quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ASCENSOR DA BICA


O elevador da Bica transporta-nos da Rua de São Paulo até ao Calhariz e também no sentido inverso. Inaugurado em Junho de 1892, era movido pelo sistema de contrapeso de água. A carruagem que ia iniciar a descida enchia um reservatório de água situado no tejadilho e deslizava impulsionada pela força da gravidade e deste modo puxava a outra carruagem no sentido ascendente. A partir de 1914 o modo de tracção fui substituído por um sistema eléctrico. O ascensor da Bica é uma das principais atracções turísticas de Lisboa, daí a tarifa atingir € 3,50 por uma viagem que não ultrapassa cinco minutos. Viajei nele uma tarde destas. Sobe e desce apertado entre casario antigo na rua da Bica de Duarte Belo. Movimenta-se tão lentamente que é possível aos viajantes falarem com as pessoas nas janelas ou na rua.   

terça-feira, 23 de agosto de 2011

TÃO AMIGOS QUE ELES ERAM



Os rebeldes líbios asseguram que controlam os acessos a Tripoli, capital da Líbia, e que conquistaram os principais pontos que rodeiam a fortaleza de Muammar Khadafi, a este, oeste e sul. O mar, a norte, está patrulhado pela NATO. Após 42 anos de ditadura o poder de Khadafi aproxima-se do fim.

ESPLANADA DO CAFÉ CENTRAL



A ideia é boa. Implantada num amplo estrado, circundada por gradeamento em madeira, alguns guarda-sóis, uma pequena oliveira, tornam o espaço muito agradável. Pode afirmar-se que houve muito bom gosto na concepção daquele mobiliário urbano. E tem sempre bastantes pessoas, excepto a determinadas horas do dia quando o sol se assemelha a fogo. Esta área, relativamente grande, foi implantada na via pública. Afunilou a passagem, mais exígua ainda porque alguns automóveis, desrespeitando o estacionamento longitudinal, tornam a rua ainda mais estreita. E o movimento de veículos no sentido ascendente é, ainda, considerável. Por agora tudo vai bem. No dia em que um automóvel, pelos motivos mais inesperados, embater na esplanada e provocar alguns feridos, tenho curiosidade em saber quem assumirá as responsabilidades do acidente.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

AS PILHAGENS DE LONDRES



As pilhagens de Londres não reflectem as necessidades básicas de uma população essencialmente jovem. Roubar telemóveis de topo de gama, plasmas, consolas, vestuário de marca e outros bens não essenciais e obter aquilo que só com bastante dinheiro se consegue é o sonho da maioria da juventude. No Reino Unido, como em Portugal e todos os países desenvolvidos, está a surgir uma juventude desenraizada, que não respeita a família ou é esquecida pela família, sem qualquer noção de trabalho ou disciplina. Ainda há não muitos anos existia em muitos países europeus, incluindo Portugal, o serviço militar obrigatório. Mas sob a pressão da juventude que o considerava apenas um atraso na sua carreira profissional ou estudantil, os políticos sempre dispostos a agradar para não perderem votos, decidiram a sua eliminação. A denominada  tropa criava nos jovens hábitos de disciplina, respeito pelas hierarquias, sentido de camaradagem e tornava-os responsáveis. Por isso se afirmava que ir para a tropa era tornar se homem. Dada a impossibilidade de, no actual contexto, se retomar a obrigatoriedade do ingresso nas forças armadas, não seria de criar um qualquer serviço obrigatório, em benefício da comunidade, para ocupar esses jovens que não estudam, não trabalham, apenas vagueiam pelas ruas ou bairros onde vivem.  

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

LONDRES A FERRO E FOGO



Os graves motins que desde o passado sábado vêem ocorrendo em Londres, primeiro na zona de Tottenham, a norte, e agora alastrando aos bairros do sul da capital britânica, Hackney, Peckham, Croydon, entre outros, com lojas vandalizadas e saqueadas, carros e casas incendiadas, confrontos com a polícia e centenas de presos. Estes bairros são habitados por uma população predominantemente imigrante, africanos, caribenhos, curdos, turcos, somalis, albaneses, ganeses. No Reino Unido as taxas de desemprego entre os jovens brancos atingem os 20%, enquanto que na comunidade imigrante rondam os 50%. As medidas de restrições impostas pelo Governo face à crise actual, originaram cortes nos financiamentos às instituições sociais de apoio aos jovens, o que, talvez, possa justificar em parte esta situação, aproveitada por marginais para assaltarem lojas e roubarem televisões, telemóveis e vestuário de marca, não poupando, sequer, as lojas pertença de imigrantes das suas origens. Por contágio, estes motins já estão a suceder noutras cidades, como Liverpool e Birmingham. Não tardará que saltem as fronteiras e surjam noutros países, com grande imigração e milhares de jovens desocupados e a viverem situações da mais profunda miséria. O mais simples pretexto fará explodir os barris de pólvora existentes nas periferias das grandes cidades europeias. E Lisboa não estará a salvo.

