sábado, 14 de janeiro de 2012

ESTA SEMANA

Falou-se muito na greve dos estivadores nos portos portugueses. Calcularam-se  prejuízos enormíssimos, na ordem de milhões de euros, anunciou-se que o País iria enfrentar enormes dificuldades com a falta de produtos essenciais que chegariam via marítima. O diferendo centrava-se numa empresa de Aveiro que pretendia despedir um enorme número de trabalhadores, um problema que se resolveria com uns milhares de euros, face aos milhões de prejuízos. Não consigo entender. Está muito agitada a questão da maçonaria. Jornais e televisões dedicam largos espaços ao assunto. Como num filme policial, até existem espiões e lojas com o nome de compositores célebres nesta complexa trama. Os maçons, pelo que se vai sabendo, controlam grande parte da nossa vida política e muitos são os que têm assento na Assembleia da República, o que parece, de algum modo, grave. Espere-se no que tudo isto vai dar. Despudoradamente aderentes dos partidos que suportam o Governo são escolhidos para órgãos dirigentes de grandes empresas, EDP e Águas de Portugal, contrariando tudo o que o actual primeiro ministro anunciou quando na oposição. Mudam-se os governos mas a falta de ética continua. Quando nos apercebemos dos vencimentos fabulosos que esses privilegiados vão auferir, não podemos deixar de nos revoltar. Trata-se de empresas monopolistas, que praticam preços absolutamente escandalosos e fora da concorrência europeia e a quem os governos são incapazes de se impor. A indústria portuguesa queixa-se, e com razão, que os preços da electricidade estão acima dos europeus, o que lhes causa enormes problemas para concorrer nos mercados externos. Sem condições será improvável que sejamos capazes de ir mais além nos valores exportáveis.

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