municipais, conforme Lei nº. 44/85, de 13 de Setembro e, ainda,  outros assuntos de interesse local, reuniu-se em sessão ordinária a Assembleia Municipal de Mação.
Depois de lida e aprovada a acta da sessão anterior, que mereceu um pedido de rectificação da bancada socialista, o presidente do Município anunciou que, uma vez mais, tinha sido «chumbado» pela CP o pedido para que a estação de caminho de ferro do concelho, passasse a denominar-se Alvega-Ortiga-Mação; a CP aduziu razões de ordem operacional e económica para inviabilizar os desejos dos maçaenses. 
Elvino Pereira informou, igualmente, que parte do troço da EN 244 iria ser reparado, pois tinha sido incluído no plano de emergência, o que vinha dar parcial satisfação à Assembleia, perante a moção aprovada na anterior sessão, relativamente ao péssimo estado de conservação das estradas que servem o concelho.
Entrando-se na ordem de trabalhos, e após alguns esclarecimentos prestados pelo presidente do executivo a questões levantadas pelos representantes do Partido Socialista e da APU, a organização dos serviços municipais foi aprovada, com apenas uma abstenção.
No segundo e último ponto da ordem de trabalhos, o representante da APU levantou alguns problemas sobre higiene e a bancada socialista inquiriu quando terminavam as obras de pavimentação dos arruamentos da freguesia de Envendos, referiu-se, ainda, à segurança na piscina municipal e pretendeu esclarecimentos sobre o modo como é feito o controlo das águas para obstar ao aparecimento de qualquer eventual foco infeccioso, tendo ainda um dos vogais do PS apresentado um requerimento solicitando esclarecimentos relativamente à atribuição da vagas no programa «Ocupação de Tempos Livres».
Como vem sendo habitual, o representante da APU  e os deputados do PS conseguiram dar alguma vivacidade à sessão, pois que os vogais do PSD, porque são maioria, entram mudos e saem calados, como também se vai tornando normal.

In Diário de Coimbra - 10/Julho/1986

sexta-feira, 8 de julho de 2016

MEMÓRIA 1988 - EDP NÃO DÁ LUZ

Industriais, comerciantes e particulares têm-se queixado dos constantes cortes no fornecimento da energia eléctrica, o que tem vindo a criar uma grande animosidade relativamente aos serviços que a EDP presta ao concelho de Mação e a que parece fazer orelhas moucas.
As chuvas e algumas trovoadas dos últimos tempos, não justificam, de todo, cortes de energia que, por vezes, se prolongam por bastantes horas. Sempre rigorosa na cobrança dos seus créditos, a EDP não usa o mesmo rigor no cumprimento dos seus deveres.
Por outro lado, parece haver uma passividade comprometedora nesta situação gravosa para o concelho, por parte da Câmara Municipal. Pelo menos o executivo camarário não deu a conhecer aos seus munícipes as diligências efectuadas junto da EDP no sentido desta empresa assumir, dume vez por todas, as responsabilidades que lhe competem no abastecimento regular de energia eléctri a todo o concelho de Mação.

In O Ribatejo - 8/Julho/1988

segunda-feira, 4 de julho de 2016

MEMÓRIA 1988 - CINE-TEATRO DE MAÇÃO

Cine-Teatro de Mação: propriedade Câmara Municipal de Mação; responsabilidade de gestão: pelouro da cultura do município; filme apresentado no último domingo: Emanuelle 4.

In O Ribatejo - 4/Julho/1988

sexta-feira, 1 de julho de 2016

RATOS NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Cavaleiro da Ordem de Santiago, condecoração atribuída pelo antigo Presidente da República Cavaco Silva, agraciado, igualmente, pelo ex-Presidente Jorge Sampaio, coordenador desde 2001 do Museu da Presidência (MP) e a partir de Outubro de 2004 director, eis o currículo de Diogo Gaspar, 45 anos, implicado, segundo a Procuradoria Geral da República e a Polícia Judiciária, em tráfico de influência, falsificação de documentos, peculato, participação económica em negócios e abuso de poder, um extenso rol de malfeitorias. Gaspar que contratava serviços a ele próprio por valores acima do valor do mercado, transferiu alguns bens culturais e artísticos, pertença do MP para empresas a que estava ligado. Móveis antigos, tapeçarias e quadros, espólio do MP, passaram a fazer parte do recheio das suas casas em Lisboa e Portalegre e de seus amigos. O director do MP  será hoje ouvido no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

XXIII FEIRA MOSTRA DE MAÇÃO


Abre hoje a XXIII Feira Mostra, abrangendo actividades económicas, desportivas, gastronómicas e muito mais, anuncia-se. Estarão as novidades desta  feira, sempre igual, neste "muito mais"? Com débil  indústria, a pesada extinguiu-se há muitos anos,  escasso comércio e reduzidos serviços, o que tem o concelho para mostrar? Como dizia São Tomé "ver para crer". É  o que faremos para nos permitir deixar aqui algumas impressões desta Feira já avançada na idade.

MEMÓRIA 1979 - CRIANÇAS JÁ TÊM PARQUE

Associando-se ao Ano Internacional da Criança, o Município local decidiu instalar um parque infantil no Largo dos Combatentes da Grande Guerra, fronteiro à escola primária desta vila, para que às crianças possa ser facultado um divertimento já existente em quase toda a parte.
Melhoramento muito bem recebido pela população, especialmente a mais pequena, que desde a inauguração do parque não tem dado descanso aos baloiços, escorregadoiros, etc..
Pena é que as disponibilidades financeiras da Câmara Municipal não lhe permitam instalar em todas as sedes de freguesia do concelho parques infantis semelhantes ao agora inaugurado.
Seria uma das formas mais concretas deste concelho se integrar no espírito do Ano Internacional da Criança.

In Diário de Coimbra - 29/Junho/1979