domingo, 7 de agosto de 2011

CONTRATO SOCIAL OU CARIDADEZINHA

O governo promove, através de medidas de austeridade, cortes colossais nos apoios sociais em todas as suas vertentes, preterindo declaradamente o bem estar dos cidadãos portugueses nas suas opções de governação. Em seguida apresenta um programa de 400 milhões de euros para salvar a face e aparentar ter algo similar a uma consciência social. É uma estratégia propagandística e não um balão de oxigénio para as famílias e os mais necessitados - é um balão de oxigénio para o próprio governo. Nada temos contra a caridade, mas a caridade não substitui o Estado Social. Temos 1900 anos de sociedades que responderam aos seus problemas sociais com caridade. Esta estratégia nunca funcionou. É uma estratégia ultra-conservadora que pretende a estratificação rígida da sociedade em classes ricas e beneméritas e classes pobres e miseráveis, dependendo da caridade e da boa vontade das classes ricas. Garantiu sempre a manutenção da pobreza.

Autor: ManuelSDS.

sábado, 6 de agosto de 2011

PLANO DE EMERGÊNCIA SOCIAL

                                          Ministro da Solidariedade e Segurança Social


Este plano dispõe de 400 milhões de euros para novas respostas sociais a 3 milhões de portugueses. Neste delírio de se desfazer de tudo quanto seja património do Estado, quiçá a qualquer preço como o caso BPN demonstra cabalmente, o governo vai lançar um concurso de transferência para instituições de solidariedade de 40 equipamentos sociais. Veremos se ainda dará dinheiro para obras ou outros quaisquer fins, aos adquirentes. O aumento do subsídio de desemprego aos casais com filhos menores é uma medida positiva, mas abrange muito pouca gente. O plano perspectiva disponibilizar mil casas para arrendar abaixo dos preços de mercado, mas ainda não se sabe como e onde vão ser conseguidas. Outras medidas contidas no plano, como apoio aos idosos em casa, não resolverá o problema fulcral da solidão. Utilizar os medicamento que estejam a seis meses do fim do prazo  de validade, outra das medidas do plano, não parece tornar-se muito eficaz, correr-se-á o risco dos medicamentos chegarem às mãos dos necessitados já em cima do fim da validade. Mas enfim mais vale este plano do que nada.

ASAE DEIXA DE FISCALIZAR IPSS

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) vai deixar de ter responsabilidade na fiscalização das cozinhas das instituições sociais. O governo pretende simplificar as regras de segurança e da higiene alimentar nas IPSS e outras instituições de cariz social. Crianças e velhos, sob a protecção do Estado, vão estar sujeitos à badalhoquice como se adivinha, em nome do facilitismo 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CRISE DA DÍVIDA ATINGE A ITÁLIA E A ESPANHA

O contágio da dívida pública atinge agora duas grandes economias da Europa, com os juros da dívida pública espanhola e italiana sob pressão. Por mais injustificada que Bruxelas considere as pressões dos mercados, as taxas de juro da dívida italiana e espanhola estão em níveis recorde, acima dos 6%, aproximando-se do patamar insustentável que obrigou a Grécia, Irlanda e Portugal a pedirem ajuda externa. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

AS NOMEAÇÕES DO GOVERNO

O Governo de Passos Coelho já contratou 51 especialistas para os seus gabinetes. Não se conhecem, ainda, as nomeações efectuadas  pelos ministérios da Justiça, Negócios Estrangeiros e Educação. Sabe-se que este jovem governo já não anda muito longe do número de nomeações dos anteriores governos de Durão, Santana e Sócrates.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

É A CRISE

Os quatro maiores bancos privados a operar em Portugal - BCP, BES, BPI e BST - viram os seus lucros no primeiro semestre de 2011 baixarem 41%. A crise toca a todos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

AGOSTO COM MUITA CHUVA

Agosto começou com muita chuva, daí resultando que as praias de norte a sul do país ficassem completamente vazias. As estradas abarrotadas de viajantes, em procura do sol e mar, tornaram-se muito perigosas devido às abundantes chuvas caídas. Mas tenhamos esperança, amanhã será outro dia.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

BANCO BIC COMPRA BPN



O Ministério das Finanças anunciou ter escolhido a proposta do Banco BIC para vender o BPN. Ontem era o último dia estipulado pela Tríade para alienar o banco nacionalizado em 2008. Falta ainda concluir o processo negocial, que deverá ocorrer num prazo de 180 dias. Existiam duas propostas, que não foram consideradas, a do Montepio Geral e a de um grupo de empresários agrupados no Núcleo Estratégico de Investidores. O BIC pagará 40 milhões de euros pelo BPN, enquanto que o NEI afirmou que a sua proposta era superior a 100 milhões de euros. O Estado indemnizará os trabalhadores não absorvidos pelo BIC (cerca de 830) que indemnizará e a quem pagará  o correspondente subsídio de desemprego. Como se aprecia um verdadeiro negócio da China para o antigo ministro de Cavaco Silva, Mira Amaral, presidente do BIC Portugal.

TRANSPORTES MAIS CAROS



Para responder às exigências do acordo assinado com a Tríade, o Governo instruiu as empresas de transportes públicos a actualizarem os tarifários, fixando em 15% a percentagem máxima do aumento médio. Os operadores privados de transportes rodoviários interurbanos também são abrangidos e os preços aumentam em média 2,7%. Os novos tarifários entram hoje em vigor

domingo, 31 de julho de 2011

PARA UNS FICAREM MAIS RICOS

                                                        Américo Amorim


Em 2010, com uma crise gravíssima e profunda, os empresários/famílias mais ricas de Portugal aumentaram a sua fortuna em 17,8%. Dá que pensar não dá? Ficamos a perceber que um dos principais factores para o homem mais rico de Portugal, Américo Amorim, estar ainda mais rico é a sua participação na Galp enquanto accionista. Os lucros astronómicos que a Galp tem tido, muito à custa do preços abusivos que tem praticado, têm servido para encher os bolsos dos seus accionistas em detrimento do empobrecimento das famílias  e do asfixiamento da economia e das PME portuguesas.

Autor: José Balça  

SETE DIAS

Como era previsível António José Seguro foi escolhido, por grande maioria, para o cargo de Secretário-Geral do Partido Socialista. Tem uma tarefa difícil em mãos. Não só recuperar o Partido, após uma liderança fortíssima de José Sócrates, como conseguir que uma grande parte da sociedade tenha de novo esperança no socialismo democrático, como algo que consiga estreitar o grande fosso que divide as condições de vida dos portugueses e não só. Terá de se rodear de militantes das novas gerações,  sem ostracizar aqueles que tanto têm dado ao Partido, muitas vezes a troco de nada. Deverá pôr um ponto final no carreirismo, que se apoderou das diversas estruturas partidárias, e que visa apenas benefícios pessoais. Continuo a pensar, porém, que Seguro será um líder com prazo de validade e não muito longo. Veremos.
Muito se falou e escreveu sobre as nomeações para a nova administração da CGD, o banco do Estado. Foi por demais evidente o benefício concedido aos boys dos partidos no poder. E aumentar o número de administradores, sabendo-se que vão auferir vencimentos milionários, muito acima dos níveis europeus, quando se impõem duros sacrifícios aos mais pobres, é, no mínimo indecoroso. Também a escolha de pessoas ligadas, num passado recente, ao BPN, que deu no que deu, não pode passar sem uma palavra de reprovação e mais, algumas delas com ligações a entidades que, eventualmente, terão interesse nos activos que a CGD, por força dos compromissos com a Troika, terá forçosamente de alienar.
O ministro da Economia decidiu aumentos nos transportes públicos, da ordem dos 15%, invocando a situação deficitária das transportadoras, que vão afectar fortemente as classes mais débeis. Entretanto do lado das despesas do Estado não há anúncios de cortes relevantes. Como não há também notícia das grandes empresas e as grandes fortunas contribuírem fiscalmente no combate ao défice público.
Corre, entretanto, o caso SIED, referente a fuga de informações. Como se calcula, após o inquérito em curso, não dará em nada. 

domingo, 24 de julho de 2011

OSLO

Pelos mortos de Oslo, vitimas inocentes da crueldade de um compatriota, manifesto a minha solidariedade ao povo norueguês, nestes dias de tão intensa dor. 

sábado, 23 de julho de 2011

UM MÊS DE GOVERNO

O governo está em funções há um mês. Os ministros já se acomodaram nas cadeiras e  naturalmente devem conhecer os cantos à casa. Os portugueses esperam, para além das medidas restritivas: imposto extraordinário, aumento do custo dos transportes, algo diferente do que irem-lhes aos bolsos. Não nomear novos governadores civis, viajar de avião em classe turística, baixar o nível do ar condicionado à custa das gravatas, diz pouco a todos nós. Num mês de governança, poucos ministros se deram a conhecer: o das Finanças, por razões péssimas; a da Agricultura pela extinção das gravatas; o da Educação pelo aumento de horas das aulas de Português e Matemática (medida aliás já decidida pela anterior titular da pasta); o dos Negócios Estrangeiros pela visita a Luanda, não fazendo esquecer as suas famosas visitas às feiras. Dos outros ministros nada, não se conhece absolutamente nada. Estão a trabalhar ou estarão a gozar férias. A comemoração dos cem dias de governo promete, não vai ser fácil. Só já faltam dois meses.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

ELEIÇÕES INTERNAS NO PS

Acabo de receber um SMS de uma das candidaturas de apoio às eleições para secretário-geral do Partido Socialista, que ocorrerão nos próximos dias 22 e 23. Recebi vários durante o dia. A partir deste sábado não mais se lembrarão de mim. Voltarão a contactar-me quando, de novo, precisarem do meu voto, quaisquer que sejam os tipos de eleições a efectuar: presidenciais, nacionais, locais, europeias ou internas. Este é o grande problema do PS. Não existe actividade política para além de eleições. As sedes estão encerradas. Os deputados estão desaparecidos. Os vereadores estão ausentes. Os dirigentes locais estão ocupados. Perante este cenário a militância não existe. 

DESCRÉDITO DOS POLÍTICOS

Macário Correia, presidente da autarquia de Faro, quando o governo era socialista, há bem pouco tempo, pois, opunha-se ferozmente à implementação de portagens na via do Infante. Volvido pouco tempo, o suficiente para sermos governados pelo PSD em coligação com o CDS, mudou de opinião e já aceita que a A22 seja portajada. Incompreensível esta atitude do autarca social-democrata. Vale alguma coisa a palavra dos políticos?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

COITADOS DOS VELHOS

Não há vergonha ao anunciar, com pompa, um aumento de € 4,36 nas pensões dos velhos para o próximo ano. € 4,36 não dá para 8 bicas! 

sábado, 16 de julho de 2011

AS PRIVATIZAÇÕES ANUNCIADAS

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, acaba de anunciar a intenção do Governo de privatizar a RTP, as Águas de Portugal, a EDP, a Galp Energia, a REN, a TAP, os CTT, a CP-Carga,  a CGD-Seguros e a ANA. O BPN terá que ser alienado muito proximamente, estando a decorrer já o necessário concurso. Tirando os partidos de esquerda e as centrais sindicais não se conhecem ainda opiniões sobre as virtualidades destas privatizações, sabendo-se que, nalgumas empresas,  o Estado só dispõe de uma parte diminuta do capital. Claro não há nada a fazer porque se trata de uma imposição, mais uma, da Troika. A época não está para vendas e talvez seja por isso que a Grécia ainda não cumpriu o seu plano de privatizações. 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO

O Governo prepara-se para arrecadar 1025 milhões de euros ao criar um imposto que incidirá sobre os rendimentos de trabalhadores e pensionistas. É uma sobretaxa de 3,5% a aplicar nos rendimentos englobados em IRS. Anunciado em directo pelo ministro Vítor Gaspar, com muitas das suas especifidades, o imposto irá ser pago em Dezembro, com uma retenção na fonte de 50% do valor do subsidio de natal. Após a entrega da declaração do IRS relativa ao ano de 2011, far-se-á o acerto, reembolso ou pagamento. Nada disse o ministro das Finanças sobre a eventual taxação das grandes empresas, no sentido de ajudarem a combater o défice com o pagamento de um imposto extraordinário. Só ajuda quem menos tem. Sempre foi assim.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ASSIS VERSUS SEGURO

Não apreciei o debate entre os dois candidatos a secretário-geral do PS. Seguro não apresentou quaisquer propostas de ruptura com o passado,  nem sequer ideias novas. É o candidato do aparelho. Interessante a proposta de Assis, permitir a abertura das eleições internas a simpatizantes e não apenas aos militantes. Com algum cuidado na sua elaboração, esta proposta de Francisco Assis terá pernas para andar. Aliás parece que não é uma ideia nova, acontece nos EE.UU.  da América e em França. Enquanto com Seguro tudo no PS ficará na mesma, com a Assis a ruptura ao passado surgirá. Mas o candidato pelo qual os socialistas aguardam é António Costa. É necessário dar tempo ao tempo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

VELHOS

Apenas hoje me apercebi do drama que é a existência de grande parte de portugueses quando a longa viagem se aproxima do seu término. Muitas dessas pessoas vivendo sós, esquecidas, por razões várias, da família, tendo como única fonte de rendimento a pensão social - 224,58 euros mês ou seja 7,44 euros dia - provavelmente doentes, como lhes é possível sobreviver. Pagar renda de casa, água, luz, gás, telefone (não é um luxo é uma necessidade), medicamentos e ainda comprar alimentos, com pouco mais de sete euros diários. É muito difícil, senão impossível. Respondi ao apelo - o mínimo que fui capaz de fazer.